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Bancos e empresas domésticas pressionam ETFs brasileiros; petróleo limita queda do BOVA11

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

Créditos: iStock

O Ibovespa caiu 0,26% na segunda-feira (28), mesmo com o petróleo perto de US$ 105 por barril e ações de produtoras em alta. O mercado brasileiro absorveu, ao mesmo tempo, a aversão a risco no exterior, a proximidade do primeiro turno das eleições e uma revisão desfavorável das expectativas econômicas: no Boletim Focus, a projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, enquanto a estimativa de crescimento do PIB caiu de 1,88% para 1,86%.

Esses fatores atingiram as carteiras de maneira desigual. Fundos com peso elevado em bancos, consumo e empresas dependentes da demanda brasileira perderam mais terreno. O BOVA11, por sua vez, recebeu algum apoio das petroleiras, cujas ações se beneficiaram da alta do barril.

BOVA11 (BlackRock): -0,35%

O BOVA11 acompanha o Ibovespa, carteira em que bancos, Vale e Petrobras têm pesos importantes. Na composição consultada para o período, Vale representa cerca de 10% do fundo; Itaú, 8,6%; e as duas classes de ações da Petrobras, juntas, aproximadamente 13%. Essa distribuição colocou forças opostas dentro do mesmo ETF na segunda-feira.

De um lado, Itaú caiu 1,00%, Bradesco PN recuou 1,23% e Banco do Brasil perdeu 0,46%. De outro, o petróleo mais caro favoreceu produtoras: PRIO3 avançou 3,84% e BRAV3 subiu 3,16%. A alta do setor de energia aliviou a perda do índice amplo, mas não foi suficiente para superar a pressão sobre as demais posições. O BOVA11 terminou em -0,35%.

BDOM11 (Investo): -1,00%

O BDOM11 seleciona empresas com mais de 50% da receita proveniente do Brasil. Embora a carteira seja diversificada em número de companhias, sua distribuição setorial mostra uma sensibilidade concentrada ao ambiente doméstico: na composição recente, serviços financeiros respondiam por 40,59% do índice. Itaú pesava 8,13%; Bradesco, 5,60%; BTG Pactual, 5,13%; e Banco do Brasil, 4,71%.

A queda simultânea dessas ações atingiu diretamente uma parcela relevante da carteira. O fundo também possuía 7,92% em Petrobras, posição favorecida pelo petróleo, mas esse apoio conviveu com a fraqueza dos bancos e com a piora das expectativas para inflação e crescimento.

Para uma estratégia voltada às receitas domésticas, a combinação importa: inflação esperada mais alta e crescimento esperado menor reduzem o espaço para uma leitura otimista de consumo, crédito e atividade. O BDOM11 caiu 1,00%, bem mais que o BOVA11.

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BNKS11 (Investo): -0,59%

O BNKS11 concentra a exposição nos bancos listados na B3. Na carteira divulgada pela gestora em setembro, Banco do Brasil tinha peso de 20,84%; BTG Pactual, 20,37%; Itaú PN, 18,13%; e Bradesco PN, 15,58%. Essas quatro posições representavam aproximadamente três quartos do índice acompanhado pelo ETF.

Todas terminaram o pregão em baixa: Banco do Brasil perdeu 0,46%; BTG Pactual, 0,72%; Itaú PN, 1,00%; e Bradesco PN, 1,23%.

O recuo de 0,59% do BNKS11 tem, portanto, uma ligação concreta com suas maiores posições. A revisão para cima da inflação no Focus e a cautela antes das eleições compuseram o pano de fundo, mas o resultado do fundo veio, de forma mais imediata, da desvalorização dos bancos que dominam sua carteira.

SMAL11 (BlackRock): -1,31%

O SMAL11 acompanha o índice de small caps da B3. Sua carteira reúne empresas menores que as dominantes no Ibovespa e inclui negócios ligados ao consumo, varejo e serviços locais. Entre os componentes relevantes do índice no período estavam Assaí e companhias de outros segmentos sensíveis às perspectivas de atividade e ao custo de capital.

Na segunda-feira, Assaí caiu 2,76%, Smart Fit perdeu 2,89% e Iguatemi recuou 3,21%. São movimentos que ajudam a entender por que o ETF caiu 1,31%, quase um ponto percentual a mais que o BOVA11. A revisão para cima da inflação reforçou a preocupação com juros elevados, enquanto a redução da projeção de crescimento enfraqueceu a leitura para empresas mais dependentes do mercado interno.

Diferentemente do índice amplo, o SMAL11 não recebeu o mesmo apoio das grandes petroleiras.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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