
Créditos: Vecteezy
Todos os ETFs de ações terminaram no campo positivo. O SPXR11 subiu 1,21%, o WRLD11 avançou 0,91%, o IVWO11 ganhou 0,80% e o SPXI11 teve alta de 0,79%. ARGE11, PKIN11 e BOVA11 avançaram 0,77%, 0,49% e 0,34%, respectivamente. O DOLB11 recuou 0,31%.
O principal vetor positivo veio de Wall Street. O S&P 500 avançou 1,14%, o Nasdaq Composite ganhou 1,69% e o Dow Jones subiu 0,61%. A recuperação foi liderada por tecnologia e ocorreu com a queda do petróleo e o recuo dos rendimentos dos Treasuries, fatores que ajudaram o mercado a superar a reação inicial ao aumento de juros promovido pelo Federal Reserve na véspera.
No Brasil, o Ibovespa recuperou uma queda intradiária superior a 1% e fechou em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos. O pregão repercutiu o quinto corte consecutivo da Selic, de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O dólar comercial caiu 0,24%, para R$ 5,139, e os juros futuros terminaram em queda ao longo da curva.
Na Ásia, o desempenho foi misto. Taiwan terminou em alta, mas o Xangai Composto caiu 0,41%, o Shenzhen Composto recuou 0,21% e o Hang Seng perdeu 0,44%. O CSI 300 caiu 0,45%, de 4.480,27 para 4.460,16 pontos.
SPXR11 (Itaú Asset): +1,21%
O SPXR11 liderou ao capturar a alta do mercado americano sem incorporar diretamente a queda do dólar diante do real. O fundo acompanha futuros do S&P 500 por meio de uma estrutura quanto, com proteção cambial e exposição ao diferencial entre os juros brasileiros e americanos.
O S&P 500 avançou 1,14%, enquanto o Nasdaq Composite ganhou 1,69%. Tecnologia subiu aproximadamente 2,2% e liderou a recuperação, favorecendo uma carteira concentrada nas grandes empresas americanas de crescimento.
A estrutura quanto foi decisiva na comparação com o SPXI11. Como o dólar caiu 0,24% diante do real, a proteção evitou que a valorização da moeda brasileira reduzisse o ganho produzido pelas ações americanas. O diferencial de juros também integra o retorno do índice acompanhado pelo fundo.
O SPXR11 recua 0,07% na semana e 0,74% no mês, mas acumula alta de 18,27% no ano e de 26,81% em 12 meses.
WRLD11 (Investo): +0,91%
O WRLD11 avançou 0,91%. O fundo replica o Vanguard Total World Stock ETF, conhecido pelo ticker VT, e reúne aproximadamente 10 mil empresas de mercados desenvolvidos e emergentes.
Os Estados Unidos representavam 61,97% da carteira, e tecnologia respondia por 32,30%. As maiores posições eram Nvidia, com 4,29%, Apple, com 3,81%, Microsoft, com 3,14%, Amazon, com 2,10%, e as duas classes de ações da Alphabet, que somavam 2,97%.
Essa composição tornou a alta das empresas americanas de tecnologia o principal vetor do resultado. Os ganhos nos Estados Unidos e em Taiwan compensaram as quedas observadas na China e em Hong Kong. A desvalorização do dólar diante do real limitou o retorno da carteira internacional na conversão para a moeda brasileira.
O WRLD11 recua 0,31% na semana e 2,92% no mês. No ano, avança 5,49%, com ganho de 13,92% em 12 meses.
IVWO11 (Investo): +0,80%
O IVWO11 ganhou 0,80%. O ETF replica o Vanguard FTSE Emerging Markets ETF e oferece exposição a aproximadamente 6 mil empresas de mais de 20 economias emergentes.
Taiwan representava 30,80% da carteira, acima dos 27,60% da China e dos 17,00% da Índia. A maior posição individual era Taiwan Semiconductor, com 14,93%, seguida por Tencent, com 3,18%, Alibaba, com 2,32%, e MediaTek, com 1,30%.
A alta de Taiwan ofereceu o principal contrapeso às perdas da China continental e de Hong Kong. Esse efeito foi relevante porque Taiwan era a maior exposição geográfica e Taiwan Semiconductor concentrava quase 15% da carteira.
O retorno local também refletiu diferenças de horário entre os mercados asiáticos, os instrumentos internacionais utilizados na precificação e o fechamento da B3. As fontes confirmaram a direção dos mercados, mas não forneceram uma decomposição diária completa do valor patrimonial do IVWO11.
O ETF recua 0,56% na semana e 2,19% no mês. As janelas anual e de 12 meses não estavam preenchidas na base.
