
Créditos: Magnific
Criptoativos acompanham maior procura global por risco
O mercado de criptoativos avançou em um dia de maior procura por ativos de risco. O valor total do mercado chegou a aproximadamente US$ 2,91 trilhões, com alta de 5,75%, enquanto as liquidações de posições alavancadas atingiram US$ 1,17 bilhão em 24 horas.
O Bitcoin negociou próximo de US$ 85,9 mil, com valorização superior a 6%. Ethereum também avançou mais de 6%, enquanto XRP e Solana apresentaram altas ainda mais intensas no mercado internacional. O movimento alcançou plataformas de contratos inteligentes, protocolos de finanças descentralizadas e outras altcoins.
A alta ocorreu paralelamente à recuperação das bolsas americanas. O S&P 500 ganhou 1,49% e o Nasdaq avançou 2,26%, reforçando o ambiente de maior disposição para assumir risco.

XBCI11 (Buena Vista): +8,48%
O XBCI11 liderou a análise com alta de 8,48%. O fundo busca oferecer exposição de até 1,5 vez ao desempenho do Bitcoin, combinando o ativo digital com uma carteira de opções voltada à geração de renda e à ampliação da participação nos movimentos do mercado.
A estratégia utiliza opções de compra escalonadas para gerar renda mensal. Também combina a venda de opções de venda com a compra de opções de compra para aumentar a exposição ao Bitcoin. Com rebalanceamentos frequentes, o índice pode alcançar exposição equivalente a até 150% da variação do ativo.
Em um pregão no qual o Bitcoin avançou mais de 6%, essa estrutura ampliada ajudou o XBCI11 a superar os ETFs tradicionais ligados ao criptoativo. A diferença em relação ao BITH11 chegou a 2,21 pontos percentuais.
O retorno, porém, não representa uma multiplicação fixa da variação diária do Bitcoin. A exposição efetiva depende dos contratos de opções, preços de exercício, vencimentos, rebalanceamentos e horários de formação da cota.
WEB311 (Hashdex): +7,26%
O WEB311 avançou 7,26% e ficou na segunda posição. O produto acompanha um índice composto por criptoativos associados a blockchains capazes de executar contratos inteligentes e aplicações descentralizadas.
A estratégia não se limita ao Ethereum. O índice procura diversificar a exposição entre protocolos que funcionam como infraestrutura para finanças descentralizadas, aplicativos digitais, emissão de tokens e outros serviços executados em blockchain.
O desempenho refletiu a alta disseminada nesse ecossistema. Ethereum, Solana, BNB e Cardano avançaram no mercado internacional, permitindo que a cesta diversificada superasse os ETFs concentrados exclusivamente em Ethereum ou Solana durante o horário de negociação da B3.
BITH11 (Hashdex): +6,27% | HODL11 (Investo): +5,72%
O Bitcoin ultrapassou US$ 85 mil durante a sessão, alcançando capitalização de mercado próxima de US$ 1,72 trilhão.
O movimento foi intensificado pelo fechamento de posições vendidas. Investidores que apostavam na queda do mercado precisaram recomprar ativos à medida que os preços avançavam, ampliando a velocidade da recuperação.
A demanda corporativa também permaneceu no radar. A Strategy anunciou a compra de mais 950 bitcoins por aproximadamente US$ 76 milhões, elevando sua posição total para 846 mil unidades.
QDFI11 (QR Asset): +6,19%
O QDFI11 avançou 6,19%. O fundo acompanha uma cesta de protocolos e aplicações de finanças descentralizadas, segmento que utiliza contratos inteligentes para oferecer serviços como empréstimos, formação de mercado e seguros.
Como grande parte dessas aplicações funciona sobre blockchains programáveis, o ETF participou do mesmo movimento que favoreceu o WEB311. Tokens ligados a protocolos descentralizados e infraestrutura financeira também acompanharam a recuperação do mercado.
O resultado mostrou que a alta não ficou restrita às maiores criptomoedas. A valorização alcançou aplicações associadas à prestação de serviços financeiros diretamente em blockchain.
XRPH11 (Hashdex): +5,83%
O XRPH11 ganhou 5,83%, refletindo a valorização do XRP. O criptoativo negociou próximo de US$ 1,49 e esteve entre os maiores avanços das principais moedas digitais.
O XRP também acumulava valorização na semana, com capitalização de mercado próxima de US$ 94 bilhões. O movimento ocorreu em meio à recuperação geral do mercado e à procura por ativos alternativos ao Bitcoin.
