
Créditos: Monitor Mercantil
A bolsa brasileira apresentou o melhor desempenho entre as principais estratégias de mercado. O IPCA-15 registrou deflação de 0,40%, mais intensa que a queda de 0,31% esperada pelo mercado, e desacelerou de 4,52% para 4,24% em 12 meses. O resultado contribuiu para a redução dos juros futuros, enquanto a valorização de Petrobras, Vale e bancos sustentou a recuperação do Ibovespa. O movimento favoreceu tanto as empresas de maior capitalização quanto as estratégias de dividendos e ações de menor valor de mercado.
No exterior, os resultados da Nvidia reforçaram a continuidade dos investimentos em inteligência artificial e impulsionaram as ações de tecnologia. O ambiente mudou na reta final da semana, quando o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, adotou uma postura cautelosa sobre a inflação e indicou que as condições financeiras ainda não pareciam suficientemente restritivas.
O dólar avançou diante do real no último pregão, enquanto os rendimentos dos títulos americanos subiram. A mudança de direção favoreceu os ETFs cambiais, mas pressionou ouro, criptomoedas e ativos mais sensíveis às expectativas de juros.

BOVA11 (BlackRock): +2,61%
O BOVA11 liderou a relação com alta de 2,61% na semana e avançou 0,19% no último pregão. O ETF acompanha o Ibovespa e foi beneficiado pela recuperação das ações de maior peso no índice.
Vale, bancos e Petrobras sustentaram o movimento ao longo da semana. A deflação de 0,40% do IPCA-15, mais intensa que a esperada, também contribuiu para a queda dos juros futuros e melhorou o ambiente para a renda variável doméstica. No encerramento do período, Petrobras, bancos e empresas ligadas ao mercado financeiro mantiveram o índice em alta, apesar da pressão sobre Vale.
BITH11 (Hashdex): +2,31%
O BITH11 avançou 2,31% na semana, mas recuou 2,19% no último pregão. O fundo oferece exposição ao Bitcoin e acompanhou a recuperação da criptomoeda durante a maior parte do período.
O Bitcoin chegou a superar US$ 81 mil antes de devolver os ganhos, refletindo a mudança nas expectativas para os juros americanos. O retorno semanal permaneceu positivo, mas a postura mais rígida do Federal Reserve reduziu o apetite por ativos de maior risco no encerramento da semana.
SMAL11 (BlackRock): +2,28%
O SMAL11 subiu 2,28% na semana, apesar da queda de 0,56% no último pregão. O ETF acompanha empresas brasileiras de menor capitalização, mais sensíveis às condições de crédito e à atividade doméstica.
O IPCA-15 caiu 0,40% e desacelerou para 4,24% em 12 meses, reforçando as expectativas de continuidade do ciclo de redução da Selic. A consequente melhora na curva de juros favoreceu as empresas de menor capitalização durante a semana. A cautela no encerramento do período provocou realização de lucros, mas não eliminou os ganhos acumulados anteriormente.
DIVO11 (Itaú Asset): +2,25%
O DIVO11 avançou 2,25% na semana e ganhou mais 0,43% no último pregão. O ETF acompanha empresas que se destacam pela distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio.
A exposição a Petrobras, Banco do Brasil e outras companhias de perfil mais defensivo favoreceu o desempenho. Na reta final da semana, a alta das empresas financeiras e de Petrobras manteve a estratégia em terreno positivo, mesmo com a queda de parte das ações ligadas à mineração.
IVWO11 (Investo): +1,66%
O IVWO11 acumulou alta de 1,66% na semana e avançou 0,27% no último pregão. O fundo oferece exposição ampla aos mercados emergentes, incluindo ações chinesas.
O mercado acionário de Xangai subiu 1,2% na semana, apesar da cautela no último pregão diante de novas ameaças comerciais e financeiras dos Estados Unidos contra a China. O avanço das ações chinesas e a diversificação entre outras economias emergentes sustentaram o desempenho positivo do ETF.
IVVB11 (BlackRock): +1,39%
O IVVB11 avançou 1,39% na semana e ganhou 0,46% no último pregão. O fundo acompanha o S&P 500 e combina o desempenho das ações americanas com a variação do dólar diante do real.
Os resultados da Nvidia impulsionaram o mercado ao reforçar a demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Na reta final, a valorização do dólar compensou parte da pressão provocada pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pela comunicação mais cautelosa do Federal Reserve.
