
Créditos: Magnific
O BOVA11 avançou 1,57% e liderou o conjunto, enquanto todos os ETFs internacionais e cambiais apresentaram perdas. SPXR11 e ARGE11 recuaram 0,50% e 0,54%, respectivamente. DOLB11 caiu 0,80%, PKIN11 perdeu 0,87%, IVWO11 recuou 1,14%, SPXI11 caiu 1,16% e WRLD11 encerrou na última posição, com queda de 1,31%.
A diferença refletiu o descolamento entre Brasil e exterior. O Ibovespa avançou 1,20%, aos 187.367 pontos, depois de alcançar 189.488 pontos na máxima. O movimento foi sustentado pelo cenário eleitoral, pela queda dos juros futuros e pela valorização do petróleo. O dólar recuou 0,86%, para aproximadamente R$ 5,09.
Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,58%, o Nasdaq recuou 0,32% e o Dow Jones perdeu 1,18%. O Brent avançou para US$ 97,92 por barril, aumentando a preocupação com a inflação antes da divulgação dos índices de preços americanos. O rendimento do Treasury de dez anos chegou à região de 4,81%.
BOVA11 (BlackRock): +1,57%
O BOVA11 capturou o avanço das maiores empresas da Bolsa brasileira. Petrobras, bancos, mineração e utilities ofereceram suporte a uma carteira na qual esses setores possuem participação expressiva.
PETR3 encerrou o pregão com alta de 2,36%, enquanto PETR4 também figurou entre os principais ganhos em valor do Ibovespa. PRIO, BTG Pactual e WEG apareceram entre os destaques positivos, enquanto CSN Mineração avançou 1,97% e Cemig subiu 3,91%.
O petróleo foi decisivo para as produtoras. O Brent ganhou 0,95%, a US$ 97,92, depois de alcançar US$ 99,45, enquanto o WTI avançou 1,69%, para US$ 93,03. O movimento refletiu os riscos para a oferta provocados pela escalada das tensões no Oriente Médio.
A redução do prêmio de risco doméstico completou o suporte ao índice. A pesquisa eleitoral divulgada na véspera reforçou a procura pelas blue chips brasileiras, ao mesmo tempo que o dólar e os juros futuros recuaram. O BOVA11 terminou 2,88 pontos percentuais acima do WRLD11, maior distância do ranking.
O ETF acumula alta de 9,10% no mês, 16,96% no ano e 33,13% em 12 meses.
SPXR11 (Itaú Asset): -0,50% e SPXI11 (Itaú Asset): -1,16%
SPXR11 e SPXI11 acompanham o S&P 500, mas diferem na exposição ao câmbio. O SPXR11 utiliza uma estrutura protegida da variação entre dólar e real. O SPXI11 incorpora tanto o retorno das ações americanas quanto a oscilação cambial.
O S&P 500 perdeu 0,58%, pressionado pela alta do petróleo, pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e pela cautela antes dos dados de inflação. Apple, Nvidia e JPMorgan ficaram entre as grandes ações que encerraram a sessão no campo negativo.
O recuo de 0,50% do SPXR11 ficou próximo da queda do índice americano. No SPXI11, a desvalorização do dólar acrescentou um segundo componente negativo e ampliou a perda para 1,16%. A diferença de 0,66 ponto percentual evidencia o efeito da proteção cambial no pregão.
O SPXR11 acumula queda de 0,66% no mês, mas avança 18,09% no ano e 29,28% em 12 meses. O SPXI11 recua 0,79% no mês, enquanto permanece positivo em 4,05% no ano e 11,70% em 12 meses.
ARGE11 (Investo): -0,54%
O ARGE11 recuou 0,54%, apesar da alta de 1,36% do S&P Merval em pesos argentinos. A divergência reflete o fato de o ETF acompanhar uma cesta de ADRs argentinos negociados nos Estados Unidos, e não diretamente o índice local em pesos.
A carteira era concentrada em YPF, com 19,99%, Grupo Financiero Galicia, com 16,91%, Ternium, com 13,74%, e Pampa Energía, com 12,06%. Energia representava 35,56% do portfólio, serviços financeiros 31,27% e materiais básicos 16,11%.
No mercado argentino local, YPF avançou 1,07%, Banco Macro ganhou 2,30%, Central Puerto subiu 1,22%, Grupo Supervielle avançou 1,93% e Ternium teve alta de 0,14%. Esses movimentos levaram o Merval a 3.075.982 pontos.
