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CMDB11 e MATB11 sobem com petróleo e celulose; ETFs do mercado doméstico recuam

Créditos: iStock

A volta do feriado produziu uma separação entre empresas de receitas internacionais e negócios mais ligados à economia brasileira. Na terça-feira, 13 de outubro, o CMDB11 ganhou 0,95%, o MATB11 avançou 0,53% e o BXPO11 subiu 0,18%. Do outro lado, BDOM11 recuou 2,20%, UTLL11 perdeu 2,18% e BDEF11 caiu 2,25%, em uma sessão de alta dos juros futuros e do dólar.

Os movimentos das ações ajudam a explicar essa divisão. Prio avançou 3,58%, Petrobras PN ganhou 1,52%, Petrobras ON subiu 1,14% e Suzano valorizou 1,27%. No mercado doméstico, Renner caiu 8,03%, Magazine Luiza perdeu 7,04% e Localiza recuou 5,72%. A queda também atingiu grandes posições de fundos de utilities: Sabesp perdeu 3,15% e Axia Energia recuou 1,65%.

O dólar comercial voltou a superar R$ 5, com valorização de aproximadamente 0,71%. A abertura dos juros, depois da compressão da semana anterior, elevou a taxa exigida para investir em ações e pressionou negócios dependentes de financiamento, consumo e receitas de longo prazo. Para exportadores, o câmbio ofereceu um vetor contrário, ao aumentar a tradução para reais das receitas externas.

CMDB11 (BTG Asset): +0,95%

O CMDB11 foi favorecido pela presença expressiva de produtoras de petróleo. No rebalanceamento do índice Teva Ações Commodities Brasil, Prio tinha 15,45%, Petrobras PN, 10,70%, e Petrobras ON, 9,30%. As três posições somavam 35,45%, permitindo que suas altas tivessem relevância para o conjunto da carteira.

Prio subiu 3,58% e as duas classes de Petrobras ganharam 1,52% e 1,14%. Suzano, com 8,77% no rebalanceamento, avançou 1,27%, e Gerdau, com 10,40%, ganhou 1,13%. Vale, o maior peso, com 20%, caiu 1,09%.

MATB11 (Itaú Asset): +0,53%

O MATB11 teve apoio de duas posições centrais do índice de materiais básicos. Gerdau representava 21,97% do IMAT e Suzano, 18,85%. Juntas, somavam 40,82%. As ações avançaram 1,13% e 1,27%, respectivamente, movimentos relevantes para uma carteira concentrada no setor. Vale, com 17,60%, caiu 1,09%, impondo um vetor negativo.

O resultado mostra que materiais básicos não tiveram comportamento uniforme: a carteira também reúne celulose, siderurgia e outras atividades. A Suzano tem receitas de exportação e custos parcialmente em reais, tornando o dólar mais alto um elemento favorável à leitura de suas margens, enquanto a ação da Vale sofreu com o ambiente mais fraco para minério.

BXPO11 (Investo): +0,18%

O BXPO11 reúne empresas com exposição à economia global. Na carteira de referência, Prio tinha 8,41%, Suzano, 7,84%, Gerdau, 8,02%, e Vale, 7,61%. Essas posições tiveram movimentos distintos: as três primeiras subiram, enquanto Vale recuou 1,09%. O índice também incluía Embraer, WEG e JBS.

O dólar mais forte favoreceu a leitura econômica de empresas exportadoras, mas não produziu alta em todos os componentes. WEG perdeu 1,28% na terça, oferecendo um exemplo de contrapeso dentro desse universo.

BOVA11 (BlackRock): -0,95%

O BOVA11 caiu com a pressão sobre bancos e empresas voltadas ao mercado interno. Itaú PN perdeu 1,57%, Bradesco PN recuou 0,97%, Banco do Brasil caiu 1,58% e B3 perdeu 2,53%.

No consumo, Renner, Magazine Luiza e Localiza registraram perdas ainda mais intensas, compondo uma sessão de reversão de parte do rali anterior.

Petrobras ofereceu um contrapeso importante: PETR4 ganhou 1,52% e PETR3 subiu 1,14%.

