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A queda dos juros reais de longo prazo impulsionou os ETFs de títulos públicos indexados ao IPCA na quinta-feira, 22 de outubro. O TD6011 avançou 2,33%, seguido por PACB11, com 1,98%, e XB6011, com 1,91%. Completaram os cinco destaques de inflação longa o TD5011, com 1,70%, e o IB5M11, com 1,24%.
O movimento teve endereço definido na curva de juros. A taxa indicativa da NTN-B com vencimento em agosto de 2060 passou de 6,6276% para 6,5422% ao ano, uma redução de 8,54 pontos-base. No título de 2050, a taxa caiu 8,47 pontos-base, de 6,6747% para 6,5900%. Para 2055, a redução foi de 7,40 pontos-base, de 6,6240% para 6,5500%.
Essa mudança elevou o valor presente dos pagamentos dos títulos. Quanto mais distante o recebimento de juros e principal, maior tende a ser a sensibilidade do preço a uma alteração da taxa exigida. O efeito foi bem diferente na parte curta: a NTN-B 2028 registrou alta da taxa, de 6,8300% para 6,8680%, enquanto a de 2030 teve recuo de apenas 1,80 ponto-base. O pregão favoreceu especificamente a exposição aos prazos longos.
| ETF | Retorno ontem (22) | Retorno em um mês | Exposição principal |
|---|---|---|---|
| TD6011 | +2,33% | +10,85% | NTN-B 2060 |
| PACB11 | +1,98% | +10,65% | NTN-Bs 2050, 2055 e 2060 |
| XB6011 | +1,91% | +10,53% | NTN-B 2060 |
| TD5011 | +1,70% | +9,88% | NTN-B 2050 |
| IB5M11 | +1,24% | +8,66% | NTN-Bs com vencimento superior a cinco anos |
TD6011 (Itaú Asset): +2,33% e XB6011 (XP Asset): +1,91%
Os dois ETFs concentram a exposição no Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2060. Por isso, a queda da taxa desse vencimento foi o principal vetor econômico comum às duas estratégias.
A redução de 8,54 pontos-base aumentou o preço do título que sustenta as carteiras. O resultado reforçou uma recuperação já visível na janela de um mês, em que TD6011 e XB6011 avançavam 10,85% e 10,53%, respectivamente.
PACB11 (BTG Asset): +1,98%
O PACB11 distribui a exposição entre três vencimentos ultralongos. Na composição de referência de outubro, a NTN-B 2055 representava 60%, e os títulos de 2050 e 2060 tinham 20% cada. Assim, o fundo participou da queda das taxas em todo esse trecho da curva, com maior influência do vencimento intermediário da seleção.
A taxa de 2055 recuou de 6,6240% para 6,5500% ao ano, enquanto as taxas de 2050 e 2060 caíram mais de oito pontos-base. Os três movimentos favoreceram a carteira. A alta diária levou o ETF a 18,28% de valorização no ano, com 10,65% em um mês, evidenciando o peso da recuperação recente dos títulos longos no resultado acumulado.

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TD5011 (Itaú Asset): +1,70%
O TD5011 concentra a estratégia na NTN-B 2050, cuja taxa caiu de 6,6747% para 6,5900% ao ano. A mudança favoreceu um título que ainda tem mais de duas décadas de pagamentos pela frente.
O ETF acumulava 9,88% em um mês. A distância entre essa valorização e o carregamento ordinário de um título indexado ao IPCA mostra a importância da marcação a mercado: uma carteira de renda fixa longa pode apresentar oscilações relevantes quando o mercado altera a remuneração exigida para manter esses papéis.
IB5M11 (Itaú Asset): +1,24%
O IB5M11 acompanha uma cesta mais ampla de NTN-Bs com prazo superior a cinco anos. Na composição de referência, os vencimentos de 2035 e 2050 representavam aproximadamente 19,86% e 17,28%, seguidos por 2045, com 14,58%, e 2055, com 11,61%. A carteira também incluía títulos de 2032, 2033, 2037, 2040 e 2060.
A taxa de 2035 caiu 4,95 pontos-base, e a de 2045 recuou 6,58 pontos-base. Esses movimentos, somados à valorização dos papéis mais longos, favoreceram o conjunto. Como o fundo distribui o risco por diferentes vencimentos, a exposição não se concentra integralmente na ponta ultralonga. O IB5M11 avançava 16,50% no ano e 8,66% em um mês.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.