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Dividendos e small caps dividem a liderança na semana passada

Créditos: Investidor10

 

A semana foi marcada por uma valorização ampla dos ativos brasileiros. DIVO11 e SMAL11 lideraram o recorte com ganhos de 6,13%, seguidos pelo BOVA11, com 5,34%. Entre os criptoativos, HASH11 avançou 2,29% e ETHE11 ganhou 0,83%. Na renda fixa, IB5M11, B5P211 e LFTS11 ficaram no campo positivo.

O Ibovespa avançou de 175.665 pontos, no fechamento anterior ao período, para 185.147 pontos na sexta-feira. O índice subiu 1,00% na segunda-feira, 1,30% na terça e 3,05% na quarta-feira. Nas duas últimas sessões, ficou praticamente estável e preservou a alta construída no início da semana.

A valorização ganhou amplitude na sessão de quarta-feira, quando apenas três dos 77 componentes do Ibovespa terminaram em queda. Consumo cíclico, bens industriais, commodities e instituições financeiras estiveram entre os principais vetores. A repercussão do cenário eleitoral reduziu o prêmio de risco aplicado aos ativos brasileiros, fortaleceu o real e derrubou parte das taxas futuras.

Na reta final, o payroll americano elevou os rendimentos dos Treasuries e devolveu parte da força ao dólar. O movimento limitou o avanço da Bolsa, mas não reverteu a valorização acumulada pelas ações brasileiras.

 

DIVO11 (Itaú Asset): +6,13% e SMAL11 (BlackRock): +6,13%

DIVO11 e SMAL11 dividiram a liderança, apesar de carregarem carteiras com características diferentes. O primeiro concentra empresas com histórico de remuneração aos acionistas. O segundo acompanha companhias de menor capitalização, mais sensíveis ao crédito, aos juros e à atividade econômica.

No DIVO11, a carteira incluía BB Seguridade, Copasa, Itaúsa, Petrobras, Cemig, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco. Essa composição deu ao fundo exposição direta a bancos, utilities e petróleo, três grupos que participaram da valorização nos primeiros pregões da semana.

Os bancos capturaram a redução do prêmio de risco doméstico, enquanto as utilities foram favorecidas pelo recuo de parte da curva de juros. Petrobras recebeu o impulso inicial da alta do petróleo, que superou US$ 94 por barril durante a semana. A combinação desses vetores sustentou o avanço do DIVO11.

O SMAL11 recebeu uma contribuição mais concentrada na rotação para ações domésticas. Entre suas maiores posições estavam Copasa, Totvs, Allos, Assaí, Lojas Renner, Smart Fit, Multiplan, Fleury, Cosan e Metalúrgica Gerdau. A carteira reuniu utilities, tecnologia, varejo, imóveis, saúde, energia e indústria, segmentos beneficiados pela alta disseminada da Bolsa.

A sessão de quarta-feira foi especialmente favorável para empresas sensíveis ao ambiente local. A queda dos juros futuros e a melhora da percepção sobre os ativos brasileiros favoreceram consumo cíclico e bens industriais, ampliando o retorno das small caps.

O DIVO11 acumula alta de 3,59% no mês, 13,58% no ano e 27,80% em 12 meses. O SMAL11 avança 2,63% no mês e 2,15% em 12 meses, mas permanece negativo em 1,30% no ano.

BOVA11 (BlackRock): +5,34%

O BOVA11 avançou 5,34%, acompanhando a alta concentrada nos três primeiros pregões da semana. O ETF recebeu contribuições de bancos, Petrobras, Vale, utilities, consumo e empresas ligadas à atividade doméstica.

Na segunda-feira, Petrobras e Banco do Brasil avançaram mais de 3% e ajudaram o Ibovespa a iniciar o período em alta. A escalada das tensões no Oriente Médio elevou o Brent e sustentou as ações do setor de petróleo.

Na terça-feira, o petróleo voltou a subir com força, superando US$ 94 por barril, enquanto Petrobras, bancos, utilities e empresas de saúde lideraram a valorização local. O Ibovespa ganhou 1,30%, mesmo com as bolsas internacionais em queda.

