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HIGH11 lidera ETFs em pregão favorável a ações cíclicas e sensíveis aos juros

high11-nu-asset-maiores-altas-etf-21-setembro-2026

Créditos: Magnific

Queda do petróleo favorece ações domésticas

O Ibovespa iniciou a semana com alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos. Dos 76 componentes do índice, 50 avançaram e 22 registraram ganhos superiores a 2,5%, mostrando que a recuperação foi mais disseminada do que a variação do índice sugeriu.

A queda de 3,4% do petróleo Brent, para US$ 100,34 por barril, reduziu parte das preocupações com a inflação global. Os juros futuros também recuaram, favorecendo varejistas, construtoras, utilities, bancos e outras empresas sensíveis ao custo de capital.

O avanço do índice amplo foi limitado pelas perdas de empresas de grande peso. Vale caiu 1,12%, enquanto as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras recuaram 0,99% e 1,03%. Em sentido contrário, Hapvida subiu 8,05%, C&A ganhou 6,60% e CSN avançou 6,50%.

Os bancos também contribuíram para o pregão. BTG Pactual subiu 3,42%, Itaú Unibanco avançou 1,77%, Santander Brasil ganhou 1,53% e Bradesco PN valorizou 0,94%. Banco do Brasil foi a exceção entre as maiores instituições, com queda de 0,91%.

HIGH11 (Nu Asset): +2,94%

O HIGH11 liderou o ranking com alta de 2,94%. O ETF acompanha o Ibov Smart High Beta, índice formado por ações com maior sensibilidade às oscilações do Ibovespa. A estratégia tende a ampliar os movimentos de um pregão de alta, especialmente quando a valorização alcança empresas cíclicas e de maior volatilidade.

A carteira mantinha exposição a consumo, saúde, construção, educação, indústria e materiais básicos. Hapvida ganhou 8,05%, C&A subiu 6,60% e CSN avançou 6,50%. MRV e Cyrela também apresentaram altas expressivas durante o pregão, acompanhando a queda dos juros futuros.

O resultado de 2,94%, quase quatro vezes a alta do BOVA11, refletiu o perfil do fator. A combinação entre amplitude positiva e valorização mais intensa das ações de alto beta colocou o HIGH11 isolado na liderança.

UTLL11 (Investo): +1,61%

O UTLL11 avançou 1,61%. O ETF concentra sua exposição em empresas de energia elétrica, saneamento e outros serviços de utilidade pública, setor que responde de forma relevante às mudanças nas expectativas para os juros.

A queda do petróleo reduziu a pressão inflacionária e contribuiu para o recuo das taxas futuras. Como as utilities possuem operações intensivas em capital e fluxos de caixa de longo prazo, a redução nas taxas de desconto favoreceu a precificação dessas empresas.

O fundo também se beneficiou da amplitude positiva entre companhias reguladas. O resultado ficou acima do BOVA11 porque o UTLL11 não carregava o mesmo peso de Vale e Petrobras, que limitaram o índice amplo.

EWBZ11 (BlackRock): +1,60%

O EWBZ11 subiu 1,60%. O ETF acompanha o Índice Bovespa BR+ Equal Weight, que distribui pesos iguais entre ações, units e BDRs elegíveis de empresas brasileiras. A metodologia reduz a concentração nas maiores companhias da Bolsa.

Essa estrutura foi especialmente favorável em um pregão no qual 50 ações do Ibovespa avançaram, mas duas das maiores empresas do mercado ficaram no campo negativo. A ponderação igualitária diminuiu a influência das quedas de Vale e Petrobras e ampliou a contribuição de ações como Hapvida, C&A, CSN, MRV e Cyrela.

A carteira também incluía empresas brasileiras negociadas por BDRs e mantinha posições próximas entre si. O desenho permitiu ao EWBZ11 capturar melhor a amplitude da recuperação e superar em 0,79 ponto percentual o BOVA11.

BNKS11 (Investo): +1,54%

O BNKS11 ganhou 1,54%, acompanhando a valorização dos bancos privados. A concentração integral no setor tornou o ETF particularmente sensível ao avanço das principais instituições financeiras.

BTG Pactual subiu 3,42%, Itaú Unibanco ganhou 1,77%, Santander Brasil avançou 1,53% e Bradesco PN valorizou 0,94%. Esses movimentos compensaram a queda de 0,91% do Banco do Brasil.

O resultado mostra que a alta do setor não foi uniforme, mas atingiu quatro das cinco maiores posições do fundo. A forte valorização do BTG Pactual teve impacto especialmente relevante por seu peso elevado na carteira.

