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DeFi lidera ETFs de cripto, enquanto Solana e metaverso recuam na semana passada

Créditos: Magnific

 

Os ETFs de criptoativos apresentaram forte dispersão na semana passada. O QDFI11 liderou com valorização de 11,79%, mais que o dobro da alta de 5,38% do DEFI11. FOMO11 ganhou 2,69% e HASH11 avançou 2,29%, enquanto ETHE11, XRPH11 e WEB311 registraram ganhos inferiores a 1%.

Na parte negativa, BITH11 recuou 0,12%, SOLH11 perdeu 4,93% e META11 caiu 5,48%. A diferença entre os extremos do ranking chegou a 17,27 pontos percentuais, evidenciando que a recuperação do mercado não alcançou todas as estratégias com a mesma intensidade.

O Bitcoin começou o período abaixo de US$ 80 mil e recuperou esse patamar na reta final, apoiado pela redução temporária das apostas em uma alta dos juros americanos e pelo retorno dos fluxos aos ETFs à vista nos Estados Unidos. Na quinta-feira, esses produtos receberam aproximadamente US$ 731 milhões líquidos, o maior ingresso diário desde janeiro.

A recuperação foi interrompida pelo payroll. A economia americana criou 162 mil vagas em agosto, resultado muito superior às expectativas. O dado elevou os rendimentos dos Treasuries, fortaleceu a perspectiva de juros elevados por mais tempo e pressionou novamente os ativos de risco no encerramento da semana.

Dentro desse ambiente, protocolos de finanças descentralizadas superaram as principais criptomoedas. A alta de Uniswap e de outros ativos ligados a negociação, crédito e liquidez em blockchain favoreceu as carteiras de DeFi. Solana e tokens associados ao metaverso seguiram na direção oposta, devolvendo parte da forte valorização acumulada no mês.

QDFI11 (QR Asset): +11,79% e DEFI11 (Hashdex): +5,38%

QDFI11 e DEFI11 ocuparam as duas primeiras posições, confirmando a liderança das finanças descentralizadas. A diferença de 6,41 pontos percentuais entre os fundos refletiu as metodologias e os pesos distintos dos índices acompanhados.

O QDFI11 replica o Bloomberg Galaxy DeFi Index. A carteira mantém exposição relevante a Uniswap, Aave, Injective, Maker, Lido, Synthetix, Compound, Curve, 0x, Convex e Yearn. Uniswap possui o maior peso, seguido por Aave e Injective, o que torna o fundo particularmente sensível ao desempenho desses protocolos.

A valorização de Uniswap teve impacto central. O token representa a principal exposição do QDFI11 e está diretamente ligado a uma das maiores plataformas de negociação descentralizada. Aave acrescentou exposição ao mercado de empréstimos em blockchain, enquanto Injective ampliou a participação em infraestrutura para negociação e aplicações financeiras descentralizadas.

Essa concentração permitiu ao QDFI11 capturar com maior intensidade a rotação para protocolos de DeFi. O ETF não dependeu apenas da recuperação do Bitcoin e do Ethereum, recebendo contribuição direta de tokens com movimentos mais fortes.

O DEFI11 acompanha o CF DeFi Composite Index, com ponderação modificada por valor de mercado. A estratégia também investe em protocolos de negociação, crédito, liquidez e infraestrutura financeira, mas distribui os pesos de forma diferente. Essa construção reduziu a concentração nos ativos que lideraram a semana e limitou a alta a 5,38%.

O QDFI11 acumula alta de 40,65% no mês, mas permanece negativo em 9,54% no ano e em 51,77% em 12 meses. O DEFI11 avança 37,17% no mês, enquanto recua 11,03% no ano e 55,51% em 12 meses.

FOMO11 (Hashdex): +2,69%

O FOMO11 avançou 2,69% e ocupou a terceira posição. A estratégia combina momentum e paridade de risco, atribuindo maior relevância aos criptoativos com melhor desempenho recente sem concentrar a carteira exclusivamente nos maiores ativos por capitalização.

A composição vigente no encerramento da semana tinha Tron como maior posição, com 18,70%, seguido por Bitcoin, com 12,37%, Chainlink, com 11,65%, e Solana, com 9,35%. Ethereum representava 8,83%, XRP 7,43%, Litecoin 7,39% e Uniswap 6,37%. Cardano, Avalanche, Bitcoin Cash e Stellar completavam a carteira.

