+A -a
pt en
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -

CHIP11 lidera ETFs de tecnologia na semana passada

Créditos: Magnific

 

O desempenho dos ETFs de tecnologia foi marcado por uma divergência entre semicondutores e o restante do setor. O CHIP11 avançou 1,19%, enquanto todos os demais produtos do recorte terminaram no campo negativo. UTEC11 e USTK11 ficaram próximos da estabilidade, com quedas de 0,20% e 0,27%, respectivamente. QQQQ11 recuou 0,46%, QQQI11 perdeu 0,94% e NASD11 caiu 1,22%. TECK11 e TECX11 ocuparam a parte inferior do ranking, com perdas de 2,27% e 3,70%.

Nos Estados Unidos, a tecnologia enfrentou uma semana dividida. O Nasdaq apresentou recuperação na sessão de quinta-feira, mas perdeu 0,29% na sexta, quando o payroll mostrou a criação de 162 mil vagas em agosto, ante expectativa de 55 mil. O resultado elevou o rendimento do Treasury de dois anos para 4,374% e reforçou as apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve.

A alta dos juros pressionou especialmente as empresas de crescimento, cujas avaliações incorporam uma parcela maior dos resultados esperados no futuro. O movimento limitou o desempenho dos ETFs de tecnologia ampla, das estratégias ligadas ao Nasdaq-100 e das grandes plataformas digitais.

Os semicondutores seguiram uma dinâmica própria. O Nasdaq US Smart Semiconductor Index avançou 3,66% no último pregão, com valorização de empresas ligadas à memória e aos equipamentos para fabricação de chips. Micron subiu 6,10%, KLA ganhou 7,32% e SanDisk avançou 11,90%, permitindo que o setor se descolasse da queda dos principais índices americanos.

O câmbio acrescentou pressão às cotas negociadas na B3. O real se valorizou durante a maior parte da semana, reduzindo o retorno em moeda local das carteiras internacionais. Esse efeito atingiu tanto as exposições americanas quanto o TECX11, ligado às companhias chinesas de inovação.

CHIP11 (Investo): +1,19%

O CHIP11 foi o único ETF do recorte a terminar a semana no campo positivo, com valorização de 1,19%. A estratégia concentra a carteira em empresas americanas envolvidas no desenvolvimento, na fabricação e na distribuição de semicondutores.

O principal impulso veio na reta final. O Nasdaq US Smart Semiconductor Index avançou 3,66% na sexta-feira, contrastando com as quedas de 0,38% do S&P 500 e de 0,29% do Nasdaq. O movimento mostrou que a valorização não foi uma reação generalizada do mercado americano, mas uma rotação específica para determinados segmentos da cadeia de chips.

Fabricantes de memória e fornecedores de equipamentos lideraram a alta. Micron avançou 6,10%, SanDisk subiu 11,90% e KLA ganhou 7,32%. Essas empresas capturaram o aumento da demanda por armazenamento, memória e equipamentos utilizados na expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

A força da última sessão compensou as perdas registradas anteriormente e permitiu ao CHIP11 encerrar a semana em alta, mesmo com a valorização do real. O resultado ficou 1,39 ponto percentual acima do UTEC11, segundo colocado no ranking.

O fundo acumula queda de 1,95% no mês, mas avança 45,72% no ano e 83,15% em 12 meses. O desempenho permanece muito acima dos demais ETFs do recorte nas duas janelas mais longas, refletindo a valorização acumulada pela indústria de semicondutores.

UTEC11 (XP Asset): -0,20% e USTK11 (Investo): -0,27%

Os dois ETFs oferecem exposição ampla ao setor de tecnologia dos Estados Unidos, com carteiras distribuídas por software, hardware, semicondutores, serviços digitais e infraestrutura tecnológica.

A proximidade dos retornos mostra que os fatores comuns ao setor foram predominantes. As ações americanas começaram a semana pressionadas, reagiram na quinta-feira e voltaram a perder força na sexta após o payroll. O dado de emprego aumentou a possibilidade de juros elevados por mais tempo e levou o Treasury de dez anos para a região de 4,78%.

As grandes empresas de tecnologia avançaram durante a recuperação da quinta-feira. Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon e Meta participaram do movimento, criando suporte para as carteiras mais amplas. Essa valorização intermediária reduziu as perdas acumuladas no início da semana.

No último pregão, porém, a reação positiva ficou concentrada em áreas específicas da cadeia de semicondutores. A queda do Nasdaq e a cautela diante dos juros limitaram os ETFs de tecnologia ampla, que não receberam o mesmo impulso observado no CHIP11.

A valorização do real também retirou retorno das exposições americanas quando convertido para a moeda brasileira. A combinação entre a oscilação limitada do setor nos Estados Unidos e o efeito cambial negativo manteve UTEC11 e USTK11 ligeiramente abaixo da estabilidade.

