
Créditos: Magnific
Os ETFs de ações brasileiras encerraram a semana em alta, acompanhando a recuperação do Ibovespa. O principal índice da bolsa avançou com o retorno do fluxo estrangeiro e a valorização de bancos, Petrobras e empresas de materiais básicos. A melhora dos indicadores domésticos de inflação também favoreceu a renda variável ao ampliar as expectativas de continuidade do ciclo de redução da Selic.
O IPCA-15 registrou deflação de 0,40%, mais intensa que a queda de 0,32% esperada pelo mercado, e desacelerou de 4,52% para 4,24% em 12 meses. Energia elétrica, transportes e alimentação exerceram as principais contribuições negativas. O resultado ajudou a aliviar os juros de curto prazo e beneficiou empresas mais sensíveis às condições financeiras domésticas.
Apesar do ambiente positivo para a bolsa, a liderança ficou com estratégias mais defensivas. Os ETFs de baixa volatilidade e dividendos foram favorecidos pela exposição relevante a utilities, seguradoras, bancos e materiais básicos. Já as metodologias de maior beta, pesos iguais e limite por emissor também avançaram, mas não capturaram na mesma intensidade os ganhos concentrados em partes específicas do mercado.
No último pregão, o desempenho ficou mais disperso. LVOL11, NSDV11, BOVA11, NBOV11 e DIVO11 permaneceram no campo positivo, enquanto estratégias de maior beta, pesos iguais, small caps e limite por emissor recuaram. O comportamento reforçou a vantagem das carteiras defensivas no encerramento da semana.

LVOL11: +3,76%
O LVOL11 liderou a relação com alta de 3,76% na semana e avançou mais 0,36% no último pregão. O ETF seleciona as ações de menor volatilidade do Ibovespa e mantém exposição relevante a utilities, serviços financeiros e empresas de consumo não cíclico.
Utilities representam cerca de 37% da carteira, com posições em Taesa, Isa Energia, CPFL, Axia, Copel e Engie Brasil. BB Seguridade, Itaú, Itaúsa e Caixa Seguridade ampliam a participação do setor financeiro. Essa composição permitiu ao fundo capturar a recuperação da bolsa com menor dependência das ações de maior oscilação.
NSDV11: +3,58%
O NSDV11 avançou 3,58% na semana e encerrou o último pregão praticamente estável, com alta de 0,03%. O ETF seleciona empresas do Ibovespa com histórico consistente de distribuição de dividendos.
A carteira combina utilities, serviços financeiros e materiais básicos. Entre as posições relevantes estão BB Seguridade, CSN Mineração, Taesa, Metalúrgica Gerdau, Vale, Petrobras, Banco do Brasil e Bradesco. A exposição a esses segmentos ajudou o fundo a superar o Ibovespa durante a semana.
HIGH11: +3,02%
O HIGH11 subiu 3,02% na semana, mas recuou 0,45% no último pregão. O ETF seleciona as ações de maior beta do Ibovespa, ampliando a sensibilidade da carteira às oscilações do mercado.
A melhora do ambiente doméstico favoreceu empresas mais sensíveis aos juros, ao crédito e ao nível de atividade. A estratégia, porém, ficou atrás dos fundos defensivos porque a valorização não ocorreu de maneira uniforme. No encerramento da semana, a redução do apetite por risco pressionou novamente as ações de maior volatilidade.

EWBZ11: +2,83%
O EWBZ11 avançou 2,83% na semana e caiu 0,22% no último pregão. O fundo acompanha uma versão ampliada da bolsa brasileira que atribui pesos iguais por emissor e inclui BDRs elegíveis de empresas brasileiras listadas no exterior.
A metodologia reduz a concentração nas maiores companhias do Ibovespa e distribui o retorno entre um número mais amplo de ações. Essa diversificação permitiu a participação na recuperação do mercado, mas limitou o impacto dos ganhos de empresas de maior peso, como Petrobras, Vale e os grandes bancos.
NBOV11: +2,47%
O NBOV11 avançou 2,47% na semana e ganhou 0,33% no último pregão. O ETF acompanha o Ibovespa B3 BR+, índice que amplia o universo tradicional da bolsa ao incorporar ativos elegíveis de empresas brasileiras listadas no exterior.
O fundo acompanhou a recuperação das ações brasileiras, mas ficou ligeiramente abaixo do BOVA11. A diferença reflete a composição mais ampla do índice BR+, que dilui parcialmente o efeito das empresas de maior peso no Ibovespa tradicional.
SMAL11: +2,28%
O SMAL11 subiu 2,28% na semana, apesar da queda de 0,56% no último pregão. O fundo acompanha empresas brasileiras de menor capitalização, mais sensíveis às condições de crédito e à atividade doméstica.
A deflação do IPCA-15 e o alívio nos juros de curto prazo favoreceram esse grupo durante a maior parte da semana. No encerramento do período, a maior seletividade do mercado provocou realização em ações de menor capitalização e reduziu parte dos ganhos acumulados.
CAPE11: +2,17%
O CAPE11 subiu 2,17% na semana, mas caiu 0,45% no último pregão. O fundo acompanha o Ibovespa BR+ Cap 5%, metodologia que limita a participação de cada empresa no índice.
O limite por emissor reduz a concentração nas maiores companhias e amplia a participação relativa das demais ações. Essa estrutura tornou o desempenho mais equilibrado, mas diminuiu a contribuição dos grandes nomes que sustentaram o avanço do Ibovespa durante a semana.
B3BR11: +1,77%
O B3BR11 apresentou o menor ganho da relação, com alta de 1,77% na semana e recuo de 0,02% no último pregão. O ETF acompanha o Ibovespa B3 BR+, com exposição ampliada a empresas brasileiras negociadas no mercado local e no exterior.
A carteira participou da recuperação da bolsa, mas ficou atrás do Ibovespa tradicional e das estratégias fatoriais. A composição mais ampla diluiu a contribuição dos setores que lideraram os ganhos, enquanto parte dos ativos adicionais apresentou desempenho inferior no período.