
Créditos: Vecteezy
Bolsa interrompe sequência de quatro semanas de alta
O Ibovespa caiu 1,06% entre 14 e 18 de setembro, encerrando a primeira semana negativa depois de quatro altas consecutivas. O índice terminou a sexta-feira aos 185.229 pontos, pressionado pela perda de força do movimento eleitoral, pelo aumento dos juros nos Estados Unidos e pela fraqueza das commodities.
A política monetária produziu sinais diferentes nos dois mercados. O Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano, mas evitou antecipar os próximos passos. Nos Estados Unidos, a perspectiva de uma política monetária mais restritiva elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro, com a taxa de dez anos retornando ao patamar de 5%.
O ambiente foi especialmente desfavorável às empresas de mineração e siderurgia. A associação do setor siderúrgico chinês pediu redução da produção e dos estoques, em um momento de demanda enfraquecida e minério de ferro próximo de US$ 95 por tonelada. Na semana, CSN Mineração caiu 17,86% e CSN recuou 13,06%, enquanto a Vale encerrou a sexta-feira com perda de 1,53%.
O dólar avançou 0,37% frente ao real, para R$ 5,144. Além das decisões de juros, os investidores acompanharam o cenário eleitoral brasileiro e a decisão do Banco do Japão de elevar sua taxa para 1,25% ao ano, o maior nível em três décadas.

LVOL11 (Nu Asset): -0,26%
O LVOL11 apresentou a menor queda do grupo, com recuo de 0,26%. O fundo acompanha o Ibov Smart Low Volatility, índice que seleciona as ações de menor volatilidade do Ibovespa. Utilities representavam 32,5% da carteira, enquanto o setor financeiro respondia por 25,4%.
A composição reduziu a exposição às perdas mais acentuadas da semana. Taesa, uma das principais posições, avançou em todos os pregões entre terça e sexta-feira e terminou o período a R$ 41,91, ante R$ 40,73 no fechamento da semana anterior. CPFL, Copasa e Equatorial também terminaram a sexta-feira em alta, enquanto Banco do Brasil ganhou 1,84% no último pregão.
A carteira ainda sofreu com posições como Vale, Bradespar, Klabin, Bradesco, Itaú e Cemig. Mesmo assim, a distribuição relativamente equilibrada e o peso de companhias reguladas e seguradoras limitaram a perda. O LVOL11 superou o Ibovespa em aproximadamente 0,80 ponto percentual na semana.
AUVP11 (BTG Pactual): -0,87%
O AUVP11 recuou 0,87%, terminando em segundo lugar. O ETF concentra a carteira em companhias selecionadas por lucratividade, eficiência operacional e controle da alavancagem. Aproximadamente 40% do portfólio estava no setor financeiro e 28,6% em energia.
As maiores posições eram Itaú Unibanco, Petrobras PN, Petrobras ON, Bradesco PN, B3, Itaúsa, WEG e BTG Pactual. As duas classes da Petrobras somavam cerca de 28,6%, enquanto Itaú, Bradesco, B3, Itaúsa e BTG ampliavam a influência das instituições financeiras sobre o retorno.
A carteira foi pressionada no fim da semana pelo recuo de Petrobras, Itaú, Itaúsa e Bradesco. Na sexta-feira, Petrobras ON caiu 1,09%, Petrobras PN perdeu 0,23%, Itaú PN recuou 0,59%, Itaúsa cedeu 0,99% e Bradesco PN caiu 0,88%. A ausência de grandes posições em mineração e siderurgia, porém, evitou uma perda mais intensa diante das quedas de CSN e CSN Mineração.
BMMT11 (Bradesco Asset): -0,90%
O BMMT11 caiu 0,90%. O ETF replica o Morningstar Brazil Target Momentum, que seleciona 30 ações com desempenho recente positivo e utiliza pesos iguais, reduzindo a influência de uma única companhia sobre o portfólio.
A carteira reunia exposições a utilities, serviços financeiros, energia, materiais básicos, consumo cíclico e imóveis. Entre as posições estavam Vale, Metalúrgica Gerdau, Bradespar, CPFL Energia, Cyrela, Direcional e Motiva.
A estratégia recebeu contribuições positivas de empresas como Cyrela, CPFL e Motiva no último pregão, mas foi pressionada por Vale, Bradespar, Metalúrgica Gerdau e outros nomes relacionados a materiais básicos. O peso igualitário distribuiu esses movimentos por cerca de 30 posições e manteve o retorno próximo ao de AUVP11 e QLBR11.
QLBR11 (BTG Pactual): -0,94%
O QLBR11 recuou 0,94%. O ETF seleciona empresas brasileiras por critérios de qualidade e valuation, com aproximadamente 32,6% da carteira em consumo cíclico e 26,8% em serviços financeiros. As maiores posições incluíam XP, Suzano, BB Seguridade, Itaúsa, Porto Seguro, Cyrela, Isa Energia, Inter, Cury e Hypera.
