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Os ETFs internacionais negociados na B3 apresentaram resultados distintos no pregão de 2 de setembro. A principal diferença ocorreu entre as estratégias com proteção cambial, que avançaram, e os produtos expostos à oscilação do dólar, que encerraram a sessão no campo negativo.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 0,46%, para 7.666,60 pontos, e o Nasdaq avançou 0,45%, para 26.217,83 pontos. A recuperação ocorreu após duas sessões negativas, em um ambiente ainda marcado pelas tensões no Oriente Médio e pelos rendimentos elevados dos títulos públicos globais.
Os dados de emprego privado americano mostraram a criação de 38 mil vagas em agosto, abaixo das 47 mil esperadas. O rendimento do Treasury de dez anos recuou durante parte da sessão, depois de alcançar 4,814% na máxima do dia.
No Brasil, o dólar comercial caiu 0,91%, para R$ 5,1065. A valorização do real retirou retorno das exposições internacionais sem proteção cambial. O movimento explica por que o S&P 500 avançou nos Estados Unidos enquanto SPXI11, GPUS11 e IVVB11 recuaram na B3.

S&P 500 com proteção cambial
SPYR11 (Bradesco Asset): +0,56%
SPXR11 (Itaú Asset): +0,56%
SPBZ11 (BTG Asset): +0,55%
Os três ETFs acompanharam a recuperação do S&P 500 sem incorporar integralmente a queda do dólar frente ao real. A diferença entre o maior e o menor retorno foi de apenas 0,01 ponto percentual, confirmando o comportamento uniforme das estratégias.
O S&P 500 avançou 0,46%, com a valorização alcançando diferentes segmentos da Bolsa americana. A queda dos rendimentos dos Treasuries durante parte da sessão ajudou o mercado a se recuperar das perdas anteriores.
A proteção cambial foi determinante. Enquanto os produtos protegidos avançaram entre 0,55% e 0,56%, os ETFs tradicionais do S&P 500 com variação cambial recuaram entre 0,50% e 0,57%.
Os retornos próximos de SPYR11, SPXR11 e SPBZ11 mostram que o índice americano foi o principal fator comum. As diferenças residuais refletiram metodologia, custos e horários de apuração de cada produto.
Ações globais diversificadas
ACWI11 (XP Asset): -0,17%
GXUS11 (Galapagos): -0,31%
WRLD11 (Investo): -0,49%
GDIV11 (Buena Vista): -0,54%
VWRA11 (Investo): -0,60%
Os ETFs globais recuaram apesar da recuperação das bolsas americanas. A valorização do real pressionou as exposições internacionais, enquanto a fraqueza das ações asiáticas e europeias limitou a contribuição positiva dos Estados Unidos.
O ACWI11 apresentou a menor queda do grupo. A estratégia combina ações americanas com empresas de outros mercados desenvolvidos e emergentes. A valorização de Wall Street compensou parte do efeito negativo do câmbio e das perdas registradas fora dos Estados Unidos.
O GXUS11 exclui o mercado americano. Essa característica retirou da carteira a contribuição positiva do S&P 500 e do Nasdaq. As bolsas asiáticas enfrentaram uma sessão negativa, com quedas expressivas no Japão e na Coreia do Sul.
WRLD11 e VWRA11 oferecem exposição ampla ao mercado global, mas acompanham índices diferentes. As variações de universo, pesos regionais e janelas de cálculo produziram uma diferença de 0,11 ponto percentual entre os fundos.
O GDIV11 combina uma carteira internacional com uma estratégia de geração de renda. Essa estrutura altera sua participação nas oscilações das ações e diferencia o produto dos ETFs globais tradicionais. No pregão, seu retorno permaneceu dentro da faixa registrada pelo grupo.
S&P 500 com variação cambial
SPXI11 (Itaú Asset): -0,50%
GPUS11 (Investo): -0,50%
IVVB11 (BlackRock): -0,57%
SPYI11 (Buena Vista): -0,65%
SPXI11, GPUS11 e IVVB11 oferecem exposição ao S&P 500 com variação cambial. Os três produtos recuaram mesmo com a alta do índice americano porque a valorização do real superou a contribuição positiva das ações.
SPXI11 e GPUS11 tiveram retornos idênticos de 0,50% negativo. O IVVB11 caiu 0,57%, diferença de apenas 0,07 ponto percentual. A proximidade confirma que o movimento conjunto do S&P 500 e do câmbio foi o fator predominante.
O SPYI11 também mantém o mercado acionário americano como referência, mas incorpora uma estratégia de geração de renda. Essa construção modifica sua participação diária nas altas e quedas das ações, resultando em sensibilidade diferente da apresentada pelos ETFs que acompanham o índice de forma mais direta.
A comparação entre SPXR11 e SPXI11 resume o efeito cambial. Os dois ETFs são administrados pela Itaú Asset e acompanham o mercado de grandes empresas americanas. O SPXR11, com proteção cambial, avançou 0,56%. O SPXI11, com variação cambial, recuou 0,50%. A diferença foi de 1,06 ponto percentual.
Nasdaq-100 e estratégias associadas
QQQI11 (Buena Vista): -0,57%
QQQQ11 (Buena Vista): -0,71%
NASD11 (XP Asset): -0,77%
Os três ETFs compartilham o Nasdaq-100 como referência, mas adotam estruturas diferentes. O NASD11 oferece exposição mais direta ao índice com variação cambial, o QQQI11 combina a carteira com geração de renda e o QQQQ11 utiliza uma abordagem de maior beta.
O Nasdaq avançou 0,45% nos Estados Unidos. A queda de 0,91% do dólar frente ao real, porém, eliminou esse ganho na conversão para a moeda brasileira.
O QQQI11 apresentou a menor perda do grupo. A estratégia de renda modificou sua sensibilidade diária ao mercado de tecnologia e crescimento.
O QQQQ11 recuou 0,71%, refletindo seu perfil de maior beta. O NASD11 caiu 0,77%, com exposição mais direta ao Nasdaq-100 e à variação cambial.
A dispersão de 0,20 ponto percentual entre os três produtos mostra que ETFs ligados ao mesmo índice não necessariamente reproduzem o mesmo retorno. A estrutura de geração de renda, o nível de sensibilidade e as regras de cada estratégia influenciam o resultado diário.
DOLB11 (BTG Asset): -1,03%
O DOLB11 recuou 1,03% ao acompanhar a queda do dólar frente ao real. A moeda americana perdeu 0,91% e encerrou o pregão a R$ 5,1065.
O movimento ocorreu paralelamente à forte valorização dos ativos brasileiros. O Ibovespa avançou 3,05%, parte da curva de juros recuou e o real ganhou força, caracterizando uma redução do prêmio de risco doméstico.
A queda do DOLB11 sintetiza o principal fator de diferenciação entre os ETFs internacionais. As estratégias expostas ao câmbio sofreram com a valorização do real, enquanto os produtos protegidos preservaram a alta das ações americanas.
PKIN11 (Bradesco Asset): -1,23%
O PKIN11 apresentou a maior queda do recorte. O ETF acompanha o CSI 300, índice formado por grandes empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.
O CSI 300 caiu 1,38% em 2 de setembro. A queda ocorreu durante uma sessão negativa para os mercados asiáticos, pressionados pela alta do petróleo, pelos rendimentos elevados dos títulos públicos e pela redução do apetite por risco.
O desempenho do PKIN11 refletiu principalmente a fraqueza das ações chinesas. Nesse caso, a queda do mercado subjacente foi mais intensa do que a observada nas carteiras americanas e globais.
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