SPXI11 (Itaú Asset): +0,79%
O SPXI11 avançou 0,79%. O fundo acompanha o retorno total líquido do S&P 500 e mantém exposição cambial, combinando o comportamento das ações americanas com a variação do dólar diante do real.
A alta de 1,14% do índice americano foi liderada por tecnologia. Entre as maiores posições associadas à carteira do índice estavam Nvidia, Microsoft, Apple, Amazon, Meta Platforms, Broadcom e Alphabet.
O dólar, entretanto, recuou 0,24% diante do real. Esse efeito reduziu o ganho em moeda brasileira e explica por que o SPXI11 ficou 0,42 ponto percentual abaixo do SPXR11. A diferença é coerente com as metodologias: um fundo carrega a oscilação cambial, enquanto o outro utiliza uma estrutura quanto.
O SPXI11 recua 0,04% na semana e 2,54% no mês. No ano, avança 4,27%, com valorização de 12,58% em 12 meses.
ARGE11 (Investo): +0,77%
O ARGE11 ganhou 0,77%. O fundo acompanha uma carteira de 15 ADRs de empresas argentinas negociadas nos Estados Unidos. Energia representava 35,56% da alocação, serviços financeiros 31,27% e materiais básicos 16,11%.
As cinco maiores posições eram YPF, com 19,99%, Grupo Financiero Galicia, com 16,91%, Ternium, com 13,74%, Pampa Energía, com 12,06%, e Banco Macro, com 8,01%. Juntas, representavam 70,71% da carteira.
O S&P Merval subiu 1,08%, para 3.061.512 pontos. O avanço ocorreu apesar da queda de 0,6% da economia argentina no segundo trimestre e do aumento do desemprego para 7,9%. O risco-país também avançou para 515 pontos, mostrando que a valorização das ações não foi acompanhada por uma melhora uniforme dos indicadores financeiros argentinos.
A alta da Bolsa argentina e da cesta de ADRs prevaleceu, mas a valorização do real limitou o retorno do fundo, que possui exposição cambial. O ARGE11 recua 0,91% na semana, mas avança 1,88% no mês. No ano, perde 2,69%, enquanto acumula alta de 60,15% em 12 meses.
BOVA11 (iShares): +0,34%
O BOVA11 avançou 0,34%, enquanto seu valor patrimonial subiu 0,24%, em linha com o Ibovespa. O fechamento da cota ocorreu a R$ 183,28, ante valor patrimonial de R$ 183,06.
A carteira tinha como maiores posições Vale, com 10,34%, Itaú Unibanco, com 8,74%, Petrobras PN, com 8,24%, Petrobras ON, com 5,05%, e Axia Energia, com 4,83%. Sabesp, Bradesco, B3, Itaúsa e WEG também figuravam entre as maiores posições.
Materiais básicos ofereceram a principal contribuição setorial, com avanço de 0,86%. Bradespar ganhou 2,45% e Metalúrgica Gerdau avançou 2,18%, enquanto a Vale recebeu suporte da alta do minério de ferro. Utilities subiram 0,15% e o setor financeiro avançou apenas 0,08%.
A queda do petróleo pressionou a Petrobras e limitou o retorno. Consumo recuou 0,68%, indústria perdeu 0,31% e o setor imobiliário caiu 2,38%, com baixas acentuadas entre construtoras. A combinação explica por que o fundo acompanhou apenas uma alta moderada do mercado brasileiro.
O BOVA11 recua 0,31% na semana, mas acumula alta de 11,89% no mês, 16,00% no ano e 28,53% em 12 meses.
DOLB11 (BTG Pactual): -0,31%
O DOLB11 foi o único ETF no campo negativo, com queda de 0,31%. O resultado acompanhou a desvalorização da moeda americana diante do real.
O dólar chegou a subir com a cautela fiscal doméstica e a repercussão do aumento de juros promovido pelo Federal Reserve. O movimento se inverteu com a queda do petróleo, o recuo dos rendimentos dos Treasuries e a recuperação dos ativos de risco no exterior. A moeda terminou em baixa de 0,24%, a R$ 5,139.
A decisão do Copom de reduzir a Selic para 13,75% foi acompanhada por queda dos juros futuros ao longo da curva. Mesmo com a cautela fiscal que provocou volatilidade intradiária, a melhora do ambiente externo prevaleceu no fechamento e favoreceu o real.
O DOLB11 acumula alta de 0,29% na semana, mas recua 0,98% no mês e 2,96% no ano. Em 12 meses, permanece positivo em 1,80%.
Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.