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Os ETFs ligados à tecnologia americana dominaram os ganhos do recorte ontem, 3 de setembro. QQQQ11 avançou 1,78%, USTK11 ganhou 1,61% e UTEC11 subiu 1,46%. TECK11 e NASD11 também superaram 1%, enquanto CHIP11 teve alta de 0,32%. TECX11 foi o único produto no campo negativo, com recuo de 0,18%.
A valorização acompanhou a recuperação de Wall Street. O Nasdaq subiu 1,40%, o S&P 500 avançou 1,06% e o Dow Jones ganhou 1,16%. O setor de tecnologia valorizou 1,25%, beneficiado pelo alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e pela redução da pressão sobre empresas mais sensíveis às taxas de juros.
Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, afirmou que poderia defender a manutenção dos juros caso os próximos indicadores confirmassem a desaceleração da inflação. Após a declaração, a probabilidade de alta das taxas na reunião de setembro caiu de 63,2% para 50,4%.
Os indicadores de trabalho também contribuíram para essa reavaliação. As divulgações do mercado de trabalho privado e de vagas abertas ficaram abaixo das expectativas antes do payroll, reduzindo parte do receio de um novo aperto monetário.
O ambiente corporativo acrescentou catalisadores específicos. Nvidia avançou 1,78% após anunciar a aquisição da plataforma de inteligência artificial Hugging Face por aproximadamente US$ 13 bilhões. Snowflake saltou mais de 16% depois de divulgar resultados superiores às expectativas no segundo trimestre de 2026.
QQQQ11 (Buena Vista): +1,78%
O QQQQ11 liderou o grupo com retorno de 1,78%. O ETF utiliza o Nasdaq-100 como referência e adota uma abordagem de maior beta, ampliando sua sensibilidade às oscilações das grandes empresas americanas de tecnologia e crescimento.
O Nasdaq avançou 1,40%, superando o S&P 500 e o Dow Jones. A redução dos rendimentos dos Treasuries favoreceu as ações de crescimento, cujas avaliações dependem em maior grau do valor presente de resultados projetados para períodos futuros.
O perfil de maior beta permitiu ao QQQQ11 capturar o movimento com intensidade superior à do NASD11, que oferece exposição mais direta ao Nasdaq-100. A diferença entre os dois ETFs chegou a 0,53 ponto percentual.
A estrutura também ampliou sua participação nos catalisadores corporativos do setor. A valorização da Nvidia e a forte alta da Snowflake fortaleceram o ambiente para empresas ligadas à inteligência artificial, computação em nuvem e infraestrutura digital.
USTK11 (Investo): +1,61% e UTEC11 (XP Asset): +1,46%
USTK11 e UTEC11 oferecem exposição ampla à tecnologia americana e responderam ao mesmo movimento de valorização setorial. A diferença entre os retornos foi de apenas 0,15 ponto percentual.
O setor de tecnologia americano ganhou 1,25% no pregão. A queda dos rendimentos dos Treasuries reduziu a pressão sobre os múltiplos das empresas de crescimento, enquanto as declarações de Christopher Waller diminuíram as expectativas de elevação dos juros em setembro.
A Nvidia acrescentou um vetor corporativo à sessão. A aquisição da Hugging Face reforçou o posicionamento da companhia na cadeia de inteligência artificial, que inclui chips, plataformas de desenvolvimento e infraestrutura computacional. As ações da fabricante avançaram 1,78%.
TECK11 (Itaú Asset): +1,30%
O TECK11 avançou 1,30%. O ETF acompanha uma carteira concentrada em grandes empresas associadas à tecnologia disruptiva, plataformas digitais, comércio eletrônico, serviços de internet e outros negócios de crescimento.
A estratégia foi favorecida pelo avanço do Nasdaq e pelo alívio nas taxas dos Treasuries. O recuo dos rendimentos diminuiu a taxa utilizada para descontar os resultados futuros das companhias, apoiando empresas com maior parcela de valor vinculada ao crescimento de longo prazo.