A participação de Uniswap conectou o fundo à valorização de DeFi, enquanto Chainlink acrescentou exposição à infraestrutura utilizada para integrar dados externos a aplicações em blockchain. Tron, a maior posição, ajudou a reduzir a dependência dos movimentos de Bitcoin e Solana.

A carteira também capturou a recuperação de Bitcoin, Ethereum e XRP na reta final. O peso diversificado entre 12 ativos permitiu compensar a queda da Solana e produzir retorno superior ao do HASH11.

O resultado mostra o efeito do rebalanceamento por momentum. O fundo entrou na semana com pesos determinados pelo desempenho e pelo risco recente de cada moeda, o que criou uma composição diferente de uma cesta ponderada predominantemente pelo valor de mercado.

O FOMO11 acumula alta de 21,62% no mês. O desempenho permanece negativo em 24,94% no ano e em 49,65% nos últimos 12 meses.

HASH11 (Hashdex): +2,29%

O HASH11 ganhou 2,29%. O ETF acompanha uma cesta diversificada de criptoativos e possui maior influência de Bitcoin e Ethereum, complementada por altcoins elegíveis pelo Nasdaq Crypto Index.

A recuperação do Bitcoin e do Ethereum na reta final sustentou o resultado. O Bitcoin voltou a superar US$ 80 mil, enquanto o Ethereum também avançou com a redução temporária das expectativas de aperto monetário nos Estados Unidos.

O fundo recebeu ainda contribuição da valorização de XRP e dos ativos ligados a DeFi. Essa diversificação permitiu absorver a fraqueza da Solana e terminar acima dos ETFs concentrados em Bitcoin, Ethereum e XRP.

O HASH11 superou o BITH11 em 2,41 pontos percentuais e o ETHE11 em 1,46 ponto percentual. A comparação mostra que a cesta capturou a rotação interna do mercado de forma mais eficiente do que as exposições concentradas nas duas maiores criptomoedas.

O ETF acumula alta de 24,71% no mês. No ano, recua 19,24%, enquanto a perda em 12 meses chega a 38,78%.

ETHE11 (Hashdex): +0,83%

O ETHE11 avançou 0,83%. O Ethereum participou da recuperação observada na reta final, mas o movimento não compensou integralmente a pressão registrada no início do período.

A valorização ganhou força quando os rendimentos dos Treasuries recuaram e o mercado reduziu temporariamente as apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve. O Ethereum voltou à região de US$ 2,5 mil e acompanhou a melhora do apetite por risco.

A relação do Ethereum com aplicações de DeFi, stablecoins e tokenização também ofereceu suporte. A maior parte dos protocolos de finanças descentralizadas utiliza redes de contratos inteligentes, e a Ethereum permanece como uma infraestrutura central desse ecossistema.

O payroll mais forte limitou a continuidade do movimento. A alta dos juros americanos elevou novamente o custo de oportunidade dos ativos de risco e reduziu parte da valorização acumulada.

O ETHE11 acumula alta de 30,81% no mês, mas permanece negativo em 23,26% no ano e em 46,58% nos últimos 12 meses.

XRPH11 (Hashdex): +0,27%

O XRPH11 encerrou a semana próximo da estabilidade, com alta de 0,27%. O resultado contrasta com a valorização de 31,06% acumulada no mês.

O XRP participou da recuperação do mercado na reta final e apresentou ganhos expressivos em algumas sessões. O interesse institucional nos produtos de XRP listados nos Estados Unidos e a expansão do acesso regulado ao ativo continuaram oferecendo suporte.

A alta semanal foi limitada pela volatilidade registrada antes da recuperação. O ativo entrou em setembro após uma forte valorização em agosto, o que aumentou o espaço para realização de lucros e movimentos mais intensos em ambas as direções.

O resultado de 0,27% mostra que os ganhos da reta final foram suficientes para retirar o ETF do campo negativo, mas não para acompanhar a valorização das estratégias de DeFi ou das carteiras diversificadas.

O fundo permanece negativo em 30,20% no ano e em 53,13% nos últimos 12 meses, apesar da recuperação mensal.

WEB311 (Hashdex): +0,25%

O WEB311 avançou 0,25%. O fundo acompanha plataformas de contratos inteligentes, reunindo redes utilizadas para executar aplicativos descentralizados, protocolos financeiros e outros serviços baseados em blockchain.

