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Bancos e ações domésticas lideram ETFs de ações brasileiras na semana encerrada em 4 de setembro

Créditos: Vecteezy

 

Os ETFs de ações brasileiras encerraram a semana com altas disseminadas. FIND11 liderou com valorização de 7,73%, seguido por BNKS11, com 7,55%, e BDOM11, com 6,67%. BTER11 e BEST11 também superaram 6%, enquanto todos os fundos de ações do recorte avançaram pelo menos 3,12%. O DOLB11 destoou do conjunto, com queda de 1,21%.

O Ibovespa avançou de 175.665 pontos, no fechamento anterior ao início do período, para 185.147 pontos na sexta-feira. O índice ganhou 1,00% na sessão de segunda-feira, 1,30% na terça e 3,05% na quarta-feira. Nos dois últimos pregões, ficou praticamente estável e preservou a maior parte da valorização acumulada no início da semana.

A alta ganhou amplitude na sessão de quarta-feira, quando apenas três dos 77 componentes do Ibovespa terminaram no campo negativo. Consumo cíclico, bens industriais, commodities e instituições financeiras estiveram entre os principais vetores. A repercussão da pesquisa eleitoral Quaest também reduziu o prêmio de risco aplicado aos ativos brasileiros, impulsionou a Bolsa e o real e derrubou parte das taxas futuras.

O movimento favoreceu especialmente os bancos e as companhias ligadas à economia doméstica. Commodities também contribuíram no início da semana, apoiadas pela valorização do petróleo e das ações da Petrobras. Na reta final, Vale e Petrobras devolveram parte dos ganhos, limitando os ETFs mais expostos a recursos naturais e receitas internacionais.

A valorização do real completou o cenário. O dólar iniciou a semana próximo de R$ 5,18 e chegou à região de R$ 5,11 durante a forte alta da Bolsa na quarta-feira. A moeda americana recuperou parte das perdas após o payroll mais forte no último pregão, mas o movimento não foi suficiente para retirar o DOLB11 do campo negativo na semana.

FIND11 (Itaú Asset): +7,73% e BNKS11 (Investo): +7,55%

FIND11 e BNKS11 lideraram o período com retornos próximos. Os dois ETFs foram favorecidos pela valorização dos bancos, setor que capturou diretamente a redução do prêmio de risco brasileiro e a melhora do apetite por ações locais.

O BNKS11 concentra sua estratégia nas principais instituições bancárias brasileiras. O FIND11 possui uma exposição financeira mais ampla, incluindo bancos, seguradoras, prestadoras de serviços financeiros e empresas ligadas à infraestrutura do mercado de capitais.

A alta do setor ganhou força na sessão de quarta-feira. A valorização disseminada da Bolsa, o recuo de parte da curva de juros e a melhora da percepção sobre os ativos domésticos impulsionaram Banco do Brasil, Itaú e outras instituições financeiras.

A diferença de apenas 0,18 ponto percentual entre os ETFs confirma que o setor bancário foi o principal fator compartilhado. A abrangência adicional do FIND11 colocou o fundo ligeiramente à frente do BNKS11.

O FIND11 acumula alta de 3,69% no mês, 11,87% no ano e 25,99% em 12 meses. O BNKS11 registra valorização de 2,83% no mês.

BDOM11 (Investo): +6,67%

O BDOM11 ocupou a terceira posição, com avanço de 6,67%. O ETF seleciona empresas que obtêm a maior parte das receitas no Brasil, reunindo bancos, utilities, consumo e outros negócios ligados à atividade doméstica.

A redução do prêmio de risco favoreceu companhias sensíveis aos juros, ao crédito e às perspectivas para a economia brasileira. Ações de varejo, consumo cíclico e bens industriais estiveram entre os destaques da semana, especialmente durante a valorização generalizada da sessão de quarta-feira.

O fortalecimento do real reforçou a rotação para os ativos locais. Ao longo da semana, o BDOM11 superou o BXPO11, voltado a companhias com maior exposição internacional, em 3,55 pontos percentuais.

O fundo acumula alta de 4,03% no mês, 4,96% no ano e 12,85% em 12 meses.

BTER11 (Investo): +6,30% e BEST11 (Investo): +6,17%

BTER11 e BEST11 avançaram 6,30% e 6,17%, respectivamente. Os dois produtos acompanham estratégias associadas à seleção de empresas brasileiras de qualidade e apresentaram diferença de apenas 0,13 ponto percentual.

A amplitude da valorização beneficiou carteiras diversificadas e reduziu a dependência de um único setor. Bancos, utilities, consumo, bens industriais e materiais básicos participaram do movimento, permitindo que as estratégias de qualidade acompanhassem de perto o avanço das exposições domésticas.

Os fundos também receberam suporte da procura por empresas com fundamentos operacionais mais consistentes. O ingresso de investidores estrangeiros e a redução do prêmio de risco ampliaram o interesse por diferentes segmentos da Bolsa, além das maiores ações do Ibovespa.

O BTER11 acumula alta de 1,58% no mês. O BEST11 avança 1,51% no mês e 6,54% no ano.

BCIC11 (Bradesco Asset): +5,78%

O BCIC11 ganhou 5,78%. O ETF reúne empresas de setores cíclicos, incluindo serviços financeiros, consumo, construção, indústria, energia e materiais básicos.

