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China avança, enquanto juros e petróleo pressionam ETFs internacionais

Créditos: iStock

 

Os ETFs internacionais encerraram o pregão de 31 de agosto majoritariamente em queda. A retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã elevou o risco de interrupções na oferta global de petróleo e levou o Brent a avançar 2,71%, para US$ 90,49 por barril. A alta da commodity reforçou as preocupações com a inflação e pressionou os juros de longo prazo dos Estados Unidos.

Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,70% e o S&P 500 caiu 0,33%. O Nasdaq-100, por sua vez, destoou parcialmente e avançou 0,08%, de 29.433,43 para 29.456,97 pontos. Mesmo assim, o ambiente de maior aversão ao risco e a alta dos rendimentos dos Treasuries limitaram o desempenho dos ativos internacionais.

No Brasil, o dólar recuou 0,31% e encerrou a sessão a R$ 5,1797. A valorização do real pressionou diretamente os ETFs cambiais e reduziu o retorno, em moeda brasileira, dos fundos internacionais que não neutralizam a exposição ao dólar.

A China foi a principal exceção. O CSI 300 avançou 0,35%, enquanto o índice de Xangai subiu 0,86%. Esse movimento sustentou o PKIN11, único ETF da relação a terminar a sessão no campo positivo.

 

PKIN11 (Bradesco): +0,47%

O PKIN11 liderou a relação com alta de 0,47%. O ETF acompanha o CSI 300, índice formado por grandes empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.

O CSI 300 avançou 0,35%, fechando aos 4.625,09 pontos, enquanto o mercado de Xangai ganhou 0,86%. A valorização das ações chinesas compensou o ambiente mais cauteloso nos demais mercados e sustentou o retorno positivo do ETF na B3.

SPXI11 (Itaú): -0,24%

O SPXI11 recuou 0,24%. O fundo acompanha o S&P 500 e mantém exposição à variação do dólar diante do real.

O índice americano caiu 0,33%, pressionado pela escalada das tensões no Oriente Médio, pelo avanço do petróleo e pela alta dos rendimentos dos Treasuries. A queda de 0,31% do dólar frente ao real também afetou o retorno do ETF no mercado brasileiro.

DOLX11 (XP Asset) | DOLB11 (BTG Asset): -0,29% | -0,30%

O DOLX11 caiu 0,29%. O ETF acompanha a variação do dólar em relação ao real.

A moeda americana encerrou a sessão a R$ 5,1797, com queda de 0,31%. O movimento ocorreu em linha com o enfraquecimento do dólar no exterior e com a valorização da bolsa brasileira, levando o ETF a acompanhar a desvalorização da divisa.

GOLD11 (XP Asset): -0,46%

O GOLD11 caiu 0,46%. O fundo oferece exposição ao preço internacional do ouro, com o resultado em reais também influenciado pelo câmbio.

O ouro foi pressionado pelo avanço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. O contrato para dezembro caiu 1,07%, para US$ 4.481,50 por onça-troy. O petróleo mais caro ampliou as preocupações inflacionárias, enquanto os juros americanos mais elevados reduziram a atratividade do metal, que não oferece rendimento.

A queda do dólar diante do real acrescentou pressão cambial sobre o ETF brasileiro. A diferença em relação ao contrato futuro também pode refletir o ativo de referência utilizado pelo fundo, o horário de negociação e a metodologia de acompanhamento.

SPXR11 (Itaú): -0,46%

O SPXR11 recuou 0,46%. O ETF acompanha contratos futuros do S&P 500 com neutralização da exposição cambial para o real.

A queda refletiu principalmente a pressão sobre o mercado acionário americano. O S&P 500 perdeu 0,33% com a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, a valorização do petróleo e a alta dos juros de longo prazo. Como o fundo neutraliza o câmbio, a queda do dólar não teve o mesmo efeito direto observado no SPXI11.

WRLD11 (Investo): -0,48%

O WRLD11 caiu 0,48%. O ETF oferece exposição diversificada a empresas de mercados desenvolvidos e emergentes.

A carteira refletiu a fraqueza de diferentes bolsas internacionais. Além das perdas em Wall Street, o DAX recuou 1,09% e o CAC 40 caiu 0,79%. A valorização do real também reduziu o retorno das posições internacionais quando convertido para a moeda brasileira.

NASD11 (XP Asset): -0,52%

O NASD11 recuou 0,52%. O ETF acompanha o Nasdaq-100, índice formado por 100 das maiores companhias não financeiras listadas na Nasdaq.

O Nasdaq-100 avançou 0,08%, passando de 29.433,43 para 29.456,97 pontos. A queda do ETF brasileiro, portanto, não refletiu uma baixa do índice de referência. A desvalorização do dólar frente ao real pressionou o retorno do NASD11, enquanto diferenças de horário, custos e aderência também podem contribuir para o afastamento entre as duas variações.

IVWO11 (Investo): -0,77%

O IVWO11 apresentou a maior queda da relação, com recuo de 0,77%. O ETF acompanha o FTSE Emerging Markets All Cap China A Inclusion, índice amplo que reúne empresas de grande, média e pequena capitalização de mercados emergentes, incluindo ações chinesas classe A.

O índice de referência recuou aproximadamente 0,45% no pregão, apesar da valorização do CSI 300 e do mercado de Xangai. Isso mostra que a alta das grandes empresas chinesas não foi suficiente para sustentar uma carteira distribuída entre diferentes países e faixas de capitalização. A queda do dólar frente ao real ampliou a perda do IVWO11 na B3.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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