WRLD11 (Investo): +1,18%
O WRLD11 subiu 1,18% na semana e avançou 0,31% no último pregão. O ETF oferece exposição diversificada a empresas de diferentes países desenvolvidos e emergentes.
As ações americanas e a recuperação de parte dos mercados asiáticos sustentaram o resultado.
DOLB11 (BTG Asset): +1,00%
O DOLB11 acumulou alta de 1,00% na semana e avançou 0,71% no último pregão. Assim como o DOLX11, o fundo acompanha o comportamento da moeda americana em relação ao real.
O resultado refletiu principalmente a recuperação do dólar no encerramento do período. A postura cautelosa do Federal Reserve elevou os rendimentos dos títulos americanos e aumentou a procura pela moeda.
HASH11 (Hashdex): +0,72%
O HASH11 subiu 0,72% na semana, mas perdeu 3,46% no último pregão. O fundo acompanha uma cesta diversificada de criptoativos, com exposição a Bitcoin, Ethereum e outras redes.
A alta acumulada foi sustentada pela recuperação do mercado de ativos digitais durante a maior parte do período. No encerramento da semana, a reversão do Bitcoin e a queda mais intensa de outras criptomoedas pressionaram a estratégia diversificada, levando o ETF a devolver parcela relevante dos ganhos.
PKIN11 (Bradesco Asset): +0,63%
O PKIN11 avançou 0,63% na semana e recuou 0,09% no último pregão. O ETF acompanha grandes empresas chinesas representadas no CSI 300.
O resultado refletiu uma semana moderadamente positiva para as ações chinesas, mas com menor força no encerramento. Novas ameaças de sanções a bancos chineses e a possibilidade de tarifas adicionais aumentaram a cautela e pressionaram bolsas como Xangai e Shenzhen.
ETHE11 (Hashdex): +0,56%
O ETHE11 acumulou alta de 0,56% na semana, mas caiu 2,83% no último pregão. O fundo oferece exposição concentrada ao Ethereum.
A criptomoeda acompanhou a recuperação do mercado digital, mas apresentou desempenho semanal inferior ao Bitcoin. A alta dos rendimentos dos Treasuries e a redução do apetite por risco provocaram uma correção no encerramento do período, limitando o retorno do ETF.
LFTS11 (Investo): +0,27%
O LFTS11 avançou 0,27% na semana e 0,08% no último pregão. O fundo acompanha títulos públicos vinculados à Selic e apresentou comportamento estável diante das oscilações dos demais mercados.
A baixa sensibilidade às mudanças nas taxas de longo prazo manteve o ETF em terreno positivo. O resultado ficou próximo da remuneração acumulada dos títulos pós-fixados durante o período.
B5P211 (Itaú Asset): +0,18%
O B5P211 subiu 0,18% na semana e avançou 0,09% no último pregão. O fundo acompanha títulos públicos indexados ao IPCA com vencimentos mais curtos.
A desaceleração da inflação doméstica e o recuo dos juros futuros ofereceram suporte à estratégia. A menor duração da carteira reduziu a volatilidade e permitiu um desempenho positivo mesmo com a mudança no ambiente global de juros. O IMA-B 5, referência para títulos inflacionários de prazo mais curto, acumulou alta de 1,30% no mês.
IB5M11 (Itaú Asset): -0,10%
O IB5M11 recuou 0,10% na semana e perdeu 0,41% no último pregão. O ETF acompanha títulos públicos indexados ao IPCA com vencimentos superiores a cinco anos.
A carteira de maior duração tornou o fundo mais sensível à alta das taxas longas. A pressão sobre os rendimentos dos títulos americanos e o aumento da cautela global afetaram os papéis de prazo mais longo, apesar da melhora observada nos indicadores domésticos de inflação.
GOLD11 (XP Asset): -2,43%
O GOLD11 apresentou o pior desempenho da relação, com queda de 2,43% na semana e recuo de 2,55% no último pregão. O fundo oferece exposição ao preço internacional do ouro.
O metal perdeu força com a elevação dos rendimentos dos Treasuries e a recuperação do dólar. A postura mais cautelosa do Federal Reserve reduziu a atratividade de ativos que não oferecem rendimento, interrompendo a busca por proteção observada no início do período.
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