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Commodities brasileiras e metais preciosos avançam ontem

Créditos: iStock

 

Os ETFs de commodities, metais preciosos e recursos naturais apresentaram resultados distintos no pregão de 2 de setembro. O CMDB11 liderou com alta de 2,72%, enquanto os fundos de ouro e prata também encerraram a sessão no campo positivo. PIPE11, RARA11 e DOLB11 recuaram.

O mercado brasileiro avançou com força. O Ibovespa subiu 3,05%, aos 185.205 pontos, em uma sessão de redução do prêmio de risco doméstico. Vale ganhou 3,19%, Petrobras PN avançou 2,84% e Braskem subiu 15,09%, favorecendo as carteiras ligadas a mineração, petróleo e materiais básicos.

No mercado internacional, o petróleo permaneceu próximo das máximas recentes diante das tensões entre Estados Unidos e Irã. O Brent avançou pouco mais de 1% e se aproximou de US$ 96 por barril, reforçando o suporte às produtoras brasileiras de petróleo.

O ouro também se recuperou. Os contratos futuros com entrega para setembro subiram 0,42%, para US$ 4.366,30 por onça-troy, apoiados pelo recuo das taxas curtas dos Treasuries e pela moderação do dólar no exterior. A incerteza geopolítica acrescentou demanda defensiva, enquanto a perspectiva de juros americanos mais elevados limitou o avanço.

No Brasil, o dólar comercial caiu 0,91%, para R$ 5,1065. A valorização do real pressionou o DOLB11 e reduziu parte do retorno das exposições internacionais quando convertido para a moeda brasileira.

CMDB11 (BTG Pactual): +2,72%

O CMDB11 liderou a relação com alta de 2,72%. O ETF reúne empresas brasileiras ligadas a petróleo, mineração, siderurgia, papel e celulose e outras cadeias de commodities.

O desempenho foi sustentado pelas principais ações de recursos naturais negociadas na B3. Vale avançou 3,19%, Petrobras PN ganhou 2,84% e Braskem subiu 15,09%. A combinação favoreceu os blocos de mineração, energia e petroquímica presentes na estratégia.

Petrobras recebeu apoio adicional do petróleo próximo de US$ 96 por barril. A permanência das tensões no Oriente Médio manteve elevados os riscos para a oferta e o transporte da commodity.

A alta simultânea de Vale, Petrobras e Braskem permitiu ao CMDB11 capturar diferentes vetores positivos dentro do universo de commodities.

OURO11 (Bradesco Asset): +1,44%

O OURO11 avançou 1,44%, registrando o melhor desempenho entre os ETFs de metais preciosos da seleção. O produto oferece exposição ao ouro negociado em reais.

O metal se recuperou após três sessões de ajustes de posições. Os contratos futuros de ouro subiram 0,42%, apoiados pela queda dos rendimentos curtos dos Treasuries e pela moderação do dólar no mercado internacional.

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã também sustentou a procura por proteção. Ao mesmo tempo, o petróleo mais caro preservou as preocupações inflacionárias e limitou uma recuperação mais ampla, diante da perspectiva de juros americanos elevados.

A diferença entre o retorno do OURO11 e a variação dos contratos futuros refletiu a janela de apuração e a dinâmica de negociação da cota na B3.

SLVR11 (XP Asset): +0,91%

O SLVR11 subiu 0,91%. O ETF acompanha o mercado internacional de prata e combina a característica defensiva dos metais preciosos com a exposição industrial do ativo.

A prata avançou no mercado internacional e acompanhou a recuperação do ouro. A moderação do dólar no exterior e a procura por proteção em meio às tensões geopolíticas favoreceram o movimento.

Além de ativo financeiro, a prata é utilizada em energia solar, eletrônicos, veículos elétricos e outras aplicações industriais. Por isso, sua cotação responde tanto à demanda defensiva quanto às expectativas para a atividade econômica.

O SLVR11 superou o PRAF11, embora os dois produtos estejam ligados ao mesmo metal. Referências de preço, horários de apuração e negociação das cotas produziram retornos diferentes na B3.

PRAF11 (Galápagos): +0,50%

O PRAF11 avançou 0,50%. O ETF oferece exposição à prata física e acompanhou a valorização internacional do metal.

A prata recebeu suporte da recuperação dos metais preciosos, da moderação do dólar no exterior e da procura por proteção. Sua demanda industrial também continua relevante para setores ligados à eletrificação e à infraestrutura tecnológica.

O retorno ficou abaixo do SLVR11. A diferença refletiu as estruturas de acompanhamento, as referências de preços e as janelas de apuração utilizadas pelos dois produtos.

GOLD11 (XP Asset): +0,48%

O GOLD11 avançou 0,48%, acompanhando a recuperação do ouro após as perdas das sessões anteriores. O fundo oferece exposição ao metal no mercado internacional, com influência da conversão para reais.

Os futuros de ouro subiram 0,42%, para US$ 4.366,30 por onça-troy. O recuo das taxas curtas dos Treasuries e a moderação do dólar no exterior deram suporte ao metal, enquanto as tensões geopolíticas preservaram a demanda por proteção.

A queda de 0,91% do dólar frente ao real limitou o resultado da exposição internacional. Esse efeito cambial ajuda a explicar o desempenho inferior ao do OURO11.

PIPE11 (Buena Vista): -0,65%

O PIPE11 recuou 0,65%. O ETF acompanha uma estratégia de infraestrutura energética com geração de renda, oferecendo exposição a empresas responsáveis pelo transporte, armazenamento e processamento de energia.

A alta do petróleo beneficiou diretamente as produtoras da commodity, mas não provocou valorização uniforme em toda a cadeia energética. Empresas de infraestrutura possuem receitas, contratos e sensibilidades diferentes das companhias de exploração e produção.

A exposição internacional também sofreu com a valorização do real. A queda do dólar reduziu o valor, em reais, dos ativos estrangeiros mantidos pela estratégia.

Esse perfil explica o contraste com o CMDB11, cuja carteira possui participação direta em produtoras brasileiras beneficiadas pelo petróleo e pela alta da B3.

RARA11 (Investo): -0,85%

O RARA11 caiu 0,85%. O ETF investe em empresas internacionais de mineração, processamento e produção de terras raras e metais estratégicos.

A carteira distribui sua exposição entre companhias dos Estados Unidos, China, Austrália e outros mercados. O desempenho diário depende das ações das empresas do portfólio, e não apenas dos preços dos minerais.

A fraqueza das bolsas asiáticas pressionou parte dessa exposição. Ao mesmo tempo, a valorização do real reduziu o retorno dos ativos internacionais quando convertidos para a moeda brasileira.

A combinação entre mercados externos mais fracos e efeito cambial negativo levou o RARA11 ao campo negativo.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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