O retorno negativo do ARGE11 mostra que a valorização das ações em Buenos Aires não se transferiu integralmente para a cota negociada na B3. A negociação dos ADRs nos Estados Unidos, a conversão cambial e a composição específica do índice do fundo determinaram um resultado diferente daquele observado no mercado argentino local.
O ETF acumula alta de 1,33% no mês, mas recua 3,36% no ano. Em 12 meses, mantém valorização de 55,41%.
DOLB11 (BTG Asset): -0,80%
O DOLB11 acompanhou a desvalorização da moeda americana. O dólar comercial caiu 0,86%, para aproximadamente R$ 5,09, e chegou a R$ 5,07 na mínima.
A moeda brasileira foi favorecida pela alta da Bolsa, pela redução do prêmio de risco doméstico e pelo movimento de queda dos juros futuros. Esse conjunto superou a pressão externa provocada pelo petróleo mais caro e pelos rendimentos elevados dos Treasuries.
A queda do DOLB11 também ajuda a explicar a diferença entre os ETFs internacionais protegidos e não protegidos. O fundo acumula alta de 0,53% no mês, mas registra perdas de 3,98% no ano e de 1,44% em 12 meses.
PKIN11 (Bradesco Asset): -0,87%
O PKIN11 recuou 0,87%. O ETF acompanha o CSI 300 e concentra a exposição em grandes companhias negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.
As bolsas chinesas tiveram comportamento desigual. O índice de Xangai avançou 0,27%, enquanto Shenzhen subiu 1,91%. Os futuros de setembro do CSI 300, porém, recuaram 0,41%, encerrando a sessão em 4.543,2 pontos.
A queda do dólar diante do real pressionou adicionalmente o retorno da exposição chinesa na B3. Esse efeito ajuda a explicar por que o PKIN11 caiu mesmo em uma sessão positiva para parte do mercado acionário chinês.
O fundo recua 2,53% no mês e 6,40% no ano. Em 12 meses, mantém alta de 0,71%.
IVWO11 (Investo): -1,14%
O IVWO11 perdeu 1,14%. A carteira reúne milhares de empresas de mercados emergentes e possui suas maiores alocações geográficas em Taiwan, China e Índia.
Taiwan representava 30,80% do portfólio, China 27,60% e Índia 17,00%. Taiwan Semiconductor era a maior posição individual, com 14,93%, seguida por Tencent, Alibaba e MediaTek.
O desempenho internacional foi misto: os índices chineses avançaram, mas o Nifty 50 caiu 0,50%, o Sensex perdeu 1,23% e o Kospi recuou 0,58%. A valorização do real acrescentou pressão à conversão da carteira para a moeda brasileira.
A queda superior à do PKIN11 mostra que a diversificação entre emergentes não ofereceu proteção naquele pregão. As perdas em Índia e Coreia do Sul, combinadas ao câmbio, superaram a contribuição positiva de parte do mercado chinês.
O IVWO11 acumula alta de 1,31% no mês. Os retornos anual e de 12 meses não estavam preenchidos na base.
WRLD11 (Investo): -1,31%
O WRLD11 apresentou a maior queda do recorte, com perda de 1,31%. A carteira investe no Vanguard Total World Stock ETF e distribui a exposição por aproximadamente 9.700 empresas, embora os Estados Unidos representem cerca de 60,8% do portfólio.
Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Broadcom e Taiwan Semiconductor estavam entre as maiores posições. Tecnologia respondia por aproximadamente 28,7% da exposição, seguida por serviços financeiros e indústria.
A queda das bolsas americanas atingiu a principal parcela da carteira. Japão, Índia, Coreia do Sul, Austrália, Reino Unido e Alemanha também terminaram no campo negativo, enquanto os ganhos em China e parte da Europa não foram suficientes para compensar essas perdas.
O efeito cambial ampliou o recuo. Como o WRLD11 não possui hedge para o real, a queda do dólar diminuiu o valor local das posições internacionais. O fundo ficou 0,81 ponto percentual abaixo do SPXR11, cuja proteção cambial limitou a perda.
O WRLD11 recua 0,28% no mês, mas acumula alta de 5,51% no ano e de 12,79% em 12 meses.
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