O mercado de commodities começou a semana com movimentos distintos entre metais preciosos, energia e recursos estratégicos. O ouro avançou, enquanto petróleo e ações ligadas a minerais críticos recuaram.
A procura pelo ouro foi sustentada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com a situação fiscal americana. As expectativas em torno da ampliação das recompras de Treasuries também continuaram favorecendo o metal.
O petróleo seguiu na direção oposta. O Brent caiu 2,3%, para US$ 90,54 por barril, enquanto o WTI recuou 2,2%, para US$ 85,15. A correção ocorreu após seis sessões consecutivas de valorização e pressionou empresas de energia e infraestrutura petrolífera.
Os fundos de prata também terminaram em queda, contrariando o movimento positivo registrado pelo metal no mercado internacional. A diferença cambial, os horários de referência e as características operacionais dos produtos podem afetar a correspondência entre a variação da commodity e o retorno das cotas.
OURO11 (Ouro sem variação cambial – Bradesco Asset): +1,26%
OURO11 liderou os ganhos, com valorização de 1,26%. O ETF busca acompanhar o preço do ouro convertido para reais.
O ouro avançou no mercado internacional e atingiu o maior nível desde maio. A procura pelo metal aumentou diante das tensões entre Estados Unidos e Irã, do desconforto com a posição fiscal americana e das expectativas relacionadas à atuação do Tesouro no mercado de títulos públicos.
O desempenho superior ao GOLD11 indica diferenças entre os índices de referência, os horários de apuração e a conversão cambial adotada pelos dois produtos.
GOLD11 (Ouro com variação cambial – XP Asset): +0,57%
GOLD11 avançou 0,57%. O ETF acompanha o preço internacional do ouro por meio de um fundo negociado no exterior e mantém exposição à variação cambial.
Na Comex, o contrato para dezembro encerrou em alta de 0,36%, a US$ 4.697,80 por onça-troy. Durante o pregão, o metal voltou a ultrapassar US$ 4,7 mil.
A valorização moderada do dólar comercial frente ao real também contribuiu para o retorno do fundo em moeda brasileira.
PIPE11 (Infraestrutura energética – Buena Vista): -0,17%
PIPE11 caiu 0,17%. O ETF oferece exposição a empresas internacionais de infraestrutura de energia e utiliza uma estratégia voltada à geração de renda.
O recuo do petróleo pressionou o setor. O Brent caiu para US$ 90,54 por barril, enquanto o WTI encerrou em US$ 85,15. Empresas ligadas a petróleo, gás, transporte e armazenamento de energia são sensíveis às mudanças nas perspectivas para a commodity.
PRAF11 (Prata com variação cambial – Galápagos): -0,84%
PRAF11 recuou 0,84%. O fundo oferece exposição ao preço da prata física.
O retorno contrastou com a alta observada na referência internacional da prata no pregão. A diferença não é explicada de forma conclusiva pelas informações disponíveis. Fatores como horário de fechamento, câmbio, custos e metodologia de precificação podem produzir retornos distintos, mas não há dados suficientes para atribuir o resultado a um componente específico.
Apesar da queda diária, o ETF acumulava valorização de 19,89% no mês.
SLVR11 (Prata com variação cambial – XP Asset): -0,87%
SLVR11 também acompanha o mercado internacional de prata e encerrou o pregão com queda de 0,87%.
Assim como no PRAF11, o resultado divergiu da referência internacional observada para o metal. As informações disponíveis não especificam qual componente provocou essa diferença.
O SLVR11 acumulava alta de 19,74% no mês, refletindo a valorização expressiva da prata nas semanas anteriores.
RARA11 (Terras Raras – Investo): -1,08%
RARA11 apresentou a maior queda, com recuo de 1,08%. O ETF oferece exposição a empresas internacionais envolvidas na produção e no processamento de terras raras e metais estratégicos.
As ações do setor recuaram no mercado americano. USA Rare Earth caiu 5%, MP Materials perdeu 4% e Critical Metals recuou 4%. O ETF americano VanEck Rare Earth and Strategic Metals cedeu aproximadamente 2%.
A correção ocorreu apesar do anúncio de US$ 1,55 bilhão em financiamento apoiado pelo governo americano para a aquisição da Serra Verde. O movimento atingiu diferentes empresas do segmento e pressionou o RARA11.
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