A estratégia capturou a valorização das ações mais sensíveis ao ambiente doméstico. A reação foi particularmente forte na sessão de quarta-feira, quando empresas de consumo cíclico e bens industriais figuraram entre as principais altas da Bolsa.

O recuo de parte das taxas futuras também favoreceu companhias dependentes do crédito e do custo de capital. Esse suporte compensou a perda de força das commodities na reta final da semana.

O fundo acumula alta de 3,28% no mês, 5,14% no ano e 10,18% em 12 meses.

BOVA11 (BlackRock): +5,34%

O BOVA11 avançou 5,34%, acompanhando a forte valorização do Ibovespa. O ETF oferece exposição às empresas de maior representatividade e liquidez da Bolsa brasileira.

A carteira recebeu contribuições de bancos, Petrobras, Vale, utilities e empresas ligadas à economia doméstica. A amplitude do movimento foi determinante: durante a sessão de quarta-feira, 74 dos 77 componentes do Ibovespa terminaram no campo positivo.

Nos dois últimos pregões, a realização em Vale e Petrobras limitou a continuidade do avanço. Ainda assim, a alta acumulada no início da semana foi preservada, e o índice encerrou o período acima dos 185 mil pontos.

O fundo acumula valorização de 4,05% no mês, 15,15% no ano e 31,83% em 12 meses.

BDEF11 (Bradesco Asset): +5,19% e UTLL11 (Investo): +5,16%

BDEF11 e UTLL11 apresentaram retornos praticamente idênticos, com altas de 5,19% e 5,16%. Os dois ETFs foram favorecidos pela valorização das empresas defensivas e dos serviços de utilidade pública.

O BDEF11 distribui sua exposição entre setores com demanda mais recorrente. O UTLL11 concentra a carteira em empresas de energia elétrica, água, saneamento e outros serviços essenciais.

As utilities participaram da redução generalizada do prêmio de risco. Como essas companhias possuem operações intensivas em capital e fluxos de caixa de longa duração, o recuo das taxas futuras melhorou a avaliação relativa do setor.

A proximidade dos retornos mostra que a valorização alcançou tanto a exposição setorial concentrada do UTLL11 quanto a carteira defensiva mais diversificada do BDEF11.

O BDEF11 acumula alta de 3,83% no mês, 5,82% no ano e 20,29% em 12 meses. O UTLL11 registra queda de 0,06% no mês, mas permanece positivo em 9,25% no ano.

MATB11 (Itaú Asset): +4,78%

O MATB11 avançou 4,78%. O ETF concentra sua exposição em empresas de materiais básicos, incluindo mineração, siderurgia, metalurgia, papel e celulose e produtos químicos.

Vale e as siderúrgicas participaram da valorização nos primeiros pregões. A mineradora também recebeu suporte do movimento do minério de ferro, embora tenha devolvido parte dos ganhos na reta final.

A alta ficou abaixo dos ETFs financeiros e domésticos porque a rotação para bancos, consumo e empresas sensíveis aos juros foi mais intensa. A realização nas ações de mineração também reduziu o retorno acumulado.

O fundo acumula valorização de 4,73% no mês, 9,65% no ano e 28,50% em 12 meses.

CMDB11 (BTG Asset): +3,63% e BXPO11 (Investo): +3,12%

CMDB11 e BXPO11 avançaram 3,63% e 3,12%, respectivamente. Os dois ETFs possuem exposição relevante a exportadoras e companhias com receitas internacionais, embora o CMDB11 seja direcionado às diferentes cadeias de commodities.

O CMDB11 capturou a valorização do petróleo no início da semana. O Brent superou US$ 94 por barril na sessão de terça-feira, impulsionando Petrobras e outras produtoras. Vale e empresas de materiais básicos também contribuíram.

A perda de força das commodities nos dois últimos pregões limitou o retorno. Vale e Petrobras passaram por realização após a valorização acumulada, reduzindo parte dos ganhos dos fundos.

O BXPO11 também enfrentou o efeito da valorização do real. Como sua carteira reúne empresas com receitas internacionais, o câmbio reduziu parte da contribuição obtida pelas exportadoras quando esses resultados foram convertidos para reais.

O CMDB11 acumula alta de 6,37% no mês, 21,40% no ano e 34,09% em 12 meses. O BXPO11 avança 4,50% no mês, 8,75% no ano e 19,96% em 12 meses.

DOLB11 (BTG Asset): -1,21%

O DOLB11 foi o único produto no campo negativo, com queda de 1,21%. O ETF acompanha a variação do dólar diante do real.

A moeda americana iniciou o período próxima de R$ 5,18 e chegou à região de R$ 5,11 durante a forte valorização dos ativos brasileiros. O real ganhou força com a alta da Bolsa, a redução do prêmio de risco e o retorno dos fluxos estrangeiros.

O payroll americano mais forte levou o dólar a recuperar parte das perdas no último pregão. O resultado elevou os rendimentos dos Treasuries e aumentou a procura pela moeda americana, mas não reverteu o desempenho negativo acumulado durante a semana.

O fundo acumula alta de 0,52% no mês. O desempenho permanece negativo em 3,21% no ano e em 1,15% nos últimos 12 meses.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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