O mercado de commodities encerrou a sessão de sexta (21/08) com desempenho amplamente positivo entre os ETFs listados na B3. O destaque ficou para os fundos expostos a metais preciosos e empresas ligadas à exploração de recursos naturais, em um ambiente marcado pela fraqueza do dólar e pelo fortalecimento da demanda por ativos considerados proteção.
Ao longo da semana, ouro e prata avançaram após a intensificação das preocupações com a trajetória fiscal dos Estados Unidos e com o aumento da liquidez promovido pelo Tesouro americano no mercado de títulos públicos. A combinação de rendimentos mais baixos dos Treasuries e um dólar mais fraco favoreceu diretamente os metais preciosos.
Ao mesmo tempo, o petróleo permaneceu em níveis elevados diante das incertezas sobre a oferta global e dos impactos das tensões no Oriente Médio sobre os fluxos internacionais de energia.
Principais ETFs de Commodity na B3
RARA11 (Terras Raras – Investo): +5,63%
RARA11 registrou o maior avanço do grupo. O ETF acompanha empresas expostas ao mercado global de terras raras e metais estratégicos, um segmento que continua beneficiado pela demanda ligada à eletrificação, veículos elétricos, energia renovável e infraestrutura tecnológica. Embora parte dos preços de terras raras tenha apresentado acomodação ao longo de agosto, os elementos mais relevantes para a cadeia de ímãs permanentes mantiveram patamares elevados após a forte valorização observada nas semanas anteriores, sustentando o desempenho do setor.
OURO11 (Ouro sem variação cambial – Bradesco Asset): +2,43%
OURO11 foi impulsionado pela forte valorização do ouro no mercado internacional. Nos últimos dias, o metal ganhou tração com a queda do dólar americano e a redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, fatores que aumentaram a atratividade de ativos de proteção. O movimento foi reforçado pelas preocupações dos investidores com o crescimento da dívida pública americana e pelas medidas anunciadas pelo Tesouro dos Estados Unidos para ampliar as recompras de títulos de longo prazo.
CMDB11 (Commodities – BTG Asset): +1,38%
CMDB11, que reúne empresas brasileiras ligadas ao universo de commodities, foi beneficiado pelo ambiente favorável para mineradoras, produtoras de recursos naturais e companhias expostas ao ciclo global de commodities. A valorização dos metais preciosos e a manutenção do petróleo em níveis elevados contribuíram para melhorar a percepção sobre empresas do setor, apoiando o desempenho do ETF.
GOLD11 (Ouro com variação cambial – XP Asset): +1,23%
Assim como outros veículos de exposição ao ouro, GOLD11 acompanhou a recuperação do metal no mercado internacional. O ouro voltou a atrair fluxo de investidores em busca de proteção após o enfraquecimento do dólar e a queda das taxas dos títulos americanos, ampliando os ganhos acumulados pelos metais preciosos durante o mês.
SLVR11 (Prata com variação cambial – XP Asset): +0,87%
SLVR11 foi favorecido pela continuidade da recuperação da prata. O metal apresentou desempenho ainda mais forte que o ouro ao longo de agosto, sustentado pela combinação entre demanda industrial e busca por ativos de proteção. O enfraquecimento da moeda americana também contribuiu para elevar os preços internacionais da prata.
PRAF11 (Prata com variação cambial – Galápagos): +0,79%
PRAF11 acompanhou a trajetória positiva da prata física. O movimento refletiu a valorização do metal no mercado global, em um cenário marcado pela queda do dólar e pela melhora das expectativas para ativos ligados a metais preciosos. A forte recuperação da prata ao longo de agosto continuou dando suporte aos ETFs expostos ao segmento.
DOLB11 (Dólar – BTG Asset): -0,90%
DOLB11 encerrou o dia em queda com o enfraquecimento da moeda americana frente a outras divisas. Durante a semana, o dólar perdeu força após os anúncios relacionados às recompras de títulos pelo Tesouro dos Estados Unidos, movimento que reduziu a pressão sobre os juros de longo prazo e aumentou o apetite dos investidores por outros ativos.
PIPE11 (Infraestrutura energética – Buena Vista): -1,22%
PIPE11, focado em empresas de infraestrutura energética, ficou entre os destaques negativos do dia. Apesar dos preços elevados do petróleo, o segmento de infraestrutura de energia apresenta sensibilidade às expectativas para crescimento econômico, demanda futura por combustíveis e condições financeiras. O mercado continuou avaliando os efeitos das disrupções globais na oferta de energia e as perspectivas para o setor, o que pressionou parte das empresas ligadas ao transporte e à infraestrutura energética.