FIND11 (Itaú Asset): +1,53%

O FIND11 avançou 1,53%, praticamente igualando o BNKS11. O ETF acompanha o índice financeiro da B3 e combina bancos, seguradoras, holdings e a própria operadora da Bolsa.

Além das altas dos bancos privados, a ação da B3 avançou mais de 3% e esteve entre os papéis mais negociados do pregão. Essa posição ampliou a contribuição positiva da carteira financeira.

A diversificação também trouxe contrapesos. Banco do Brasil caiu 0,91%, enquanto BB Seguridade recuou 2,55%. A valorização de B3, BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander Brasil e Bradesco foi suficiente para manter o fundo entre os cinco primeiros.

SMAC11 (Itaú Asset): +1,41%

O SMAC11 subiu 1,41%, superando o BOVA11 em 0,60 ponto percentual. O ETF acompanha uma carteira de small caps, empresas geralmente mais dependentes do crédito, da atividade doméstica e do custo de capital.

A queda dos juros futuros favoreceu varejistas e construtoras, grupos relevantes no universo de empresas menores. C&A ganhou 6,60%, enquanto MRV e Cyrela apresentaram altas expressivas durante o pregão.

O maior apetite por risco também favoreceu empresas de menor capitalização. A alta de 1,41% refletiu uma recuperação mais intensa das ações domésticas e sensíveis aos juros do que das grandes companhias exportadoras presentes no Ibovespa.

CORN11 (BB Asset): +1,21%

O CORN11 avançou 1,21%, acompanhando a valorização dos contratos de milho negociados na B3. O ETF responde à curva futura brasileira, e não diretamente ao preço do cereal em Chicago.

O contrato para janeiro de 2027 encerrou o dia a R$ 80,76 por saca de 60 quilos, com alta de 0,82%. O vencimento de março avançou 0,27%, para R$ 82,17, enquanto os contratos mais longos tiveram variações menores.

O Indicador do Milho Esalq/B3 também subiu 0,48%, de R$ 69,29 para R$ 69,62 por saca. O movimento positivo no mercado físico e nos primeiros vencimentos ajudou a explicar o avanço do ETF.

AGRI11 (BB Asset): +1,16%

O AGRI11 ganhou 1,16%. O ETF replica o IAGRO-FFS B3, índice composto por mais de 30 empresas distribuídas pelas etapas de produção, insumos, agroindústria, logística e serviços do agronegócio.

A metodologia atribui pesos setoriais distintos. O setor primário recebe peso quatro, insumos recebem peso três, agroindústria recebe peso dois e agrosserviços recebem peso um. Essa estrutura permite que o ETF combine produtores rurais, frigoríficos, fabricantes de insumos e prestadores de serviços.

No pregão, a valorização do milho doméstico ofereceu suporte ao setor, enquanto a alta disseminada da Bolsa favoreceu parte das empresas da cadeia. A diversificação limitou tanto os ganhos dos melhores componentes quanto as perdas dos nomes pressionados por petróleo, câmbio ou outras commodities.

CAPE11 (BlackRock): +1,04%

O CAPE11 avançou 1,04%. O fundo acompanha o Índice Bovespa BR+ Cap 5%, que limita a participação de cada emissor a 5% e inclui BDRs elegíveis de empresas brasileiras listadas no exterior.

O limite de concentração diminuiu a influência de Vale e Petrobras, que recuaram no pregão. Ao mesmo tempo, preservou posições relevantes em bancos, utilities, industriais, saúde e consumo, setores beneficiados pela alta mais ampla do mercado.

A carteira tem 85 ativos e rebalanceamento quadrimestral. A metodologia ficou entre os pesos iguais do EWBZ11 e a concentração por valor de mercado do BOVA11, ajudando a explicar o retorno intermediário de 1,04%.

BOVA11 (BlackRock): +0,81%

O BOVA11 avançou 0,81%, encerrando o Top 10. O retorno ficou próximo da alta de 0,74% do Ibovespa, cuja recuperação foi sustentada por bancos, varejistas, empresas de saúde e companhias sensíveis aos juros.

A concentração nas maiores empresas limitou o desempenho. Vale caiu 1,12%, mesmo com leve alta do minério de ferro, enquanto Petrobras ON e PN recuaram 0,99% e 1,03%, acompanhando a queda do petróleo.

Em sentido contrário, B3, BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander Brasil, Hapvida e C&A forneceram as principais contribuições positivas. O saldo levou o ETF ao campo positivo, mas abaixo das estratégias de alto beta, pesos iguais, small caps, utilities e bancos.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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