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Os metais preciosos concentraram as maiores altas do grupo. SLVR11 avançou 2,60% e PRAF11 ganhou 2,07%. Na sequência, GOLD11 subiu 1,39% e OURO11 avançou 0,95%. CMDB11, DOLB11 e PIPE11 também fecharam no campo positivo, enquanto RARA11 recuou 0,06%. O OLEO11 ficou fora da análise por não apresentar retorno diário na base.
A sessão foi marcada pelo aumento da aversão global ao risco. O petróleo superou US$ 100 por barril, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançaram e as bolsas dos Estados Unidos fecharam em queda. Esse ambiente favoreceu a procura por metais preciosos, embora o aumento dos juros tenha limitado parte do movimento.
O ouro futuro encerrou o pregão internacional a US$ 4.449,01 por onça, com alta de 0,23%. Durante a sessão, o metal oscilou entre US$ 4.384,86 e US$ 4.451,45.
SLVR11 (XP Asset): +2,60% e PRAF11 (Galapagos): +2,07%
A prata liderou o grupo por meio do SLVR11 e do PRAF11. Os dois ETFs oferecem exposição ao mesmo metal, mas utilizam estruturas diferentes para acompanhar seu desempenho.
O SLVR11 acompanha o LBMA Silver Price, referência internacional para o preço da prata, enquanto o PRAF11 oferece exposição à prata física. Os fundos responderam à valorização do metal em uma sessão marcada pela busca por proteção e pelas preocupações inflacionárias associadas à alta do petróleo.
O retorno do PRAF11 ficou 0,53 ponto percentual abaixo do SLVR11. A diferença refletiu as estruturas de exposição, os custos, a liquidez e a formação dos preços das cotas, sem alterar a tendência comum de alta.
O SLVR11 acumula valorização de 1,15% na semana e de 6,03% no mês. O PRAF11 avança 1,08% na semana e 5,70% no mês. As janelas anual e de 12 meses ainda não estavam preenchidas na base.
GOLD11 (XP Asset): +1,39% e OURO11 (Bradesco Asset): +0,95%
O ouro ocupou as posições seguintes. O GOLD11 avançou 1,39%, enquanto o OURO11 ganhou 0,95%, uma diferença de 0,44 ponto percentual.
O GOLD11 investe no IAU, fundo listado nos Estados Unidos que acompanha o preço do ouro definido pela London Bullion Market Association. A estratégia mantém exposição cambial, combinando o comportamento internacional do metal com a variação do dólar diante do real.
O ouro futuro avançou 0,23%, para US$ 4.449,01 por onça. A valorização da moeda americana ampliou o movimento do GOLD11 em reais. O OURO11 também acompanhou a alta do metal, mas sua metodologia e a formação da cota durante o horário da B3 produziram um ganho mais moderado.
O GOLD11 recua 1,52% na semana, mas avança 1,48% no mês. No ano, registra queda de 5,93%, enquanto o retorno em 12 meses permanece positivo em 13,16%. O OURO11 cai 0,70% na semana e sobe 2,15% no mês.
CMDB11 (BTG Asset): +0,50%
O CMDB11 avançou 0,50%. O ETF acompanha uma carteira de empresas brasileiras produtoras e exportadoras de commodities, distribuída entre mineração, petróleo, siderurgia, papel e celulose, proteínas e produção agrícola.
As maiores posições incluíam Vale, PRIO, Petrobras, Gerdau e Suzano. Materiais básicos e energia concentravam a maior parte da carteira.
As posições de petróleo ofereceram suporte consistente. PRIO avançou 0,84%, Petrobras ON ganhou 0,85%, Petrobras PN subiu 0,69% e Brava Energia ganhou 0,93%. Entre os materiais básicos, CSN Mineração, Suzano, Vale e Metalúrgica Gerdau também terminaram em alta.
As quedas de 1,13% da Gerdau, de 0,41% da Klabin e de 2,33% da MBRF limitaram o resultado. O avanço das produtoras de petróleo e de parte das empresas de materiais foi suficiente para manter o ETF no campo positivo.
O CMDB11 acumula alta de 1,86% na semana, 11,64% no mês, 23,66% no ano e 36,28% em 12 meses.
DOLB11 (BTG Asset): +0,43%
O DOLB11 avançou 0,43%, acompanhando a valorização da moeda americana diante do real. O movimento ocorreu em uma sessão de maior aversão ao risco, pressão sobre mercados emergentes e alta dos preços internacionais do petróleo.
O desempenho do dólar também participou da valorização dos ETFs de metais preciosos com exposição cambial. Esse efeito foi particularmente relevante para o GOLD11, cuja estratégia não neutraliza a oscilação entre o dólar e o real.
O DOLB11 acumula alta de 0,96% no mês, mas recua 0,37% na semana, 3,57% no ano e 1,36% em 12 meses.
PIPE11 (Buena Vista): +0,14%
O PIPE11 avançou 0,14%. O fundo acompanha o desempenho do MLPI, ETF americano que investe em empresas de infraestrutura de energia e utiliza uma estratégia de venda de opções para gerar renda mensal.
Entre as maiores posições do MLPI estavam Williams Companies, Enbridge, TC Energy, Kinder Morgan e Targa Resources. Essas companhias atuam principalmente em gasodutos, oleodutos, terminais, armazenamento e processamento, o que reduz a sensibilidade direta da carteira às oscilações diárias do petróleo.
A alta do barril favoreceu o ambiente para a infraestrutura energética, mas a estratégia de opções limita parte da participação em movimentos mais intensos dos ativos. Esse perfil ajudou a manter o PIPE11 próximo da estabilidade. O fundo também pagou R$ 1,1511 por cota na sessão, reforçando o papel da distribuição de rendimentos em seu retorno total.
O PIPE11 acumula alta de 0,21% na semana e de 4,94% no mês.
RARA11 (Investo): -0,06%
O RARA11 recuou 0,06%. O fundo mantém praticamente toda a carteira no REMX, ETF americano formado por empresas globais ligadas à produção, ao processamento e ao refino de terras raras e metais estratégicos.
Albemarle caiu 2,82%, MP Materials perdeu 1,94%, Almonty Industries recuou 4,13% e Sociedad Química y Minera de Chile cedeu 0,22%. Essas perdas pressionaram o fundo subjacente e foram parcialmente compensadas pelas altas de Lithium Americas, de 6,33%, Elevra Lithium, de 1,49%, Sigma Lithium, de 1,34%, e Lithium Argentina, de 1,04%.
O equilíbrio entre as perdas nas maiores posições e os ganhos de algumas produtoras de lítio manteve o ETF brasileiro próximo da estabilidade. A diferença entre os horários da B3 e do mercado americano também fez com que a cota local não incorporasse integralmente a queda posterior do REMX.
O RARA11 acumula alta de 0,58% na semana, mas recua 0,40% no mês.
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