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Cripto domina ranking de ETFs, mas TOPY11 avança com estratégia long/short

Créditos: Forbes

 

Os criptoativos ocuparam quatro das cinco primeiras posições entre os ETFs negociados na B3 em 3 de setembro. XRPH11 liderou com alta de 10,99%, seguido por QSOL11, com 6,89%. TOPY11 avançou 6,30%, XBIT11 ganhou 5,76% e SOLH11 subiu 5,71%.

A recuperação ocorreu com o recuo dos rendimentos dos Treasuries e a redução das apostas em uma alta dos juros americanos. Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, indicou apoio à manutenção das taxas caso os próximos dados confirmem a desaceleração da inflação. A probabilidade de aumento dos juros na reunião de setembro caiu de 63,2% para 50,4%.

A criação de 38 mil vagas privadas nos Estados Unidos em agosto ficou abaixo da projeção de 47 mil. O dado reforçou a percepção de moderação do mercado de trabalho e reduziu a pressão sobre os ativos mais sensíveis às condições de liquidez.

O Bitcoin recuperou a região de US$ 77,5 mil, enquanto XRP liderou as principais moedas digitais. Solana também avançou e prolongou a recuperação iniciada em agosto.

O TOPY11 foi a exceção em um ranking dominado por criptoativos. O produto acompanha uma estratégia long/short em ações americanas e utiliza opções para gerar renda adicional.

XRPH11 (Hashdex): +10,99%

O XRPH11 liderou o pregão com alta de 10,99%. O ETF oferece exposição direta ao XRP e superou o QSOL11, segundo colocado, em 4,10 pontos percentuais.

O XRP apresentou a maior valorização entre os principais criptoativos, ampliando o movimento de recuperação após a correção anterior.

O interesse institucional também reforça a presença do ativo no mercado americano. Os ETFs de XRP listados nos Estados Unidos acumulam aproximadamente US$ 1,8 bilhão em entradas líquidas desde novembro de 2025. Até 1º de setembro, os produtos haviam registrado 11 sessões consecutivas de captação positiva, somando cerca de US$ 170 milhões.

O fundo acumula alta de 6,39% na semana e de 40,55% no mês. O desempenho permanece negativo no ano, com queda de 25,94%, e em 12 meses, com recuo de 52,63%.

A valorização recente reduziu parte das perdas anteriores, mas ainda não reverteu o desempenho negativo nas janelas mais longas.

QSOL11 (QR Asset): +6,89% e SOLH11 (Hashdex): +5,71%

QSOL11 e SOLH11 avançaram 6,89% e 5,71%, respectivamente. Os dois ETFs acompanham a Solana e ocuparam a segunda e a quinta posições do ranking.

A recuperação da Solana ocorreu em um ambiente de maior apetite por risco e retomada da atividade nas aplicações baseadas em blockchain.

Os terminais utilizados para negociações on-chain superaram US$ 1 bilhão em volume diário pela primeira vez desde janeiro de 2025. A Solana está entre os principais ambientes utilizados por essas aplicações.

A diferença diária entre QSOL11 e SOLH11 foi de 1,18 ponto percentual. No mês, os desempenhos permanecem próximos: o QSOL11 acumula 43,93%, enquanto o SOLH11 avança 43,17%.

No ano, QSOL11 recua 21,92% e SOLH11 perde 21,19%. Em 12 meses, as quedas chegam a 53,50% e 53,36%, respectivamente. A recuperação mensal ainda representa uma reversão parcial das perdas anteriores.

TOPY11 (Buena Vista): +6,30%

O TOPY11 avançou 6,30% e ocupou a terceira posição. Diferentemente dos demais integrantes do ranking, o ETF está ligado ao mercado acionário americano, e não aos criptoativos.

O produto acompanha o BDEXTOPY, índice referenciado em uma estratégia long/short. A carteira mantém posições compradas em empresas americanas com características financeiras mais fortes e posições vendidas em companhias com sinais menos favoráveis no modelo quantitativo.

A seleção considera qualidade dos lucros, geração de caixa, revisões de resultados e short interest. O portfólio de referência reúne aproximadamente 30 posições compradas e 30 vendidas.

A exposição bruta comprada fica próxima de 120%, enquanto o bloco vendido representa cerca de 55%. As posições vendidas reduzem parte da exposição direcional e permitem capturar diferenças de desempenho entre as empresas selecionadas.

A estratégia também vende opções de venda sobre grandes índices americanos para gerar renda. O retorno combina a seleção das posições compradas e vendidas, a exposição líquida ao mercado e os prêmios obtidos com as opções.

O fundo acumula alta de 5,46% na semana e de 15,60% no mês. A taxa de administração é de 0,98% ao ano, e a estratégia prevê distribuição mensal de rendimentos.

XBIT11 (XP Asset): +5,76%

O XBIT11 avançou 5,76% e ficou em quarto lugar. O ETF oferece exposição ao Bitcoin e apresentou o maior retorno diário entre os produtos brasileiros diretamente ligados à criptomoeda.

O Bitcoin voltou à região de US$ 77,5 mil depois de negociar próximo de US$ 76 mil. O recuo dos Treasuries e a redução das apostas em uma alta dos juros americanos aliviaram a pressão sobre os ativos de risco.

XBIT11 superou BITH11, HODL11, QBTC11 e BITC11, que avançaram entre 5,46% e 5,62%. A diferença de apenas 0,30 ponto percentual entre XBIT11 e BITC11 mostra o comportamento próximo dos produtos ligados ao mesmo ativo.

O fundo acumula alta de 3,60% na semana e de 28,52% no mês. O desempenho permanece negativo em 13,43% no ano.

A recuperação mensal prolonga o movimento de agosto, quando o Bitcoin avançou 25% em dólares e 28% em reais.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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