A estratégia recebeu suporte da valorização do Ethereum e da recuperação de outras plataformas na reta final. O avanço dos protocolos de DeFi também favoreceu o ambiente para redes que fornecem a infraestrutura necessária à execução dessas aplicações.

A contribuição positiva foi neutralizada pela queda da Solana, uma das principais plataformas de contratos inteligentes. A divergência entre Ethereum e Solana limitou o retorno da cesta e deixou o WEB311 próximo da estabilidade.

O resultado mostra que a liderança de DeFi não se transferiu integralmente para todas as redes de infraestrutura. Os tokens de aplicações financeiras específicas avançaram mais que o conjunto das blockchains que hospedam esses projetos.

O WEB311 acumula alta de 30,76% no mês. No ano, recua 30,52%, enquanto a perda em 12 meses chega a 61,76%.

BITH11 (Hashdex): -0,12%

O BITH11 recuou 0,12% e encerrou a semana praticamente estável. O desempenho reuniu dois movimentos opostos: pressão no início do período e recuperação do Bitcoin na reta final.

A criptomoeda começou a semana abaixo de US$ 80 mil, ainda em processo de consolidação após a forte alta de agosto. O mercado acompanhava a resistência técnica nessa região e as expectativas para os juros americanos.

Na quinta-feira, os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos receberam aproximadamente US$ 731 milhões líquidos. O IBIT, da BlackRock, concentrou cerca de US$ 454 milhões, enquanto ARKB e FBTC receberam aproximadamente US$ 138 milhões e US$ 74 milhões. O fluxo ajudou o Bitcoin a superar US$ 81 mil durante a recuperação.

O payroll voltou a pressionar o mercado no último pregão. A criação de empregos acima do esperado elevou os rendimentos dos Treasuries e levou o Bitcoin novamente para baixo de US$ 80 mil. A reação apagou parte do avanço anterior e manteve o BITH11 ligeiramente negativo.

O fundo acumula alta de 23,83% no mês, mas recua 16,89% no ano e 33,37% em 12 meses.

SOLH11 (Hashdex): -4,93%

O SOLH11 caiu 4,93%, registrando a segunda maior perda do ranking. A queda ocorreu apesar da valorização de 36,32% acumulada no mês.

A Solana entrou no período após uma recuperação intensa desde agosto. O desempenho anterior ampliou o espaço para realização de lucros quando o ambiente macroeconômico voltou a pressionar os ativos de maior volatilidade.

A rede também permanecia no radar com a atualização Alpenglow, voltada ao funcionamento e à governança da blockchain. O catalisador de médio prazo não impediu a correção semanal, que acompanhou a redução do apetite por altcoins de beta elevado.

A Solana reagiu na reta final junto com Bitcoin e Ethereum, mas a recuperação foi insuficiente para compensar as perdas anteriores. O resultado ficou 5,76 pontos percentuais abaixo do ETHE11 e 7,22 pontos percentuais abaixo do HASH11.

O desempenho contrasta com a liderança mensal. A Solana preserva uma das maiores valorizações do recorte nessa janela, mas a queda semanal mostra a intensidade das oscilações durante o processo de recuperação.

O SOLH11 permanece negativo em 24,03% no ano e em 53,07% nos últimos 12 meses.

META11 (Hashdex): -5,48%

O META11 apresentou a maior queda do grupo, com recuo de 5,48%. O ETF acompanha tokens ligados a metaverso, jogos, NFTs e entretenimento digital baseado em blockchain.

Esses ativos possuem maior sensibilidade ao apetite por risco e dependem da expansão da atividade em aplicações de cultura digital. Na semana, o capital se concentrou em protocolos de DeFi e nos principais criptoativos, deixando os tokens de metaverso fora da liderança da recuperação.

A carteira também entrou no período após uma forte alta mensal. O META11 acumula valorização de 36,55% no mês, resultado que elevou o espaço para realização quando os juros americanos voltaram a subir.

O payroll reforçou a pressão sobre os ativos de maior beta. A perspectiva de condições financeiras mais restritivas atingiu com maior intensidade os segmentos que dependem de expansão futura da atividade, da liquidez e da participação dos usuários.

A queda semanal não eliminou a recuperação mensal, mas manteve o fundo negativo em 28,50% no ano e em 68,30% em 12 meses, a maior perda anualizada do recorte.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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