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Queda dos juros coloca 3PRE11 na liderança da renda fixa

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Créditos: Magnific

A queda da curva de juros determinou o desempenho dos ETFs de renda fixa na sessão. O 3PRE11 avançou 0,63%, seguido pelo TD3511, com 0,49%, pelo PACB11, com 0,46%, e pelo IRFM11, com 0,42%. B5MB11, IMAB11 e NTNS11 também subiram, mas com retornos menores. CDIB11 e LFTS11 ficaram próximos da estabilidade, enquanto NLFA11 recuou 0,02%.

Os contratos de DI recuaram com maior intensidade na parte intermediária e longa da curva. O vencimento de janeiro de 2028 caiu 0,055 ponto percentual, para 13,52%; janeiro de 2029 recuou 0,125 ponto, para 13,715%; janeiro de 2031 perdeu 0,175 ponto, para 13,905%; e janeiro de 2035 caiu 0,180 ponto, para 14,035%.

O movimento acompanhou a redução do prêmio de risco doméstico observada no mercado brasileiro. O dólar caiu 0,86%, os juros futuros recuaram ao longo da curva e o Ibovespa avançou 1,20%. Esse ambiente favoreceu a marcação a mercado dos títulos prefixados e indexados ao IPCA, especialmente nas carteiras com maior duration.

3PRE11 (Galapagos): +0,63% e IRFM11 (Itaú Asset): +0,42%

O 3PRE11 liderou ao concentrar a carteira em títulos prefixados com duration-alvo de três anos. Entre as posições estavam LTNs com vencimentos entre julho de 2028 e janeiro de 2030, além de NTN-Fs com vencimentos em 2029, 2031 e 2033.

Essa composição colocou o fundo no trecho da curva em que a queda das taxas foi relevante. O DI para janeiro de 2029 recuou 0,125 ponto percentual, enquanto janeiro de 2030 caiu 0,155 ponto. Como o preço dos títulos prefixados sobe quando as taxas de mercado recuam, o movimento produziu valorização de 0,63% na cota.

O IRFM11 também recebeu contribuição da queda dos juros. A carteira incluía NTN-Fs e LTNs com vencimentos distribuídos entre 2027 e 2035, com posições relevantes em NTN-F 2031, LTN 2029 e LTN com vencimento em julho de 2029.

A distribuição por um número maior de vencimentos diluiu a resposta observada no 3PRE11. Ainda assim, o retorno de 0,42% colocou o IRFM11 entre os quatro melhores desempenhos do dia. O fundo acumula alta de 1,80% no mês, 8,36% no ano e 12,85% em 12 meses. O 3PRE11 avança 1,94% no mês.

TD3511 (Itaú Asset): +0,49% e PACB11 (BTG Asset): +0,46%

TD3511 e PACB11 concentraram os maiores ganhos entre os ETFs de Tesouro IPCA+. As duas carteiras possuem elevada sensibilidade às mudanças nas taxas, mas adotam estruturas diferentes.

O TD3511 investe integralmente na NTN-B com vencimento em maio de 2035. A concentração em um único título torna o retorno diretamente dependente do comportamento desse ponto da curva. A queda dos juros longos favoreceu a marcação a mercado e levou o ETF a uma alta de 0,49%.

O PACB11 distribui a exposição por NTN-Bs muito longas. A carteira tinha 58,13% na NTN-B 2055, 20,03% na NTN-B 2060 e 19,99% na NTN-B 2050. Esses três vencimentos representavam mais de 98% do portfólio.

A elevada duration ampliou a sensibilidade do PACB11 à curva de juros, sustentando a valorização de 0,46%. O retorno ligeiramente inferior ao TD3511 mostra que o movimento não foi uniforme entre os diferentes pontos da curva real.

O TD3511 acumula alta de 2,88% no mês. O PACB11 avança 1,95% no mês, 5,17% no ano e 10,34% em 12 meses.

B5MB11 (Bradesco Asset): +0,26%, IMAB11 (Itaú Asset): +0,16% e NTNS11 (Investo): +0,15%

Os demais ETFs de títulos indexados ao IPCA avançaram com intensidades diferentes. O B5MB11 ganhou 0,26%, o IMAB11 subiu 0,16% e o NTNS11 avançou 0,15%.

O B5MB11 investe em NTN-Bs com vencimentos superiores a cinco anos. A principal posição era a NTN-B 2035, com 20,73%, seguida pelos vencimentos de 2050, 2045, 2055 e 2040. A exposição longa permitiu ao fundo capturar a marcação a mercado, mas a diversificação por diferentes vencimentos produziu uma resposta menos concentrada que a do TD3511.

O IMAB11 acompanha toda a curva de NTN-Bs. A presença simultânea de títulos curtos, intermediários e longos equilibra a sensibilidade às taxas, resultando em valorização menor que a dos fundos concentrados nos vencimentos mais distantes.

O NTNS11 possui o perfil mais curto do grupo. NTN-Bs com vencimento em 2028 representavam 35,18% da carteira, seguidas pelos títulos de 2027, com 27,56%, de 2030, com 26,54%, e de 2029, com 10,72%. O prazo médio era de aproximadamente 758 dias.

A menor duration limitou a valorização do NTNS11 a 0,15%. A diferença de 0,34 ponto percentual para o TD3511 mostra como a concentração em um vencimento mais longo ampliou a resposta à queda das taxas.

O B5MB11 acumula alta de 2,67% no mês, 6,08% no ano e 11,30% em 12 meses. O IMAB11 avança 2,31% no mês, 7,87% no ano e 12,19% em 12 meses. O NTNS11 sobe 1,39% no mês, 9,45% no ano e 13,19% em 12 meses.

CDIB11 (Itaú Asset): +0,10% e LFTS11 (Investo): +0,04%

CDIB11 e LFTS11 apresentaram movimentos menores porque suas carteiras são predominantemente formadas por títulos vinculados à Selic.

No CDIB11, cinco LFTs com vencimentos entre junho de 2031 e junho de 2032 representavam aproximadamente 90% da carteira. Uma posição de 9,62% na NTN-B 2060 acrescentava sensibilidade à curva de juros reais.

Essa parcela de NTN-B ajudou o CDIB11 a avançar 0,10%, acima do LFTS11. A maior parte do resultado, porém, permaneceu associada ao carregamento das LFTs, cujo preço apresenta menor sensibilidade às oscilações da curva.

O LFTS11 distribuía a carteira por títulos Tesouro Selic com vencimentos entre 2028 e 2032. Sem uma parcela relevante em títulos prefixados ou IPCA+ longos, o fundo avançou 0,04%.

O CDIB11 acumula alta de 1,19% no mês. O LFTS11 sobe 1,10% no mês, 9,65% no ano e 14,46% em 12 meses.

NLFA11 (Nu Asset): -0,02%

O NLFA11 apresentou a única variação negativa do ranking, com recuo de 0,02%. A oscilação foi limitada e ocorreu em uma carteira de letras financeiras emitidas majoritariamente por bancos de baixo risco de crédito.

Instituições classificadas no segmento S1 representavam 55,9% da carteira, com exposição a Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual e Santander. Emissores do segmento S2 respondiam por 26,6%, incluindo Nubank, Safra, Sicredi, Votorantim e XP.

Diferentemente dos ETFs de títulos públicos prefixados e IPCA+, o NLFA11 depende do carregamento das letras financeiras e da variação dos spreads de crédito bancário. A queda da curva soberana não se traduziu no mesmo ganho observado nos títulos públicos com maior duration.

O fundo acumula alta de 1,08% no mês e 9,80% no ano.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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