O bloco imobiliário e de construção forneceu alguns dos principais contrapesos positivos. Cyrela encerrou a sexta-feira com alta de 3,86%, enquanto Cury também ganhou 3,86%. Hypera avançou 0,89% e Allos subiu 2,05%.
A pressão veio de posições como Itaúsa e Suzano, além da volatilidade das empresas financeiras. A diversificação entre consumo cíclico, finanças, utilities, imóveis e indústria evitou que a correção ficasse concentrada em um único setor, mantendo o resultado próximo ao do índice amplo.
HIGH11 (Nu Asset): -1,30%
O HIGH11 caiu 1,30%. O ETF acompanha o Ibov Smart High Beta, formado pelas ações de maior sensibilidade às oscilações do Ibovespa. Consumo cíclico representava 49,1% da carteira, seguido por bens industriais, petróleo e combustíveis, setor financeiro, materiais básicos e saúde.
A carteira incluía Magazine Luiza, Vamos, C&A, Assaí, CSN, Cosan, Yduqs, Cogna, Hapvida, B3, Lojas Renner, MRV, Localiza, Cyrela, BTG Pactual e CSN Mineração. Durante a semana, Yduqs avançou 6,66% e Vamos ganhou 5,20%, enquanto Vibra, também presente no portfólio, subiu 5,73%.
Esses ganhos foram insuficientes para neutralizar as quedas de 17,86% da CSN Mineração e de 13,06% da CSN. A sexta-feira ainda trouxe perdas de 3,68% para MRV e de 2,82% para Hapvida. Como a estratégia seleciona ações de beta elevado, a redução do apetite por risco ampliou a oscilação da carteira e levou o HIGH11 a um desempenho inferior ao Ibovespa.
DIVO11 (Itaú Asset): -1,34%
O DIVO11 recuou 1,34%. O fundo acompanha o Índice Dividendos da B3 e reunia posições relevantes em Itaúsa, Petrobras PN e ON, BB Seguridade, Copel, Bradesco, Itaú, Vibra, Banco do Brasil, Vale, Cemig e Copasa.
A carteira apresentou forte dispersão. Banco do Brasil, Copasa e empresas ligadas a seguros e infraestrutura ofereceram suporte, enquanto Itaúsa, Itaú, Bradesco, Vale, Cemig e as duas classes da Petrobras encerraram a sexta-feira em queda.
A estrutura do índice também manteve exposição a CSN Mineração e Bradespar, diretamente afetadas pela pressão sobre os materiais básicos. A queda combinada de financeiras, petróleo e mineração superou o desempenho positivo de parte das utilities e empresas imobiliárias, levando o DIVO11 a perder mais que o Ibovespa.
BVBR11 (Investo): -1,64%
O BVBR11 caiu 1,64%. O ETF replica o Índice Constância Fatores Defensividade, que combina qualidade, valor, baixa volatilidade e histórico de dividendos. Apesar da proposta defensiva, a carteira mantinha posições concentradas em Vale, Petrobras PN, Itaú, Bradesco, Itaúsa e Petrobras ON.
Vale representava 15,3% e as duas classes da Petrobras somavam aproximadamente 19%. O setor financeiro respondia por 31,8%, enquanto materiais e energia representavam 19,2% e 19,1%, respectivamente. Esses três blocos concentravam cerca de 70% da carteira.
Essa concentração deixou o fundo exposto às perdas de mineração, petróleo e bancos. A pressão sobre Vale e as quedas de Petrobras, Itaú e Bradesco no encerramento da semana limitaram a proteção oferecida pelas utilities e explicam por que o BVBR11 ficou abaixo das estratégias mais equilibradas de baixa volatilidade e qualidade.
NSDV11 (Nu Asset): -2,22%
O NSDV11 apresentou a maior queda do grupo, com recuo de 2,22%. A carteira concentrava 34,5% em utilities, 28,7% no setor financeiro e 14,8% em materiais básicos. As principais posições eram Cemig, Banco do Brasil, Taesa, Bradesco, CPFL, Itaúsa, Copel, Petrobras PN, BB Seguridade, Copasa, CSN Mineração, Isa Energia, Caixa Seguridade, Vale e Bradespar.
Taesa, Banco do Brasil, CPFL e Copasa forneceram contribuições positivas, mas o bloco de materiais básicos exerceu pressão desproporcional. CSN Mineração, com 5,22% da carteira, caiu 17,86% na semana, enquanto Vale, Bradespar e outras empresas de mineração também foram afetadas pela deterioração das expectativas para a demanda chinesa de aço.
A carteira ainda sofreu com a fraqueza de Bradesco, Itaúsa, Cemig, Copel e Petrobras no fim do período. O peso elevado em pagadoras de dividendos não impediu o resultado negativo porque as maiores pressões ficaram justamente nos três blocos dominantes do portfólio: materiais básicos, instituições financeiras e parte das utilities.
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