
Créditos: Magnific
DEFI11 apresentou o maior retorno diário, com alta de 4,50%. META11 veio em seguida, com 3,94%. BRAZ11 e NUCL11 avançaram 2,13%, enquanto WEB311 completou a seleção com ganho de 1,97%.
O resultado reuniu movimentos distintos. As estratégias de criptoativos foram favorecidas pela recuperação de finanças descentralizadas, cultura digital e plataformas de contratos inteligentes. O BRAZ11 acompanhou uma sessão de alta abrangente na B3. O NUCL11 refletiu a rotação internacional para empresas de urânio, reatores e infraestrutura nuclear.
DEFI11 (Hashdex): +4,50%
O DEFI11 liderou o recorte com uma carteira voltada a tokens nativos de aplicativos e protocolos de finanças descentralizadas. A estratégia acompanha o CF DeFi Composite Index, que reúne projetos ligados a negociação, crédito, liquidez e outros serviços financeiros executados por contratos inteligentes.
O ambiente recente do segmento vinha sendo sustentado pela expansão da atividade. Em 8 de setembro, o valor total bloqueado em DeFi apresentava alta mensal de 18,48%, enquanto o volume das corretoras descentralizadas avançava 21,20%. Lido, Aave e Morpho apareciam entre os maiores protocolos por valor depositado, todos com crescimento superior a 20% na janela mensal.
A carteira do ETF recebeu diretamente essa recuperação do ecossistema, sem depender apenas da direção do Bitcoin. O ganho superior ao do WEB311 mostra que os tokens ligados a aplicações financeiras capturaram o movimento com mais intensidade que o conjunto amplo de plataformas de contratos inteligentes.
O avanço diário prolongou uma recuperação expressiva. O DEFI11 acumula alta de 43,93% no mês, mas permanece negativo em 7,03% no ano e em 52,55% nos últimos 12 meses.
META11 (Hashdex): +3,94%
O META11 avançou 3,94% e ocupou a segunda posição. O ETF acompanha o CF Digital Culture Composite Index, formado por ativos associados a metaverso, jogos, NFTs e entretenimento digital em blockchain.
A valorização representou a continuidade da recuperação dos tokens de cultura digital. Esses ativos possuem maior sensibilidade às mudanças no apetite por risco e responderam com intensidade superior à das plataformas de contratos inteligentes representadas pelo WEB311.
A diferença de 1,97 ponto percentual entre META11 e WEB311 evidencia a dispersão dentro do mercado cripto. As duas estratégias estão ligadas a aplicações descentralizadas, mas a carteira de cultura digital apresentou uma reação mais forte no pregão.
O movimento ocorreu dentro de uma recuperação mensal de 38,00%. Mesmo após essa alta, o META11 ainda acumula perdas de 25,68% no ano e de 68,55% em 12 meses, a maior queda de longo prazo entre os cinco ETFs selecionados.
BRAZ11 (BB Asset): +2,13%
O BRAZ11 avançou 2,13%, superando a alta de 1,20% do Ibovespa. O fundo acompanha uma carteira de ações brasileiras e participou diretamente da valorização das grandes companhias listadas na B3.
Petrobras, bancos, mineração e utilities sustentaram o mercado local. PETR3 encerrou o pregão com alta de 2,36%, CSN Mineração ganhou 1,97% e Cemig avançou 3,91%. PRIO, PETR4, BTG Pactual e WEG também estiveram entre os principais ganhos em valor do índice.
A alta do petróleo fortaleceu a contribuição das produtoras. O Brent avançou 0,95%, para US$ 97,92 por barril, enquanto o WTI ganhou 1,69%, para US$ 93,03. A queda dos juros futuros e a redução do prêmio de risco brasileiro ampliaram o movimento para instituições financeiras e empresas domésticas.
A combinação dessas posições levou o BRAZ11 a superar o próprio Ibovespa no pregão. O ETF acumula ganhos de 8,66% no mês, 12,43% no ano e 19,50% em 12 meses.
NUCL11 (Investo): +2,13%
O NUCL11 avançou 2,13% com uma carteira distribuída entre geração nuclear, mineração de urânio, combustível e equipamentos especializados. Constellation Energy era a maior posição, com 9,30%, seguida por Cameco, com 7,88%, Public Service Enterprise Group, com 6,34%, e Fortum, com 6,02%. As dez maiores empresas somavam 61,05% da carteira, combinando produtoras de eletricidade, mineradoras, fornecedores de combustível e companhias de tecnologia nuclear.
Cameco avançou 1,22% no pregão. A posição contribuiu diretamente para o retorno e acrescentou exposição tanto à produção de urânio quanto aos serviços de combustível nuclear. Constellation Energy, maior componente do fundo, ficou praticamente estável, com alta de 0,03%. A liderança do NUCL11 veio, portanto, principalmente da parcela ligada a urânio, combustível e desenvolvimento de reatores, e não da maior posição individual.
O avanço das posições ligadas ao urânio e à tecnologia nuclear compensou a desvalorização do dólar diante do real, que reduziu o retorno em moeda brasileira das ações internacionais. O NUCL11 acumula alta de 4,89% no mês, mas ainda recua 8,14% no ano e 3,22% em 12 meses.
WEB311 (Hashdex): +1,97%
O WEB311 avançou 1,97%. O ETF acompanha o CF Smart Contract Platforms Index e investe em redes que oferecem infraestrutura para aplicativos descentralizados, protocolos financeiros e outros serviços executados por contratos inteligentes.
A expansão recente de DeFi ofereceu suporte a essas plataformas, já que aplicações de negociação, empréstimos e liquidez dependem de blockchains capazes de executar contratos inteligentes. A rede Ethereum registrava entrada líquida mensal de US$ 684,2 milhões, enquanto o ecossistema Solana liderava a receita de aplicativos entre as redes acompanhadas.
O retorno ficou abaixo do DEFI11 porque a liderança esteve concentrada nos tokens das aplicações financeiras, e não em todas as redes de infraestrutura. A carteira do WEB311 distribui a exposição pelo conjunto de plataformas, reduzindo o impacto dos protocolos específicos que lideraram a sessão.
O ETF acumula valorização de 30,94% no mês, mas permanece negativo em 29,15% no ano e em 61,87% nos últimos 12 meses.
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