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Utilities e bancos lideram ETFs em dia de queda do dólar e do petróleo

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Créditos: Magnific

Queda do petróleo amplia procura por ativos de risco

O mercado brasileiro iniciou a semana com recuperação. O Ibovespa avançou 0,74%, aos 186.595,60 pontos, depois de oscilar entre 185.246,81 e 187.434,25 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 19,4 bilhões.

O movimento acompanhou o maior apetite por risco no exterior. O S&P 500 subiu 1,49%, o Nasdaq ganhou 2,26% e o Dow Jones avançou 0,71%. No Brasil, 50 dos 76 componentes do Ibovespa encerraram o dia em alta.

A queda do petróleo foi um dos principais fatores do pregão. O Brent recuou 3,4%, para US$ 100,34 por barril, diante da estabilidade dos fluxos nos oleodutos da Arábia Saudita e das expectativas de avanços diplomáticos. A interrupção da alta reduziu parte das preocupações com uma nova pressão inflacionária provocada pela energia.

No cenário doméstico, o Boletim Focus passou a indicar uma Selic de 13,50% ao final de 2026, abaixo dos 13,75% vigentes. As taxas dos títulos também recuaram com o alívio relacionado ao petróleo, favorecendo ações sensíveis ao custo de capital e às expectativas de juros.

O dólar à vista caiu 0,70%, para R$ 5,108, enquanto o contrato futuro de outubro recuou 0,68%. O movimento refletiu o ambiente externo mais favorável aos ativos de risco e a valorização da moeda brasileira.

UTLL11 (Investo): +1,61%

O UTLL11 liderou a base com alta de 1,61%. O ETF acompanha o índice de utilidade pública da B3, composto por empresas de energia elétrica, água, saneamento e gás.

A carteira tinha como maiores posições Sabesp, com 19,97%, Axia Energia, com 19,84%, Eneva, com 11,67%, Equatorial Energia, com 10,77%, e Copel, com 10,39%. Essas cinco companhias representavam mais de 72% do portfólio.

As utilities foram favorecidas pela redução dos rendimentos dos títulos e pela expectativa de novo corte da Selic. Como essas empresas operam negócios intensivos em capital e com fluxos de receitas de longo prazo, suas ações apresentam sensibilidade relevante às taxas de juros.

Entre os componentes, Axia Energia avançou 2,51% no pregão. A companhia tinha participação próxima de 20% no ETF, fazendo de sua valorização uma contribuição importante para a liderança do UTLL11.

BNKS11 (Investo): +1,54%

O BNKS11 avançou 1,54%, acompanhando o desempenho positivo dos principais bancos listados na B3. O fundo replica um índice de ações e units de instituições bancárias brasileiras.

As maiores posições eram BTG Pactual, com 20,52%, Banco do Brasil, com 20,42%, Itaú Unibanco, com 18,14%, Bradesco PN, com 15,88%, e Santander Brasil, com 11,53%. Juntas, as cinco instituições representavam mais de 86% da carteira.

O pregão foi favorável para a maioria desses ativos. BTG Pactual subiu 3,42%, Itaú Unibanco avançou 1,77%, Santander Brasil ganhou 1,53% e Bradesco encerrou em alta. Banco do Brasil foi a principal exceção, com queda de 0,91%.

A valorização de quatro das cinco maiores posições compensou a perda do Banco do Brasil e sustentou o segundo melhor retorno da base.

FIND11 (Itaú Asset): +1,53%

O FIND11 ganhou 1,53%. O ETF acompanha o índice financeiro da B3 e combina bancos, operadora de bolsa, seguradoras e outras empresas de serviços financeiros.

A carteira tinha participações relevantes em Itaú Unibanco, com 16,91%, B3, com 16,78%, Bradesco PN, com 14,54%, BTG Pactual, com 13,92%, e Banco do Brasil, com 12,36%.

Além das altas dos bancos privados, a ação da B3 avançou 3,64%. Como a companhia tinha o segundo maior peso do fundo, esse movimento ajudou o FIND11 a acompanhar de perto o retorno do BNKS11.

A principal diferença entre os dois produtos esteve na composição. O BNKS11 mantém foco específico em bancos, enquanto o FIND11 inclui outras áreas do mercado financeiro. Na sessão, porém, os dois foram favorecidos pelo mesmo movimento de valorização dos bancos privados.

BDOM11 (Investo): +1,46%

O BDOM11 subiu 1,46%. O fundo investe em mais de 80 empresas que obtêm mais de 50% de suas receitas no mercado brasileiro, criando uma exposição concentrada na atividade doméstica.

Os serviços financeiros representavam 40,59% da carteira, seguidos por utilities, com 16,22%, e energia, com 11,58%. Entre as maiores posições estavam Itaú Unibanco, Petrobras, Nu Holdings, Bradesco, BTG Pactual, Banco do Brasil e Axia Energia.

A forte exposição a bancos e utilities colocou o ETF entre os maiores beneficiados pelo pregão. A queda de Petrobras limitou parte do avanço, mas não anulou os ganhos das principais posições financeiras e elétricas.

O desempenho também refletiu o avanço das empresas voltadas à atividade interna, favorecidas pela perspectiva de juros menores e pelo ambiente mais positivo para ativos brasileiros.

BCIC11 (Bradesco Asset): +1,30%

O BCIC11 avançou 1,30%. O ETF acompanha uma carteira igualmente ponderada de empresas pertencentes a setores cíclicos da economia brasileira, incluindo financeiro, construção, serviços de comunicação, energia e materiais básicos.

