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Os ETFs fatoriais de ações brasileiras acompanharam a valorização ampla da Bolsa. AUVP11 avançou 1,60%, HIGH11 ganhou 1,49% e DIVO11 subiu 1,45%. BVBR11, BMMT11, LVOL11 e NSDV11 também superaram 1%, enquanto QLBR11 encerrou o pregão com alta de 0,58%.
O Ibovespa ganhou 1,20%, aos 187.367 pontos, depois de alcançar 189.488 pontos na máxima. Apenas 11 dos 76 componentes terminaram no campo negativo. O dólar caiu 0,86%, para cerca de R$ 5,09, e os juros futuros recuaram ao longo da curva.
A valorização foi sustentada pelo avanço das blue chips e pela redução do prêmio de risco doméstico. Vale subia 2,15% durante a sessão, enquanto PETR4 avançava 1,63% e PETR3, 1,46%. Entre os bancos, Itaú ganhava 2,39%, Banco do Brasil subia 1,69% e Bradesco avançava 1,68%.
O petróleo acrescentou outro vetor de alta. O Brent fechou com ganho de 0,95%, a US$ 97,92, depois de atingir US$ 99,45. O WTI avançou 1,69%, para US$ 93,03, com o aumento dos riscos de oferta no Oriente Médio.
AUVP11 (BTG Asset): +1,60%
O AUVP11 liderou com uma carteira concentrada nos dois principais vetores do pregão: petróleo e bancos. PETR4 representava 14,73% do portfólio e PETR3, 12,98%, totalizando 27,71%. Itaú era a maior posição individual, com 15,69%, enquanto Bradesco, B3, Itaúsa e BTG Pactual ampliavam a exposição financeira.
Durante a sessão, PETR4 avançava 1,63% e PETR3 subia 1,46%, acompanhando o Brent próximo de US$ 98. Itaú ganhava 2,39% e Bradesco avançava 1,68%. O desempenho simultâneo das maiores posições explica por que o AUVP11 superou as estratégias de dividendos, defensividade e baixa volatilidade.
WEG, Ambev e Sabesp completavam o núcleo da carteira, mas a liderança foi determinada principalmente pelo peso elevado de Petrobras e das instituições financeiras. O ETF acumula alta de 10,55% no mês, 14,96% no ano e 29,38% em 12 meses.
HIGH11 (Nu Asset): +1,49%
O HIGH11 ficou em segundo lugar ao capturar a reação das ações de maior beta. Magazine Luiza avançava 4,84%, CSN subia 4,56% e Lojas Renner ganhava 3,88% durante a sessão, acima da alta de 1,20% do Ibovespa.
A valorização dessas empresas refletiu a queda dos juros futuros e o aumento do apetite por ativos domésticos. O índice chegou a avançar 2,34% na máxima, ambiente favorável para ações com maior sensibilidade às oscilações do mercado.
O HIGH11 superou o LVOL11 em 0,39 ponto percentual e o NSDV11 em 0,44 ponto, evidenciando a vantagem do maior beta durante o pregão. O fundo avança 10,02% no mês, mas ainda recua 8,25% no ano e 11,90% em 12 meses.
DIVO11 (Itaú Asset): +1,45%
O DIVO11 recebeu contribuições de Petrobras, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, além de utilities como Copasa e Cemig. A carteira combinava petróleo, instituições financeiras e serviços essenciais, setores beneficiados pelos movimentos da sessão.
A alta de Petrobras acompanhou o avanço do Brent, enquanto os bancos responderam à redução do prêmio de risco e ao recuo dos juros futuros. Itaú avançava 2,39%, Bradesco subia 1,68% e Banco do Brasil ganhava 1,69%.
BB Seguridade, outra posição relevante da estratégia, estava próxima da estabilidade durante parte do pregão e limitou uma contribuição ainda maior do bloco financeiro. Mesmo assim, o DIVO11 ficou apenas 0,15 ponto percentual abaixo do líder.
O ETF acumula alta de 8,30% no mês, 15,23% no ano e 28,84% em 12 meses.