FIND11 (Itaú Asset): -1,07%

O FIND11 foi pressionado por suas maiores posições no índice financeiro. Na composição recente, B3 tinha 19,96% do IFNC, Itaú PN, 17,94%, BTG Pactual, 16,70%, Bradesco PN, 15,46%, e Banco do Brasil, 12,01%. Esse grupo somava 82,07% do índice e colocou o comportamento dos cinco ativos no centro da leitura do resultado.

B3 caiu 2,53%, Itaú recuou 1,57%, BTG perdeu 1,15%, Bradesco PN caiu 0,97% e Banco do Brasil perdeu 1,58%. A alta dos juros futuros aumentou o retorno exigido para as ações financeiras em uma sessão de realização após ganhos expressivos. BB Seguridade, que avançou 0,88%, atuou como contrapeso, mas sua participação de 4,31% no IFNC era bem menor do que a soma das grandes posições em queda.

 

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BNKS11 (Investo): -1,22%

O BNKS11 concentra a exposição em bancos. Na composição recente, BTG Pactual tinha 21,24%, Banco do Brasil, 20,65%, Itaú PN, 18,52%, e Bradesco PN, 15,66%.

O peso elevado dessas instituições deu relevância às suas quedas de terça-feira. Banco do Brasil perdeu 1,58%, Itaú PN recuou 1,57%, BTG caiu 1,15% e Bradesco PN perdeu 0,97%.

BEST11 (Investo): -1,72%

O BEST11 reúne empresas dos segmentos de bancos, elétricas, seguradoras, saneamento e telecomunicações. Na referência recente, BTG Pactual tinha 8,55%, Bradesco, 8,27%, Itaú, 8,25%, Banco do Brasil, 8,18%, Sabesp, 8,09%, e Axia Energia, 7,90%.

Os bancos caíram, enquanto Sabesp perdeu 3,15% e Axia recuou 1,65%. A alta de 0,88% da BB Seguridade foi um contrapeso, mas não representou o comportamento do conjunto da carteira.

BCIC11 (Bradesco Asset): -1,87%

O BCIC11 sofreu com posições de consumo e serviços que participaram da queda. Na carteira à vista publicada, Magazine Luiza representava 3,09%, Localiza, 2,17%, Renner, 1,94%, e Cosan, 2,08%, além de posições desses ativos cedidas em empréstimo. As ações caíram 7,04%, 5,72%, 8,03% e 5,37%, respectivamente.

A carteira tinha também bancos e empresas de commodities, mas o recuo de consumo cíclico e de negócios que dependem de financiamento produziu uma pressão relevante.

UTLL11 (Investo): -2,18%

O UTLL11 foi pressionado por grandes componentes de sua carteira de utilities. Sabesp tinha 20,36%, Axia Energia, 19,53%, Eneva, 11,65%, Equatorial, 11,06%, e Copel, 10,37%. Sabesp e Axia, sozinhas, somavam 39,89%.

A Sabesp perdeu 3,15% e Axia caiu 1,65%, enquanto Copel recuou 0,79% e Cemig PN perdeu 1,90%. São negócios de serviços essenciais, mas com investimentos elevados e receitas de longo prazo. A abertura dos juros aumenta o desconto desses fluxos e torna os rendimentos da renda fixa mais competitivos.

BDOM11 (Investo): -2,20%

O BDOM11 tem exposição a empresas com receitas ligadas à economia doméstica. Na referência recente, serviços financeiros representavam 40,09% e utilities, 16,10%. Itaú, Bradesco, BTG Pactual e Banco do Brasil estavam entre os maiores componentes, além de Nu Holdings, Axia Energia e Sabesp.

As quedas dos grandes bancos vieram acompanhadas de perda de 1,51% no BDR de Nu Holdings, de 1,65% em Axia e de 3,15% em Sabesp.

BDEF11 (Bradesco Asset): -2,25%

O BDEF11 acompanha setores classificados como defensivos, mas mantém exposição acionária concreta a empresas que caíram no pregão.

Cogna tinha 4,24%, Natura, 2,74%, Sabesp, 4,12%, Axia, 3,52%, e Cemig PN, 3,50%. Cogna perdeu 5,97%, Natura caiu 5,50% e Sabesp recuou 3,15%.

O fundo sofreu, assim, com educação, consumo e serviços públicos, e não apenas com um movimento genérico do Ibovespa. A abertura dos juros pressionou o valor de receitas futuras mesmo em atividades de demanda relativamente estável.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Desempenho passado não garante resultados futuros.

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