A diferença entre o retorno do ETF e a variação internacional de 24 horas decorreu das respectivas janelas de negociação. O desempenho do XRPH11 considera o pregão da B3, enquanto o mercado de criptoativos opera continuamente.
HASH11 (Hashdex): +5,66%
O HASH11 ganhou 5,66%. O ETF oferece uma exposição diversificada ao mercado de criptoativos, combinando Bitcoin, Ethereum e outras moedas elegíveis pela metodologia de seu índice.
O resultado foi sustentado pela alta generalizada das principais criptomoedas. A diversificação permitiu que o fundo participasse da recuperação de diferentes segmentos do mercado.
Ao mesmo tempo, a combinação de vários ativos reduziu a concentração nos maiores destaques do dia. Por isso, o HASH11 ficou abaixo de estratégias mais direcionadas, como XBCI11, WEB311 e BITH11.
FOMO11 (Hashdex): +5,15%
O FOMO11 avançou 5,15%. O fundo combina o fator de momentum com um modelo de paridade de risco, investindo nos principais criptoativos por capitalização e atribuindo maior peso àqueles com melhor desempenho recente.
A estratégia é rebalanceada mensalmente e considera tanto a valorização quanto o risco de cada ativo. O retorno, portanto, não depende apenas de Bitcoin ou Ethereum, mas da composição definida pelo modelo.
A alta disseminada do mercado favoreceu a abordagem de momentum. A diversificação e o controle de risco, entretanto, reduziram a concentração nos ativos que mais avançaram no pregão.
COIN11 (Buena Vista): +4,75%
O COIN11 subiu 4,75%. O fundo combina exposição ao Bitcoin com uma estratégia de opções voltada à geração de renda mensal.
A venda de opções de compra pode gerar receitas para a carteira, mas também limitar parte da participação em altas rápidas do ativo subjacente. Essa característica ajuda a explicar por que o ETF ficou abaixo de BITH11 e HODL11 durante um pregão de forte valorização do Bitcoin.
A estrutura também difere do XBCI11. Enquanto o COIN11 procura capturar a valorização do Bitcoin com geração de renda, o XBCI11 incorpora uma estratégia que pode ampliar a exposição ao ativo.
EETH11 (BTG Pactual): +4,36%
O EETH11 avançou 4,36%, acompanhando a recuperação do Ethereum. O ativo negociou próximo de US$ 2.740 e acumulava valorização superior a 9% em sete dias.
O Ethereum foi favorecido pela recuperação das plataformas de contratos inteligentes e das aplicações descentralizadas. Sua capitalização de mercado permaneceu acima de US$ 330 bilhões.
A diferença entre o retorno local e a variação internacional refletiu horários distintos de negociação, o câmbio e a formação da cota na B3.
SOLH11 (Hashdex): +3,65%
O SOLH11 avançou 3,65%, embora a Solana estivesse entre os principais destaques do mercado internacional. O ativo negociou próximo de US$ 118 e apresentou forte valorização diária e semanal.
A diferença mostra a importância do horário de observação. O retorno internacional de 24 horas inclui negociações anteriores e posteriores ao fechamento da B3, enquanto o desempenho do fundo corresponde ao pregão brasileiro.
ETHE11 (Hashdex): +3,63%
O ETHE11 subiu 3,63%, acompanhando a valorização do Ethereum. O resultado ficou 0,73 ponto percentual abaixo do EETH11.
Embora os dois produtos ofereçam exposição ao mesmo criptoativo, diferenças nos índices utilizados, horários de cálculo, estruturas operacionais e liquidez podem produzir descolamentos diários.
O movimento comum de alta permaneceu alinhado à recuperação do Ethereum e do ecossistema de contratos inteligentes.
ETHY11 (Buena Vista): +3,16%
O ETHY11 ganhou 3,16%. O ETF combina exposição ao Ethereum com uma carteira escalonada de opções de compra voltada à geração de renda mensal.
As opções vendidas são inicialmente estruturadas fora do dinheiro, e a carteira é rebalanceada mensalmente. A estratégia procura gerar renda adicional e capturar parte relevante da valorização do ativo subjacente.
Em sessões de alta acentuada, a venda de opções pode reduzir a participação integral no avanço do Ethereum. Essa característica ajuda a explicar por que o ETHY11 ficou abaixo do EETH11 e do ETHE11.
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