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Materiais básicos puxam ETFs brasileiros, enquanto bancos e utilities recuam

Créditos: iStock

 

O Ibovespa avançou 0,31%, na sétima alta consecutiva, sustentado por Petrobras e siderúrgicas. O petróleo Brent subiu 1,82%, elevando as ações da Petrobras em torno de 3%. Gerdau e Metalúrgica Gerdau também ficaram entre as maiores altas da bolsa.

O movimento não foi uniforme. Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual recuaram cerca de 1%, limitando os ETFs financeiros. Entre as utilities, CPFL Energia caiu 0,61% e Cemig perdeu 0,95%.

 

Fonte: DEX PRO. Dados de 27 de agosto

MATB11: +1,95%

O MATB11, do Itaú, liderou os ganhos. O ETF acompanha o índice de materiais básicos e tem Gerdau, Suzano, Vale, Klabin, CSN Mineração e Metalúrgica Gerdau entre suas maiores posições.

Gerdau avançou 4,76% e Metalúrgica Gerdau ganhou 5,13%, enquanto Vale terminou no campo positivo. Como as três companhias representam parcela relevante da carteira, o desempenho de siderurgia e mineração sustentou diretamente a alta do fundo.

CMDB11: +1,60%

O CMDB11, do BTG Pactual, reúne produtoras brasileiras de petróleo, mineração, siderurgia, papel e celulose e alimentos. Vale, PRIO, Petrobras, Gerdau, Suzano e Klabin estão entre suas principais posições.

A alta do petróleo foi o principal impulso. Petrobras ganhou cerca de 3% com a valorização do Brent e notícias corporativas, incluindo o resgate antecipado de aproximadamente US$ 1 bilhão em títulos e o lançamento de embarcações que ampliarão a produção no campo de Búzios. O avanço de Gerdau e Vale reforçou a parcela de materiais básicos.

BXPO11: +0,87%

O BXPO11, da Investo, seleciona empresas brasileiras com exposição relevante a receitas internacionais.

O fundo foi favorecido pela valorização de exportadoras e produtoras de commodities, além da alta de 0,21% do dólar, para R$ 5,1641. O avanço da moeda americana aumenta o valor, em reais, das receitas obtidas no exterior.

BCIC11: +0,49%

O BCIC11, da Bradesco Asset, acompanha empresas brasileiras de setores cíclicos.

A alta foi sustentada por Petrobras, Gerdau e Metalúrgica Gerdau. A C&A também avançou após anunciar um plano de expansão, compensando a fraqueza de outros papéis sensíveis à atividade doméstica.

BOVA11: +0,34%

O BOVA11, da BlackRock, acompanhou a alta do Ibovespa. Petrobras foi a principal contribuição positiva, apoiada pelo avanço do petróleo, enquanto Vale e as siderúrgicas também sustentaram o índice.

A valorização foi limitada pela queda dos bancos privados. Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual recuaram cerca de 1%, impedindo um avanço mais amplo da carteira.

DOLB11: +0,25%

O DOLB11, do BTG Pactual, acompanha uma referência cambial ligada ao dólar.

A moeda americana avançou 0,21%, para R$ 5,1641, acompanhando seu fortalecimento diante de outras divisas emergentes. Dois leilões cambiais do Banco Central ajudaram a manter a oscilação contida.

BNKS11: -0,23%

O BNKS11, da Investo, concentra sua exposição nos bancos listados na B3.

A queda refletiu o desempenho negativo de Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual. Banco do Brasil avançou e Bradesco registrou leve alta, mas esses ganhos não compensaram integralmente as perdas dos demais componentes.

FIND11: -0,25%

O FIND11, do Itaú, acompanha o setor financeiro, incluindo bancos, seguradoras e empresas de serviços financeiros.

A pressão sobre Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual prevaleceu sobre a valorização do Banco do Brasil. A composição mais ampla limitou a queda, mas não foi suficiente para levar o ETF ao campo positivo.

BTER11: -0,40%

O BTER11, da Investo, utiliza critérios de qualidade para selecionar ações brasileiras.

O desempenho foi limitado pela queda de companhias financeiras e empresas com receitas mais defensivas. Como a alta da bolsa ficou concentrada em petróleo e siderurgia, a estratégia não capturou integralmente os principais vetores positivos da sessão.

BDEF11: -0,48%

O BDEF11, da Bradesco Asset, acompanha setores defensivos do mercado brasileiro.

A queda de CPFL Energia, Cemig, Porto Seguro e Vivara pressionou segmentos normalmente associados à previsibilidade de receitas. A valorização das companhias cíclicas teve peso insuficiente para compensar essas perdas.

UTLL11: -0,58%

O UTLL11, da Investo, apresentou a maior queda. O ETF acompanha empresas de energia elétrica, saneamento e gás, com Axia Energia, Sabesp, Eneva, Equatorial, Copel, Copasa e Cemig entre suas principais posições.

Cemig caiu 0,95%, CPFL Energia recuou 0,61% e Equatorial perdeu 0,14%. A queda simultânea de diferentes componentes afastou o fundo do movimento positivo do Ibovespa, sustentado principalmente por Petrobras e siderúrgicas.

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