
Créditos: CNN Money
Os ETFs brasileiros apresentaram uma divisão setorial clara no pregão de 3 de setembro. BNKS11 liderou com alta de 1,14%, seguido por FIND11, com 0,89%. BTER11 avançou 0,81%, BDEF11 ganhou 0,66% e UTLL11 subiu 0,58%. BDOM11 e BCIC11 também terminaram no campo positivo, com retornos de 0,46% e 0,36%.
Na parte inferior do recorte, o BOVA11 ficou praticamente estável, com queda de 0,01%. MATB11 recuou 0,23%, BXPO11 perdeu 0,40% e CMDB11 caiu 1,66%. O DOLB11 avançou 0,10%, em uma sessão de variação limitada do dólar frente ao real.
O Ibovespa encerrou o pregão praticamente estável, aos 185.188 pontos, depois de alcançar 188.892 pontos na máxima. O índice interrompeu uma sequência de 11 altas, período em que acumulou valorização de 11,34%. A realização de lucros ganhou força depois da aproximação com os 189 mil pontos.
Vale e Petrobras exerceram a principal pressão sobre o índice. Vale recuou 2,91%, Petrobras ON caiu 1,79% e Petrobras PN perdeu 1,33%. A queda da mineradora ocorreu após uma valorização de aproximadamente 13% desde meados de agosto e também incorporou o efeito do pagamento de proventos realizado na sessão anterior.
Os bancos seguiram em direção oposta. O Índice Financeiro avançou 0,87%, enquanto Itaú PN ganhou 1,28%. Essa diferença entre as instituições financeiras e as grandes companhias de commodities explica parte importante da dispersão entre os ETFs.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,04%, a R$ 5,1043. A pequena oscilação cambial limitou o impacto da moeda sobre as empresas domésticas e exportadoras, deixando os movimentos setoriais e a realização de lucros como os principais elementos da sessão.

BNKS11 (Investo): +1,14% e FIND11 (Itaú Asset): +0,89%
BNKS11 e FIND11 lideraram o grupo com altas de 1,14% e 0,89%. Os dois ETFs oferecem exposição ao setor financeiro brasileiro, mas possuem abrangências diferentes.
O BNKS11 concentra sua estratégia nos bancos, enquanto o FIND11 acompanha uma carteira financeira mais ampla. Essa diferença ajudou a colocar o BNKS11 0,25 ponto percentual à frente do FIND11 na sessão.
As instituições financeiras mantiveram o movimento positivo do pregão anterior. O Índice Financeiro avançou 0,87%, praticamente em linha com o retorno do FIND11, enquanto Itaú PN subiu 1,28%. A valorização dos bancos compensou parte da pressão exercida por Vale e Petrobras sobre o Ibovespa.
O BNKS11 acumula alta de 7,32% na semana e de 1,31% no mês. O FIND11 avança 7,34% na semana, 2,20% no mês, 11,46% no ano e 26,88% em 12 meses.
A proximidade dos retornos semanais confirma a força recente do setor financeiro. No pregão, a concentração direta em bancos colocou o BNKS11 na primeira posição.
BTER11 (Investo): +0,81%
O BTER11 avançou 0,81% e apresentou a terceira maior alta do recorte. O ETF utiliza uma estratégia associada ao fator qualidade no mercado acionário brasileiro.
O resultado mostra a importância da seleção de empresas em uma sessão sem direção firme para o índice amplo. O Ibovespa chegou a subir 1,99%, mas devolveu os ganhos diante da realização em Vale e Petrobras. Ao mesmo tempo, bancos e outras empresas permaneceram no campo positivo.
Essa dispersão favoreceu uma carteira menos dependente das ações que exerceram as maiores pressões sobre o Ibovespa. O BTER11 superou o índice amplo em 0,82 ponto percentual e ficou atrás apenas dos dois ETFs financeiros.
O fundo acumula alta de 6,00% na semana e de 1,00% no mês. A base ainda não apresenta retornos disponíveis para o ano e para os últimos 12 meses.
BDEF11 (Bradesco Asset): +0,66%
O BDEF11 ganhou 0,66%. O ETF acompanha uma estratégia voltada aos setores defensivos da Bolsa brasileira.
A estabilidade do Ibovespa, combinada à queda das grandes companhias de commodities, favoreceu carteiras menos dependentes de mineração e petróleo. Empresas defensivas possuem receitas ligadas a serviços e produtos com demanda mais recorrente, criando uma composição diferente da observada no índice amplo.
A sessão foi marcada por forte rotação interna. Enquanto Vale e Petrobras recuaram, o setor financeiro avançou e outras ações mantiveram desempenho positivo. Esse ambiente permitiu ao BDEF11 superar o BOVA11 e os ETFs ligados a materiais e commodities.
O fundo acumula alta de 5,49% na semana, 3,76% no mês, 6,11% no ano e 21,85% em 12 meses. O desempenho permanece positivo em todos os horizontes apresentados.
UTLL11 (Investo): +0,58%
O UTLL11 avançou 0,58%. O ETF oferece exposição às empresas brasileiras de serviços de utilidade pública, incluindo companhias associadas à energia elétrica, ao saneamento e a outras atividades essenciais.
As utilities participaram do movimento positivo das estratégias defensivas. A previsibilidade das receitas e a presença de contratos ou estruturas reguladas diferenciam essas empresas das companhias de commodities, cujos resultados respondem com maior intensidade aos preços internacionais.
O fundo superou o BOVA11 em 0,59 ponto percentual. O resultado reforça a rotação para setores menos expostos à realização observada em Vale e Petrobras.
