A Investo anunciou o lançamento do BNKS11, o primeiro ETF (Exchange Traded Fund) da B3 com foco exclusivo nas instituições financeiras do mercado brasileiro. O novo ativo tem como objetivo replicar o desempenho do Índice Bancos Brasil B3, oferecendo aos investidores uma forma de se expor às principais empresas do setor por meio de um único fundo negociado em bolsa.
Composição e Critérios do Índice
A carteira do BNKS11 é composta por bancos de diferentes portes e perfis de atuação. O portfólio reúne instituições como Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), BTG Pactual (BPAC11), Bradesco (BBDC4), Banrisul (BRSR6), ABC Brasil (ABCB4), Banco Pine (PINE4) e BR Partners (BRBI11). Abaixo temos a consolidação de participação de cada empresa no novo ETF.

Para que uma ação faça parte do fundo, a empresa precisa atender a critérios de elegibilidade específicos estipulados pela B3:
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Integrar o Índice Brasil Amplo (IBrA B3) na data de rebalanceamento.
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Atuar diretamente no segmento bancário.
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Ser uma empresa brasileira listada (BDRs ficam de fora da composição).
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Não estar em situações especiais, como recuperação judicial.
A ponderação dos ativos dentro do índice é feita pelo valor de mercado do free float (ações em circulação disponíveis para negociação), desconsiderando a fatia dos acionistas controladores. A metodologia também estabelece limites de participação por empresa, evitando que a carteira fique excessivamente concentrada em um único banco. As revisões e o rebalanceamento desse portfólio ocorrem a cada quatro meses.
Fundamentos e Tese do Setor
A tese do BNKS11 apoia-se nas características estruturais e financeiras dos bancos no Brasil. Conforme os dados levantados pela gestora nos materiais de lançamento, as grandes instituições financeiras brasileiras costumam entregar um Retorno sobre o Patrimônio (ROE) entre 15% e 25% ao ano. Essa rentabilidade, historicamente entre as mais altas da B3, é sustentada por operações de crédito com spreads elevados, diversificação de receitas (como seguros e meios de pagamento) e uma estrutura consolidada que impõe altas barreiras para novos concorrentes. A Investo também avalia que um ambiente de juros elevados tende a favorecer a rentabilidade do setor.
A visão de longo prazo aponta ainda para o potencial de expansão estrutural do crédito no país. A atual relação entre o estoque de crédito e o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro permanece inferior à registrada em economias mais desenvolvidas, como os Estados Unidos, o que sinaliza espaço para crescimento da bancarização e do volume de financiamentos ao longo dos próximos anos.
Resiliência Histórica e Custos do Ativo
O histórico do setor frente a ciclos de instabilidade econômica também embasa o índice. A gestora destaca que os bancos brasileiros não registraram prejuízo agregado durante eventos de forte turbulência, atravessando a crise financeira global de 2008, a recessão doméstica de 2015-2016, a pandemia de Covid-19 e os episódios recentes de estresse no agronegócio com capacidade de preservação de lucros.
Em termos de performance histórica do indicador de referência, o Índice Bancos Brasil B3 acumulou um retorno de 469% desde o início de sua série histórica, em abril de 2011. Nesse mesmo intervalo de tempo, o indicador superou o desempenho do Ibovespa, CDI, IPCA e do IDIV (Índice de Dividendos).

Para o investidor que deseja adicionar o ativo à carteira, o BNKS11 chega ao mercado com uma taxa de administração de 0,50% ao ano, ampliando as alternativas para quem busca exposição setorial via fundos de índice no Brasil.