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Os ETFs que acompanham os dois grandes índices de ações brasileiras encerraram a quarta-feira, 7 de outubro de 2026, em baixa. O BOVA11 perdeu 0,62% e o PIBB11 caiu 0,78%, enquanto o Ibovespa recuou 0,74%. A leitura das carteiras ajuda a entender a combinação: Vale caiu 2,30%, Itaú Unibanco perdeu 2,66% e Bradesco PN recuou 3,68%. Em sentido contrário, Petrobras PN subiu 0,95% e Petrobras ON avançou 1,25%.
O ajuste ocorreu depois de uma valorização extraordinária das ações brasileiras no início da semana. Mesmo com a perda de quarta-feira, BOVA11 e PIBB11 acumulam, respectivamente, altas de 5,92% e 6,14% na semana. O pregão, portanto, não apagou a recuperação anterior; mostrou que a sustentação dos índices depende de poucos grupos com participação elevada. Mineração e bancos pesaram ao mesmo tempo, enquanto petróleo e energia elétrica ofereceram uma compensação parcial.
BOVA11 (BlackRock): -0,62%
O BOVA11 acompanha o Ibovespa, na composição definitiva recente, Vale tinha 11,16%, Itaú PN, 8,61%, Petrobras PN, 8,00%, Petrobras ON, 4,89%, e Axia Energia ON, 4,85%.
As quedas de Vale e Itaú atingiram justamente as duas maiores posições. O movimento da Vale concentrou a fraqueza da mineração, em uma sessão na qual também caíram Gerdau PN (-1,25%) e Metalúrgica Gerdau (-1,72%). Como as bolsas chinesas e o mercado futuro de minério de Dalian permaneceram fechados pelo feriado até 7 de outubro, a queda da mineradora não refletiu uma nova cotação diária do minério na China: foi a reprecificação de sua ação negociada no Brasil em meio ao ajuste das bolsas e das empresas ligadas à cadeia mineral.
Nos bancos, o recuo foi amplo. Além do Itaú, Bradesco PN cedeu 3,68%, Itaúsa perdeu 3,26%, BTG Pactual caiu 2,52% e Banco do Brasil recuou 1,87%.

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A Petrobras impediu que a queda fosse maior. Suas duas classes de ações somavam 12,89% na carteira definitiva de setembro. Com PETR4 em alta de 0,95% e PETR3 de 1,25%, ambas contribuíram na direção oposta à de Vale e bancos. Axia Energia ON também subiu 0,66%.
PIBB11 (Itaú Asset): -0,78%
O PIBB11 segue o IBrX-50, carteira de 50 papéis de alta negociabilidade, ponderada pelo valor de mercado das ações disponíveis para negociação. A seleção mais concentrada distingue o fundo de um ETF de Ibovespa. Na carteira recente, Vale representava 10,90%, Itaú PN, 9,46%, Petrobras PN, 8,74%, Petrobras ON, 7,52%, e Axia Energia ON, 5,01%. A soma das cinco posições chegava a 41,62%.
Esse desenho elevava a importância simultânea dos três motores decisivos da quarta-feira. A queda de 2,30% de Vale e a perda de 2,66% de Itaú incidiam sobre aproximadamente um quinto do índice. Entre os demais nomes financeiros de grande participação, Bradesco PN, Itaúsa e BTG Pactual também fecharam em baixa.
A contrapartida veio da Petrobras. PETR4 e PETR3 somavam 16,26% do IBrX-50, participação superior aos 12,89% dessas classes no Ibovespa da carteira definitiva de setembro. As duas altas tiveram, assim, papel relevante para conter a perda do índice de 50 ações. Também houve avanço da Axia Energia.
No mês, as cotas dos dois fundos continuam com desempenho de dois dígitos: BOVA11 sobe 10,61% em um mês; PIBB11, 10,33%. No ano, as altas são de 27,37% e 28,53%, respectivamente.
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