O movimento ganhou sua maior amplitude na quarta-feira. O Ibovespa avançou 3,05%, com 74 dos 77 componentes no campo positivo. Consumo cíclico, bens industriais, commodities e instituições financeiras formaram o núcleo da alta.

Nos dois últimos pregões, a realização em Vale e Petrobras interrompeu a sequência de ganhos, mas não eliminou a valorização construída anteriormente. O BOVA11 terminou 0,79 ponto percentual abaixo de DIVO11 e SMAL11 porque a ponderação elevada das grandes empresas limitou sua participação nas altas mais intensas das small caps.

O fundo acumula valorização de 4,05% no mês, 15,15% no ano e 31,83% em 12 meses.

HASH11 (Hashdex): +2,29%, ETHE11 (Hashdex): +0,83% e BITH11 (Hashdex): -0,12%

Os três ETFs de criptoativos apresentaram resultados diferentes. HASH11 liderou o grupo com alta de 2,29%, ETHE11 avançou 0,83% e BITH11 recuou 0,12%.

O mercado começou o período pressionado e ganhou força na reta final. Na quinta-feira, os ETFs americanos de Bitcoin receberam aproximadamente US$ 731 milhões líquidos, o maior ingresso diário desde janeiro. O IBIT, da BlackRock, concentrou cerca de US$ 454 milhões, enquanto ARKB e FBTC receberam aproximadamente US$ 138 milhões e US$ 74 milhões.

O Bitcoin reagiu aos fluxos e à redução temporária das apostas em uma alta dos juros americanos. A criptomoeda superou novamente US$ 81 mil e chegou a tocar US$ 81,9 mil na sexta-feira. Ethereum, XRP e Solana também avançaram durante a recuperação.

O ETHE11 encerrou no campo positivo porque o Ethereum participou da recuperação na reta final. O ganho semanal mais moderado mostra que a valorização não compensou integralmente a pressão registrada no início do período.

O BITH11 terminou próximo da estabilidade. Embora o Bitcoin tenha avançado com força no último pregão, a recuperação ocorreu depois das perdas acumuladas anteriormente e não foi suficiente para levar o ETF a um retorno semanal positivo.

O HASH11 acumula alta de 24,71% no mês, mas permanece negativo em 19,24% no ano e em 38,78% em 12 meses. O ETHE11 avança 30,81% no mês, enquanto recua 23,26% no ano e 46,58% em 12 meses. O BITH11 acumula valorização mensal de 23,83%, com perdas de 16,89% no ano e de 33,37% em 12 meses.

IB5M11 (Itaú Asset): +0,99% e B5P211 (Itaú Asset): +0,39%

IB5M11 e B5P211 avançaram 0,99% e 0,39%, respectivamente. Os dois ETFs acompanham títulos públicos indexados ao IPCA, mas a diferença de 0,60 ponto percentual refletiu a maior duration do IB5M11.

O IB5M11 concentra sua exposição em NTN-Bs com vencimentos superiores a cinco anos. O B5P211 reúne títulos IPCA+ com vencimentos mais curtos. Quando as taxas reais recuam, os preços dos títulos sobem, com resposta mais intensa nos papéis de maior duration.

A queda de parte da curva doméstica acompanhou a redução do prêmio de risco dos ativos brasileiros. A valorização da Bolsa, o fortalecimento do real e o fluxo para ativos locais reforçaram a demanda por títulos públicos, favorecendo a marcação a mercado das NTN-Bs.

O IB5M11 acumula alta de 2,69% no mês, 5,90% no ano e 11,54% em 12 meses. O B5P211 avança 1,56% no mês, 9,44% no ano e 13,54% em 12 meses.

LFTS11 (Investo): +0,26%

O LFTS11 avançou 0,26%, com resultado associado principalmente ao carregamento dos títulos vinculados à Selic.

A baixa duration reduz a sensibilidade da carteira às oscilações da curva. Por isso, o ETF não capturou a valorização mais intensa observada nas NTN-Bs longas, mas preservou uma trajetória mais estável ao longo da semana.

A diferença em relação a IB5M11 e B5P211 reflete a natureza das exposições. Os fundos de inflação receberam contribuição da marcação a mercado, enquanto o LFTS11 acompanhou predominantemente a remuneração acumulada dos títulos pós-fixados.

