
Créditos: iStock
O XVAL11 avançou 4,19% ontem (20), em uma sessão na qual a redução dos juros futuros favoreceu empresas ligadas ao consumo, à locação de veículos e à atividade doméstica. Movida subiu 12,45%, Simpar ganhou 7,19%, Vamos avançou 8,32% e Magazine Luiza saltou 14,79%.
O movimento levou o XVAL11, ETF lançado no mês de outubro, a acumular 7,99% na semana até terça-feira.
O DI para janeiro de 2029 caiu de 12,709% para 12,580%, enquanto o vencimento de janeiro de 2031 recuou de 12,789% para 12,650%. A queda das taxas reduz o custo de capital implícito utilizado na avaliação das empresas e melhora a perspectiva para negócios que dependem de crédito, financiamento de ativos e recuperação do consumo. O Ibovespa subiu 1,57%, mas a valorização mais intensa das ações domésticas permitiu ao XVAL11 superar o índice amplo.
XVAL11 (XP Asset): +4,19%
O XVAL11 acompanha o Giant Valor Brasil, índice que seleciona mensalmente 60 ações ou BDRs de empresas com operações locais. A escolha combina três medidas: lucro em relação ao valor de mercado, resultado operacional em relação ao valor da empresa e fluxo de caixa livre em relação ao valor de mercado. Em vez de procurar apenas ações com baixa relação preço/lucro, a metodologia agrega diferentes dimensões para identificar companhias negociadas a preços baixos em relação aos resultados que produzem.
A ponderação não é igualitária. O índice distribui os ativos em grupos de liquidez, com limites de concentração por empresa e por setor. Essa construção permite manter exposição ao fator valor sem tornar a carteira dependente de um único papel. No recorte de posições divulgado após o lançamento, Movida tinha 3,96%, Metalúrgica Gerdau 3,84%, Simpar 3,59%, Brava Energia 3,56%, Assaí 3,37% e Petrobras PN 3,34%.

Garanta sua vaga no INDEX 2026. A DEX reúne a indústria de ETFs no dia 12 de novembro, na Casa Traffô, em São Paulo. Inscreva-se.
O pregão de terça-feira favoreceu principalmente o bloco doméstico. Movida, Simpar, Vamos, Hapvida, Magazine Luiza e Assaí somavam aproximadamente 18,9% da carteira observada. Além das altas de Movida, Simpar, Vamos e Magazine Luiza, Hapvida ganhou 7,55% e Assaí avançou 4,41%.
O canal de transmissão dos juros aparece de formas diferentes dentro do portfólio. Nas locadoras e empresas de mobilidade, o financiamento de frotas interfere diretamente na rentabilidade e no ritmo de crescimento. No varejo, o custo do crédito influencia as vendas parceladas e as despesas financeiras. Na saúde, juros menores elevam o valor presente dos fluxos de caixa futuros e diminuem a taxa de desconto aplicada a empresas com expansão operacional ainda em curso.
A carteira também continha exposições relevantes a energia, materiais básicos e consumo não cíclico. Brava Energia, Petrobras, Metalúrgica Gerdau e Minerva criam motores diferentes daqueles observados em varejo e locação.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.