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ETFs de tecnologia caem com pressão em Nasdaq, semicondutores e juros longos nos EUA

Os ETFs de tecnologia negociados no Brasil tiveram um pregão negativo em 18 de agosto de 2026, acompanhando a deterioração do humor em Wall Street. O movimento foi liderado pela queda das ações de tecnologia e de semicondutores, em um dia em que o Nasdaq Composite recuou cerca de 1,3%, enquanto o S&P 500 também fechou em baixa.

A pressão veio principalmente da alta dos juros dos títulos do Tesouro americano, com o rendimento do Treasury de 30 anos rondando máximas não vistas desde 2007, além do avanço do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Esse ambiente elevou a percepção de risco para ativos de crescimento, especialmente empresas cujos resultados dependem de investimentos elevados em inteligência artificial, data centers e semicondutores.

O setor de chips foi um dos principais focos de venda. O iShares Semiconductor ETF caiu cerca de 5%, pressionado por empresas como Marvell Technology, Intel, Advanced Micro Devices e Applied Materials. A Nvidia também encerrou o dia em queda, em meio à realização nas ações mais ligadas ao ciclo de inteligência artificial.

No Brasil, o dólar fechou em alta, cotado acima de R$ 5,20, enquanto o Ibovespa teve leve queda. O pano de fundo doméstico foi marcado pela combinação entre aversão global ao risco, juros internacionais pressionados e alta das commodities, especialmente petróleo.

CHIP11 (Semicondutores – Investo): -3,94%

O CHIP11 foi o ETF com a maior queda entre os fundos de tecnologia do dia, refletindo diretamente a pressão sobre o setor de semicondutores nos Estados Unidos. As ações de chips sofreram com a alta dos juros longos, já que taxas maiores reduzem o valor presente dos lucros esperados no futuro e tornam mais sensíveis os papéis de empresas ligadas a ciclos intensivos de investimento, como inteligência artificial, memória, processamento gráfico e infraestrutura de data centers.

O movimento foi reforçado pela venda generalizada em nomes do setor. O iShares Semiconductor ETF recuou cerca de 5%, enquanto ações como Western Digital, SanDisk, Marvell Technology, Intel, AMD e Applied Materials apareceram entre os destaques negativos do pregão. A queda do CHIP11 acompanhou esse ambiente de realização mais intensa em semicondutores, depois de um período de forte valorização das companhias associadas à demanda por inteligência artificial.

QQQQ11 (Nasdaq-100 High Beta – Buena Vista): -3,72%

O QQQQ11 recuou em um dia particularmente difícil para ações de tecnologia de maior beta. O Nasdaq Composite liderou as perdas entre os principais índices americanos, pressionado pela queda de empresas de chips e por uma rotação para setores considerados mais defensivos, como saúde, consumo básico e energia.

A alta dos rendimentos dos Treasuries afetou de forma mais intensa as companhias de crescimento, justamente o segmento ao qual o ETF tem maior sensibilidade. Com os juros longos nos Estados Unidos em níveis elevados e o petróleo negociado próximo de US$ 91 por barril, investidores reduziram exposição a ativos mais dependentes de expectativas de crescimento futuro. Esse ajuste explica a queda mais acentuada do QQQQ11 em relação a ETFs de tecnologia mais amplos.

USTK11 (Tecnologia US – Investo): -1,93%

O USTK11 também fechou em baixa, acompanhando a pressão sobre o setor de tecnologia americano. O ETF foi afetado pelo mesmo pano de fundo que atingiu o Nasdaq: juros longos mais altos, petróleo em alta e maior cautela com empresas ligadas a inteligência artificial e infraestrutura tecnológica.

A queda foi menos intensa que a observada em ETFs mais concentrados em semicondutores ou em papéis de maior beta, o que reflete uma exposição mais diversificada dentro do universo de tecnologia dos Estados Unidos. Ainda assim, o ambiente foi negativo para o setor como um todo, já que os investidores passaram a avaliar o impacto de custos de financiamento mais elevados sobre empresas com forte necessidade de capital para expansão, pesquisa, servidores e data centers.

UTEC11 (Tecnologia US – XP Asset): -1,89%

O UTEC11 acompanhou o recuo das ações americanas de tecnologia, em uma sessão marcada por pressão sobre empresas de crescimento e por realização em nomes associados à inteligência artificial. O movimento do ETF refletiu a combinação entre queda do Nasdaq, alta dos juros longos nos Estados Unidos e maior aversão a risco nos mercados globais.

A baixa do fundo foi semelhante à do USTK11, indicando que a pressão esteve disseminada entre diferentes estratégias de exposição ao setor de tecnologia. Mesmo empresas de grande porte foram impactadas pelo ambiente de juros elevados, embora a maior intensidade das perdas tenha ficado concentrada nos segmentos de semicondutores, memória e infraestrutura de IA.

TECX11 (Tecnologia China – Bradesco Asset): -1,75%

O TECX11 caiu em um dia de desempenho misto para o mercado acionário chinês, com maior pressão sobre segmentos de crescimento. O ChiNext Index, que acompanha empresas de crescimento listadas em Shenzhen, fechou em queda de 0,92% em 18 de agosto, enquanto o Shenzhen Component Index também recuou.

O ambiente global contribuiu para a cautela com ativos de tecnologia chineses. Além da alta dos juros americanos e do petróleo, investidores reagiram aos resultados da Baidu, que divulgou queda na receita total do segundo trimestre e pressão no negócio de marketing online, apesar do avanço das frentes ligadas à inteligência artificial. Esse conjunto manteve o apetite por risco mais limitado para empresas de tecnologia e crescimento ligadas à China.

NASD11 (Nasdaq-100 – XP Asset): -1,38%

O NASD11 teve queda mais moderada em relação aos ETFs com maior exposição a semicondutores ou ações de alto beta, mas ainda refletiu a baixa do Nasdaq Composite. O índice americano foi pressionado por vendas em tecnologia, enquanto os investidores monitoravam o efeito dos juros longos elevados sobre empresas de crescimento.

A queda do ETF acompanhou a leitura de que o ambiente ficou menos favorável para ativos ligados ao crescimento de longo prazo. Ainda assim, a perda menor frente a outros fundos do grupo sugere que a exposição mais ampla ao Nasdaq suavizou parte do impacto observado nos segmentos mais penalizados do dia, especialmente semicondutores e companhias diretamente ligadas à cadeia de inteligência artificial.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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