O fundo acumula alta de 1,22% no mês, 9,61% no ano e 14,53% em 12 meses.

IVWO11 (Investo): -0,32%, WRLD11 (Investo): -0,87%, IVVB11 (BlackRock): -1,04% e PKIN11 (Bradesco Asset): -1,78%

Os ETFs internacionais ficaram no campo negativo por uma combinação de mercados externos fracos e valorização do real. O IVWO11 recuou 0,32%, o WRLD11 caiu 0,87%, o IVVB11 perdeu 1,04% e o PKIN11 apresentou queda de 1,78%.

O S&P 500 iniciou a semana com perdas de 0,33% na segunda-feira e 0,71% na terça. O índice recuperou 0,46% na quarta e 1,06% na quinta, mas voltou a cair 0,38% na sexta-feira. O fechamento permaneceu ligeiramente abaixo do nível observado antes do início do período.

Esse comportamento pressionou o IVVB11, que combina a exposição ao S&P 500 com a variação do dólar. A pequena perda do índice em Nova York foi ampliada pela apreciação do real, levando o ETF a um recuo semanal de 1,04%.

O WRLD11 distribui a carteira entre Estados Unidos, outros mercados desenvolvidos e países emergentes. A exposição global reduziu a dependência exclusiva do S&P 500, mas não eliminou o impacto do câmbio nem a fraqueza registrada em diferentes bolsas internacionais.

O IVWO11 apresentou a menor perda do bloco, com recuo de 0,32%. A diversificação entre mercados emergentes compensou parte da pressão cambial e do desempenho negativo das ações chinesas.

O PKIN11 concentrou a maior queda. O CSI 300 recuou ao longo da semana, com perdas mais intensas na sessão de quarta-feira e nova queda na sexta. A desvalorização das grandes ações chinesas foi somada à apreciação do real, ampliando a perda do ETF negociado na B3.

O IVWO11 acumula alta de 2,24% no mês. O WRLD11 avança 0,72% no mês, 6,90% no ano e 14,22% em 12 meses. O IVVB11 registra leve queda de 0,04% no mês, mas permanece positivo em 5,46% no ano e 12,41% em 12 meses. O PKIN11 recua 0,63% no mês e 5,58% no ano, enquanto acumula alta de 3,59% em 12 meses.

DOLB11 (BTG Asset): -1,21%

DOLB11 recuou 1,21%, acompanhando a valorização semanal do real.

O dólar iniciou o período acima de R$ 5,18 e terminou próximo de R$ 5,13. A alta das ações brasileiras, a redução do prêmio de risco doméstico e a entrada de capital estrangeiro fortaleceram o real durante a maior parte da semana.

Na sexta-feira, o payroll americano mostrou a criação de 162 mil vagas em agosto, acima da expectativa. O dado elevou os rendimentos dos Treasuries e recuperou parte da demanda pelo dólar, reduzindo a perda acumulada pela moeda no Brasil.

A reação do último pregão não compensou a desvalorização dos dias anteriores. O DOLB11 acumula alta de 0,52% no mês. No ano, o fundo recua 3,21%.

GOLD11 (XP Asset): -1,78%

O GOLD11 recuou 1,78%, mesmo com a valorização do ouro em dólares durante parte da semana. O resultado foi determinado pela interação entre o metal, o câmbio e a janela de apuração do ETF.

O ouro passou de US$ 4.328,52 por onça na terça-feira para US$ 4.474,93 na quinta, apoiado pelo recuo temporário dos rendimentos dos Treasuries e pela redução das apostas em uma alta dos juros americanos.

O payroll forte alterou esse ambiente no último pregão. A criação de empregos acima do esperado elevou novamente os juros dos títulos americanos e pressionou ativos sem rendimento contratual, limitando a valorização semanal do metal.

No Brasil, a apreciação do real reduziu o valor da exposição internacional quando convertido para a moeda local. O câmbio neutralizou o avanço do ouro em dólares e levou o GOLD11 ao campo negativo.

O fundo acumula alta de 8,78% no mês e de 17,13% em 12 meses. No ano, o desempenho permanece negativo em 4,48%.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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