A alta também ganhou suporte dos segmentos de inteligência artificial e computação em nuvem. Nvidia encerrou a sessão com valorização de 1,78%, enquanto Snowflake avançou mais de 16% após apresentar resultados acima das expectativas.
O TECK11 ficou abaixo de USTK11 e UTEC11, mas superou o NASD11. A concentração em um grupo específico de grandes empresas de tecnologia produziu um retorno diferente do comportamento dos índices tecnológicos mais amplos.
NASD11 (XP Asset): +1,25%
O NASD11 ganhou 1,25%, acompanhando a valorização das maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq. O ETF oferece uma exposição mais direta ao Nasdaq-100 do que a estratégia de maior beta do QQQQ11.
O Nasdaq avançou 1,40% e encerrou a sessão aos 26.584,06 pontos. O índice liderou os ganhos entre as principais referências de Wall Street, apoiado pela queda dos rendimentos dos títulos públicos e pela valorização das empresas de tecnologia.
A diferença entre a alta do índice americano e o retorno do NASD11 refletiu a variação cambial, a janela de apuração e a dinâmica de negociação da cota na B3.
O desempenho inferior ao QQQQ11 também evidencia o efeito da metodologia. Enquanto o NASD11 oferece uma exposição mais ampla ao índice, o QQQQ11 enfatiza ações com maior sensibilidade, ampliando a participação nos movimentos positivos do mercado.
CHIP11 (Investo): +0,32%
O CHIP11 avançou 0,32%, com desempenho positivo, mas inferior ao dos ETFs de tecnologia ampla e do Nasdaq-100. O produto concentra a carteira em empresas americanas ligadas à fabricação, ao desenvolvimento e à distribuição de semicondutores.
O Nasdaq US Smart Semiconductor Index registrou variação de 0,24% na sessão, em linha com o avanço moderado do ETF. O índice seleciona companhias do setor a partir de fatores de volatilidade, valor e crescimento, aplicando uma ponderação multifatorial.
A Nvidia avançou 1,78%, mas a valorização da companhia não se estendeu de maneira uniforme a todos os fabricantes, desenvolvedores e fornecedores da indústria. A dispersão dentro do setor limitou a participação do CHIP11 no rali mais amplo da tecnologia.
O desempenho moderado ocorreu em um cenário estrutural de expansão para a indústria. A receita global de semicondutores está projetada em US$ 1,6 trilhão em 2026, impulsionada pelos investimentos em inteligência artificial, data centers e componentes de memória.
O CHIP11 acumulava 41,29% no ano e 79,48% em 12 meses. Esses retornos, muito superiores aos dos demais produtos do recorte, mostram a intensidade da valorização já registrada pelas empresas do setor antes do pregão.
TECX11 (Bradesco Asset): -0,18%
O TECX11 recuou 0,18% e foi o único ETF do grupo no campo negativo. O fundo oferece exposição ao ChiNext, segmento de Shenzhen voltado a empresas chinesas de inovação e crescimento.
O mercado chinês teve uma sessão mais fraca. O índice de Xangai caiu 0,30%, o Shenzhen Component recuou 0,79% e o CSI 1000 perdeu 1,21%. O desempenho contrastou com a valorização das empresas de tecnologia nos Estados Unidos.
A diferença mostra que o movimento positivo não foi global. Nos Estados Unidos, o alívio nos Treasuries e a redução das apostas em uma alta de juros impulsionaram as companhias de crescimento. Na China, as empresas de menor capitalização e os segmentos de inovação permaneceram pressionados.
Os fundamentos corporativos do setor tecnológico chinês apresentaram expansão no primeiro semestre. As companhias do ChiNext registraram crescimento de 22,3% da receita e de 32,7% do lucro, com destaque para semicondutores, infraestrutura de inteligência artificial, biotecnologia e equipamentos avançados. A melhora dos resultados corporativos não impediu a correção diária do mercado.
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