BVBR11 (Investo): +1,32%
A carteira do BVBR11 também estava posicionada nos principais vetores de alta. Vale representava 15,30%, PETR4 tinha peso de 14,60% e Itaú respondia por 11,48%. Bradesco, Itaúsa, PETR3, Axia Energia e Santander completavam uma exposição relevante a commodities, bancos e utilities.
Vale avançava 2,15%, enquanto Petrobras e os grandes bancos permaneciam no campo positivo. Serviços financeiros, materiais, energia e utilities somavam mais de 84% da carteira, permitindo que uma estratégia defensiva acompanhasse de perto os ETFs de maior beta e dividendos.
O retorno inferior ao do AUVP11 refletiu uma menor concentração conjunta em Petrobras e uma distribuição maior entre empresas defensivas. O BVBR11 acumula alta de 8,50% no mês e 14,75% no ano.
BMMT11 (Bradesco Asset): +1,17%
O BMMT11 acompanhou a continuidade da valorização das ações com melhor desempenho relativo. O pregão prolongou o movimento iniciado no fim de agosto, com avanço das blue chips, queda dos juros e alta disseminada entre empresas domésticas.
A força de Vale, Petrobras, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil sustentou o mercado amplo, enquanto Magazine Luiza, CSN e Lojas Renner ficaram entre as maiores altas. Essa combinação favoreceu uma estratégia baseada na persistência das tendências recentes.
O ETF ficou próximo do Ibovespa, mas abaixo das carteiras mais concentradas em petróleo, bancos ou maior beta. O BMMT11 acumula alta de 6,75% no mês, 11,21% no ano e 23,68% em 12 meses.
LVOL11 (Nu Asset): +1,10%
O LVOL11 avançou 1,10%, confirmando que o movimento não ficou restrito às ações mais voláteis. Com 65 dos 76 componentes do Ibovespa em alta, a amplitude do pregão permitiu que empresas de comportamento mais estável também acompanhassem a valorização.
A queda dos juros futuros favoreceu negócios com receitas recorrentes e fluxos de caixa de longo prazo. O retorno ficou apenas 0,10 ponto percentual abaixo do Ibovespa, mas 0,39 ponto abaixo do HIGH11, diferença compatível com a maior resposta das ações de elevado beta naquele pregão.
O LVOL11 acumula valorização de 7,27% no mês, 12,24% no ano e 28,90% em 12 meses.
NSDV11 (Nu Asset): +1,05%
O NSDV11 ganhou 1,05% com o avanço das ações associadas a bancos, energia e serviços essenciais. A queda dos juros apoiou empresas pagadoras de dividendos, enquanto a alta do petróleo favoreceu as produtoras presentes nesse universo.
O desempenho ficou 0,40 ponto percentual abaixo do DIVO11. A diferença mostra que as regras de seleção e ponderação produziram exposições distintas aos bancos e à Petrobras, grupos que estiveram entre os principais motores do pregão.
O NSDV11 acumula alta de 8,02% no mês, 12,34% no ano e 27,76% em 12 meses.
QLBR11 (BTG Asset): +0,58%
O QLBR11 terminou na última posição porque sua carteira tinha menor participação nas grandes ações de petróleo e mineração que lideraram a sessão. XP, Suzano, BB Seguridade, Itaúsa e Porto Seguro eram as cinco maiores posições, seguidas por Cyrela, ISA Energia, Inter, Cury e Hypera.
Cyrela, Cury, Inter e XP receberam suporte da queda dos juros e da valorização dos ativos domésticos. Itaúsa acrescentou exposição ao avanço do setor bancário, enquanto ISA Energia trouxe participação em utilities.
A carteira, porém, não tinha Petrobras ou Vale entre os maiores pesos. Além disso, BB Seguridade apresentou comportamento mais fraco que os principais bancos durante parte da sessão. Esses fatores limitaram o retorno diante de um pregão conduzido por petróleo, mineração e grandes instituições financeiras.
O QLBR11 acumula alta de 10,10% no mês e 6,31% no ano.
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