O UTEC11 acumula alta de 1,06% no mês, 19,34% no ano e 30,95% em 12 meses. O USTK11 avança 1,00% no mês, 19,09% no ano e 30,69% em 12 meses. A diferença mínima entre os resultados permanece também nas janelas acumuladas.

QQQQ11 (Buena Vista): -0,46%, QQQI11 (Buena Vista): -0,94% e NASD11 (XP Asset): -1,22%

O Nasdaq alternou perdas e recuperação ao longo do período. A valorização das grandes empresas de tecnologia na quinta-feira ajudou a reduzir a pressão, mas o índice voltou ao campo negativo no último pregão após o payroll fortalecer as expectativas de juros mais altos.

O NASD11 oferece uma exposição mais direta ao Nasdaq-100 e à variação cambial. A queda do índice em parte da semana e a valorização do real atuaram na mesma direção, levando o ETF ao pior resultado entre os três produtos associados ao índice.

O QQQI11 combina o Nasdaq-100 com uma estratégia voltada à geração de renda. A estrutura alterou sua participação nas oscilações das empresas de crescimento e limitou parte da perda em relação ao NASD11, mas o ETF ainda recuou 0,94%.

O QQQQ11 apresentou a menor queda do bloco. Sua abordagem de maior beta ampliou a participação na recuperação das ações de tecnologia durante as sessões positivas, compensando uma parcela maior das perdas do início da semana. O resultado não significa menor risco estrutural, mas uma resposta mais favorável da carteira aos movimentos registrados no período.

A diferença entre QQQQ11 e NASD11 chegou a 0,76 ponto percentual. A dispersão confirma que produtos relacionados ao mesmo mercado podem apresentar resultados distintos quando utilizam regras de seleção, exposição e geração de renda diferentes.

O QQQQ11 acumula queda de 1,79% no mês, mas avança 18,97% no ano e 47,96% em 12 meses. O QQQI11 sobe 0,63% no mês, 2,85% no ano e 10,35% em 12 meses. O NASD11 recua 0,80% no mês, enquanto mantém altas de 8,38% no ano e de 17,51% em 12 meses.

TECK11 (Itaú Asset): -2,27%

O TECK11 recuou 2,27% e apresentou a maior perda entre os ETFs de tecnologia americana. O fundo acompanha uma carteira concentrada em grandes empresas associadas a plataformas digitais, comércio eletrônico, serviços de internet, inteligência artificial e tecnologia disruptiva.

A concentração elevou a dependência do desempenho de um grupo menor de companhias. Embora várias empresas de tecnologia tenham reagido na quinta-feira, a recuperação não foi uniforme e perdeu força depois do payroll. O ambiente de juros mais altos atingiu especialmente as ações cujas avaliações dependem das expectativas de crescimento de longo prazo.

A rotação observada na sexta-feira também foi desfavorável ao TECK11. Os ganhos ficaram concentrados em fabricantes de memória e fornecedores de equipamentos para semicondutores, enquanto as grandes plataformas não acompanharam o setor de chips na mesma intensidade.

O ETF também incorporou a valorização do real. Como a carteira está exposta a ações americanas, a queda do dólar reduziu o retorno desses ativos na conversão para a moeda brasileira. A combinação entre concentração, juros americanos mais altos e efeito cambial levou o TECK11 a uma perda superior à dos ETFs de tecnologia ampla e Nasdaq-100.

O fundo acumula alta de 1,37% no mês, 9,55% no ano e 12,97% em 12 meses. O desempenho mensal positivo mostra que a queda semanal representou uma reversão parcial dentro de uma janela mais ampla ainda favorável.

TECX11 (Bradesco Asset): -3,70%

O TECX11 apresentou a maior queda do recorte, com recuo de 3,70%. O ETF acompanha empresas chinesas de inovação e crescimento negociadas no ChiNext, segmento de Shenzhen com exposição a tecnologia, semicondutores, biotecnologia e equipamentos avançados.

O mercado chinês começou a semana com valorização, mas perdeu força nas sessões seguintes. O índice de Xangai avançou 0,86% na segunda-feira, recuou 0,16% na terça e caiu 0,97% na quarta. Na sexta-feira, apresentou nova perda de 0,30%.

A pressão foi mais intensa nos segmentos de inovação e nas empresas de menor capitalização do que no mercado chinês amplo. Esse comportamento ampliou a queda da exposição ao ChiNext em relação aos ETFs diversificados de mercados emergentes.

A valorização do real acrescentou um segundo vetor negativo. A queda do dólar reduziu o valor, em reais, das posições internacionais e aprofundou o recuo da cota negociada na B3.

O TECX11 acumula queda de 4,46% no mês e de 3,59% no ano. Em 12 meses, o fundo ainda registra alta de 17,82%, mostrando que a correção recente não eliminou integralmente a valorização acumulada anteriormente.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

Share on social media