O UTLL11 acumula alta de 5,24% na semana, 0,63% no mês e 9,33% no ano. O retorno de 12 meses não está disponível na base.
BDOM11 (Investo): +0,46%
O BDOM11 ganhou 0,46%. O ETF seleciona empresas com maior exposição à economia brasileira, reduzindo a presença relativa de negócios mais dependentes de receitas internacionais.
O avanço dos bancos sustentou a estratégia doméstica. A estabilidade do câmbio também manteve o foco nas condições internas, sem produzir uma alteração relevante na conversão das receitas internacionais para reais.
O resultado contrastou com o BXPO11, direcionado a empresas brasileiras com maior exposição global. Enquanto o BDOM11 avançou 0,46%, o BXPO11 recuou 0,40%. A diferença diária entre as duas estratégias chegou a 0,86 ponto percentual.
O fundo acumula alta de 6,39% na semana, 3,26% no mês, 4,68% no ano e 13,93% em 12 meses.
BCIC11 (Bradesco Asset): +0,36%
O BCIC11 avançou 0,36%. O ETF acompanha uma estratégia concentrada nos setores cíclicos do mercado brasileiro.
O resultado positivo mostra que a realização em Vale e Petrobras não se espalhou de forma uniforme pela Bolsa. A sessão preservou ganhos em instituições financeiras e em outras empresas sensíveis à atividade econômica.
O fundo ficou 0,37 ponto percentual acima do BOVA11. A composição setorial permitiu capturar movimentos positivos que foram neutralizados no Ibovespa pela queda das grandes companhias de commodities.
O BCIC11 acumula alta de 5,71% na semana, 2,90% no mês, 5,07% no ano e 11,32% em 12 meses.
DOLB11 (BTG Asset): +0,10%
O DOLB11 avançou 0,10%, enquanto o dólar à vista apresentou leve queda no mercado brasileiro.
A moeda encerrou a sessão próxima da estabilidade, cotada a R$ 5,1043. O dólar chegou a negociar perto de R$ 5,07 no início do dia, mas compras realizadas nos níveis mais baixos reduziram a queda ao longo do pregão.
A diferença entre o retorno do ETF e a variação do dólar à vista reflete características como o índice cambial acompanhado, os instrumentos utilizados, a janela de cálculo e os horários de fechamento.
O fundo acumula queda de 1,67% na semana. No mês, registra alta de 0,92%. O desempenho permanece negativo em 3,66% no ano e em 1,73% nos últimos 12 meses.
BOVA11 (BlackRock): -0,01%
O BOVA11 terminou praticamente estável, com queda de 0,01%, acompanhando o comportamento do Ibovespa.
O índice amplo encerrou aos 185.188 pontos depois de oscilar entre queda de 0,26% e alta de 1,99%. A amplitude intradiária mostra a mudança de direção ocorrida após a aproximação com os 189 mil pontos.
Vale e Petrobras pressionaram o resultado, enquanto os bancos limitaram a perda. A divergência entre esses grandes setores deixou o índice próximo do nível de abertura.
O fundo acumula alta de 5,52% na semana, 4,20% no mês, 15,35% no ano e 33,16% em 12 meses. O desempenho permanece positivo nos quatro horizontes acumulados, apesar da estabilidade no pregão.
MATB11 (Itaú Asset): -0,23% e CMDB11 (BTG Asset): -1,66%
MATB11 e CMDB11 ficaram no campo negativo, com quedas de 0,23% e 1,66%. As duas estratégias possuem exposição relevante a empresas de materiais básicos, recursos naturais e commodities.
Vale recuou 2,91% depois de acumular valorização próxima de 13% desde meados de agosto. A cotação também incorporou o efeito do pagamento de R$ 2,03 por ação em dividendos e juros sobre capital próprio realizado na sessão anterior.
Petrobras também passou por realização. A ação ordinária caiu 1,79%, enquanto a preferencial perdeu 1,33%. A combinação entre mineração e petróleo aumentou a pressão sobre as estratégias orientadas a commodities.
A queda mais intensa do CMDB11 revelou sua maior sensibilidade ao movimento das companhias de recursos naturais. O MATB11 apresentou perda mais limitada, compatível com uma exposição setorial direcionada principalmente a materiais básicos.
O MATB11 acumula alta de 4,21% na semana, 5,17% no mês, 9,06% no ano e 29,25% em 12 meses. O CMDB11 avança 4,22% na semana, 7,04% no mês, 22,09% no ano e 35,46% em 12 meses.
Apesar de registrar a maior queda diária, o CMDB11 permanece com os maiores retornos mensal, anual e de 12 meses entre os ETFs deste recorte. A perda da sessão ocorreu após uma trajetória acumulada mais forte.
BXPO11 (Investo): -0,40%
O BXPO11 recuou 0,40%. O ETF concentra sua estratégia em empresas brasileiras com maior exposição a receitas e negócios internacionais.
A queda de Vale foi um dos principais movimentos entre as grandes exportadoras. Petrobras também recuou, ampliando a pressão sobre companhias brasileiras ligadas aos mercados globais de commodities.
O dólar teve pequena variação e não ofereceu um impulso cambial relevante às empresas com receitas internacionais. A moeda encerrou em queda de 0,04%, próxima da estabilidade.
O BXPO11 ficou 0,86 ponto percentual abaixo do BDOM11, evidenciando a diferença diária entre empresas com exposição global e negócios concentrados na economia doméstica.
O fundo acumula alta de 3,17% na semana, 5,58% no mês, 8,81% no ano e 21,05% em 12 meses. Embora tenha ficado atrás no pregão, o desempenho permanece acima do BDOM11 nas janelas mensal, anual e de 12 meses.
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