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O AGRI11 subiu 1,65% em 7 de outubro de 2026, em um pregão de ganhos em empresas de diferentes etapas do agronegócio. MBRF avançou 4,10%, São Martinho 3,00%, SLC Agrícola 2,31% e Suzano 1,10%. O conjunto ofereceu suporte à exposição do ETF, mesmo com perdas em companhias voltadas ao consumo doméstico, como Assaí e Ambev.
A sessão combinou recuperação de ações ligadas à economia brasileira com a valorização do dólar diante do real. O câmbio trouxe um vetor favorável à conversão de receitas internacionais de exportadores, enquanto as expectativas domésticas de atividade e custo de capital permaneceram no radar após o rali do início da semana.
AGRI11 (BB Asset): +1,65%
O fundo acompanha o IAGRO-FFS B3, que seleciona ações de empresas classificadas na cadeia do agronegócio. Na cesta recente, Cosan tinha 9,97%, Assaí 7,86%, Klabin 7,35%, Suzano 6,71%, Ambev 6,33% e Rumo 6,30%. A presença de alimentos, bebidas, celulose, energia e transporte mostra a abrangência econômica da estratégia.
As posições diretamente ligadas à produção e transformação também tinham participação relevante. MBRF representava 5,59%, SLC Agrícola 5,32%, Dexco 5,28%, São Martinho 4,50% e Minerva 2,79%. Na quarta-feira, todas essas ações subiram. Essa combinação permitiu que a valorização se espalhasse por proteínas, produção agrícola, açúcar e etanol e produtos de madeira, em vez de depender de um único elo da cadeia.
O AGRI11 acumula 11,66% na semana, 13,59% em um mês e 8,43% no ano. A intensidade da recuperação recente aparece na distância entre o ganho de um mês e o acumulado anual: o avanço das últimas semanas ocorreu depois de um período anterior mais pressionado. O pregão de quarta-feira acrescentou outro ganho a essa recuperação, com apoio de empresas cujos motores operacionais são bastante distintos.
Proteínas e celulose: o suporte dos negócios internacionais
A MBRF ganhou 4,10%, e a Minerva subiu 2,22%. As duas posições introduzem exposição à produção e comercialização de proteína animal, com resultados ligados a volumes, preços de venda, custos dos animais e operações em diferentes mercados. Seus avanços ofereceram apoio à carteira em uma sessão na qual o fortalecimento do dólar também tornou mais favorável a conversão de receitas de exportação em reais.
Na celulose, a Suzano avançou 1,10%, enquanto a Klabin perdeu 0,16%. A diferença mostra que o movimento cambial conviveu com respostas próprias de cada companhia. A Suzano havia reportado R$ 4,7 bilhões de EBITDA ajustado e R$ 2,9 bilhões de geração de caixa operacional no segundo trimestre, com melhora sequencial de preços e vendas.

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Açúcar, etanol e produção agrícola ampliaram os ganhos
A São Martinho subiu 3,00%, e a SLC Agrícola avançou 2,31%. São exposições diferentes dentro da produção agropecuária: a São Martinho incorpora preços e volumes de açúcar e etanol, além do custo e da produtividade da cana; a SLC depende da produção agrícola, da comercialização das safras, dos preços internacionais e dos custos dos insumos.
A Dexco ganhou 2,04%, contribuindo com uma posição de 5,28% na cesta de referência. A companhia combina exposição florestal e produtos de madeira com negócios ligados à construção e à reforma.
Logística avançou, mas o consumo apresentou pressão
Na infraestrutura da cadeia, a Rumo ganhou 1,37%, a Cosan 1,00% e a Vamos 0,83%. Transporte e locação de equipamentos dependem dos volumes movimentados, da utilização dos ativos, dos investimentos e do financiamento. A alta dessas ações ofereceu outra fonte de sustentação ao ETF, com exposição à capacidade de escoamento e ao funcionamento da cadeia produtiva. Cosan e Rumo também aparecem entre as maiores participações da cesta.
O consumo doméstico apresentou o contraponto. Assaí caiu 4,43%, e Ambev recuou 1,72%, pressionando duas posições que somavam 14,19% da cesta de referência.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.