A combinação de bancos em alta, valorização das empresas ligadas ao consumo e avanço de companhias sensíveis aos juros favoreceu o fundo. No Ibovespa, Hapvida subiu 8,05%, C&A ganhou 6,60% e CSN avançou 6,50%.

O modelo de pesos iguais reduz a influência individual das maiores empresas e distribui o retorno entre os componentes. Esse desenho permitiu que o ETF capturasse a amplitude positiva do mercado, mesmo com as perdas observadas em petróleo e mineração.

BDEF11 (Bradesco Asset): +0,94%

O BDEF11 avançou 0,94%. O fundo reúne empresas de setores menos expostos aos ciclos econômicos, principalmente utilities, saúde e consumo não cíclico, com pesos iguais entre os componentes.

O ETF foi favorecido pela valorização das utilities e por altas expressivas em algumas empresas de saúde. Hapvida, por exemplo, ganhou 8,05% e ficou entre os maiores avanços do Ibovespa.

O retorno ficou abaixo do UTLL11 porque a carteira defensiva é mais diversificada e não concentra toda a exposição em serviços públicos. Ainda assim, a combinação de utilities e saúde permitiu que o fundo superasse o índice de mercado amplo.

BTER11 (Investo): +0,93%

O BTER11 avançou 0,93%. O produto acompanha empresas de alta qualidade nos setores de bancos, energia, saneamento, seguros e telecomunicações, com reinvestimento dos rendimentos.

A carteira estava distribuída entre elétricas, com 37,75%, bancos, com 35,10%, seguradoras, com 9,94%, saneamento, com 9,15%, e telecomunicações, com 8,06%. Entre as maiores posições estavam Banco do Brasil, BTG Pactual, Sabesp, Equatorial Energia, Itaú Unibanco, Bradesco e Axia Energia.

Bancos privados e elétricas sustentaram o resultado, enquanto as quedas de Banco do Brasil e BB Seguridade, que perdeu 2,55%, reduziram parte do ganho.

A diversificação entre setores essenciais explicou o retorno positivo, mas também manteve o avanço abaixo dos fundos concentrados exclusivamente nos segmentos que lideraram a sessão.

BOVA11 (BlackRock): +0,81%

O BOVA11 avançou 0,81%, acompanhando a recuperação da Bolsa brasileira. O retorno ficou próximo, mas ligeiramente acima, da alta de 0,74% registrada pelo Ibovespa.

O índice foi sustentado pelos bancos e por uma alta disseminada entre empresas de consumo, saúde e outros setores sensíveis ao cenário doméstico. B3, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil estiveram entre as contribuições positivas relevantes.

As perdas de Vale e Petrobras, companhias com peso elevado no índice, limitaram o avanço. Vale caiu 1,12%, enquanto Petrobras ON e PN recuaram 0,99% e 1,03%, respectivamente.

MATB11 (Itaú Asset): -0,49%

O MATB11 caiu 0,49%, refletindo a fraqueza do setor de materiais básicos.

Vale recuou 1,12%, apesar da leve alta de 0,14% do minério de ferro. A queda da mineradora, uma das maiores empresas do setor, exerceu pressão sobre o ETF.

O desempenho do segmento não foi uniforme. CSN avançou 6,50%, mas a valorização não foi suficiente para compensar integralmente as perdas de outras posições relevantes.

A diferença entre MATB11 e BCIC11 também mostrou que a recuperação das ações cíclicas esteve mais concentrada em bancos, consumo e empresas sensíveis aos juros do que em materiais básicos.

BXPO11 (Investo): -0,58%

O BXPO11 recuou 0,58%. O fundo oferece exposição a empresas brasileiras com maior participação de receitas no exterior, o que o diferencia do BDOM11, voltado ao mercado doméstico.

A valorização do real reduziu o valor, em moeda local, das receitas e dos ativos vinculados ao exterior. Ao mesmo tempo, grandes exportadoras e produtoras de commodities apresentaram desempenho negativo.

Vale perdeu 1,12%, enquanto as ações de Petrobras recuaram aproximadamente 1%. A combinação entre real mais forte e fraqueza das empresas ligadas a commodities colocou o ETF no campo negativo, em contraste com a alta de 1,46% do BDOM11.

DOLB11 (BTG Pactual): -0,68%

O DOLB11 caiu 0,68%, acompanhando o recuo do dólar futuro de outubro no pregão.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,70%, a R$ 5,108, depois de oscilar entre R$ 5,103 e R$ 5,138. O movimento ocorreu em um ambiente de maior procura por ativos de risco, alta das bolsas internacionais e queda dos preços do petróleo.

A valorização do real também refletiu as expectativas dos investidores em relação ao cenário eleitoral e aos próximos passos da política monetária brasileira. O retorno do ETF ficou praticamente alinhado à variação do contrato futuro utilizado como referência pelo mercado.

CMDB11 (BTG Pactual): -0,97%

O CMDB11 apresentou a maior queda da base, com recuo de 0,97%. O fundo investe em ações brasileiras ligadas a mineração, siderurgia, petróleo, papel e celulose, proteínas e agronegócio.

O petróleo foi o principal vetor negativo. O Brent caiu 3,4%, enquanto PRIO recuou 3,46%, Petrobras ON perdeu 0,99% e Petrobras PN caiu 1,03%.

Vale também recuou 1,12%, acrescentando pressão da mineração. A alta de 6,50% da CSN ofereceu suporte parcial, mas não compensou as perdas das posições de maior peso ligadas a petróleo e minério.

O resultado mostrou que a queda do petróleo, positiva para o sentimento geral do mercado por reduzir as preocupações inflacionárias, teve efeito negativo direto sobre as empresas produtoras de commodities presentes no ETF.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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