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DEBB11 lidera ETFs de renda fixa em dia de alta dos juros futuros

debb11-lidera-etfs-renda-fixa-24-setembro-2026

Créditos: iStock

Os juros futuros subiram na quinta-feira, 24 de setembro, acompanhando a pressão sobre os títulos do Tesouro americano, a alta do petróleo e a cautela no mercado brasileiro. O contrato de DI para janeiro de 2029 passou de 13,787% para 13,88% ao ano; o de janeiro de 2031 avançou de 13,965% para 14,045%. Quando as taxas exigidas pelo mercado sobem, o preço dos títulos prefixados tende a cair. O mesmo mecanismo afeta os papéis atrelados ao IPCA, especialmente os de prazo mais longo. Já as carteiras vinculadas à Selic e ao DI responderam de outra forma ao pregão.

Os ETFs a seguir estão em ordem decrescente de retorno diário. O NB0511 também integra o grupo, mas aparece ao final porque não há retorno diário informado para posicioná-lo no ranking.

DEBB11 (BTG Asset): alta de 0,12%

O DEBB11 liderou o grupo com ganho de 0,12%. Seu índice reúne principalmente debêntures remuneradas pelo DI mais um prêmio de juros. Na composição divulgada pelo provedor do índice, 86,92% da carteira estava em papéis DI+, 10% em títulos ligados à Selic e 3,08% em caixa. São 310 ativos de 141 emissores, o que distribui a exposição ao crédito entre diversas empresas.

A remuneração ligada ao DI deu suporte ao retorno em um dia de alta dos juros futuros. O DEBB11 também reflete a marcação a mercado das debêntures: além do indexador, seus preços variam conforme os prêmios de crédito exigidos pelos investidores.

IMAB11 (Itaú Asset): alta de 0,09%

O IMAB11 avançou 0,09%. Ele acompanha o IMA-B, índice que reúne títulos públicos Tesouro IPCA+ de diferentes vencimentos. A carteira combina a atualização pela inflação com a variação diária dos preços desses papéis no mercado.

O ganho foi modesto diante da pressão sobre os juros. Como o fundo reúne vencimentos variados, seu resultado não depende de uma única NTN-B. A diferença para os ETFs de IPCA+ mais longos, que aparecem no campo negativo, evidencia o peso do prazo dos títulos no retorno diário.

NLFA11 (Nu Asset): alta de 0,05%

O NLFA11 subiu 0,05%. O ETF acompanha o Índice de Letras Financeiras da Anbima, formado por títulos de dívida emitidos por instituições financeiras. A estratégia concentra-se em letras financeiras seniores, principalmente de bancos com perfil de crédito mais elevado.

A remuneração desses papéis deu sustentação à cota durante o pregão. Diferentemente dos fundos de Tesouro IPCA+ longo ou de títulos prefixados, o NLFA11 responde também às condições do crédito bancário, incluindo a variação dos prêmios pagos pelas letras financeiras.

 

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CDIB11 (Itaú Asset): alta de 0,02%

O CDIB11 ganhou 0,02%. Sua carteira é majoritariamente formada por Tesouro Selic, com uma parcela menor de Tesouro IPCA+ de prazo longo. O índice combina, portanto, o rendimento dos títulos pós-fixados com uma exposição limitada à marcação a mercado das NTN-Bs.

A predominância dos papéis ligados à Selic ajudou a manter o resultado positivo. A parcela de títulos atrelados à inflação explica por que sua cota pode se mover de maneira diferente da de um ETF composto exclusivamente por Tesouro Selic.

LFTS11 (Investo): alta de 0,02%

O LFTS11 também avançou 0,02%. O ETF acompanha uma carteira de títulos públicos pós-fixados ligados à Selic. Seu principal fator de retorno no dia foi a remuneração acumulada por esses papéis, cuja sensibilidade às oscilações dos juros prefixados é menor.

Isso ajuda a explicar a estabilidade relativa do fundo enquanto os juros futuros subiam. Ainda assim, o preço dos títulos Tesouro Selic pode variar no mercado, de modo que a cota não reproduz uma taxa diária fixa.

NTNS11 (Investo): alta de 0,01%

O NTNS11 teve ganho de 0,01%. O fundo acompanha títulos Tesouro IPCA+ com prazo de até quatro anos. Na carteira divulgada pela gestora, as NTN-Bs com vencimento em 2028, 2027 e 2030 tinham pesos de 35,18%, 27,56% e 26,54%, respectivamente.

Esses vencimentos mais próximos reduzem a sensibilidade da carteira a mudanças nas taxas reais quando comparados aos fundos de IPCA+ longo. O resultado ficou perto da estabilidade em uma sessão na qual o Tesouro IPCA+ 2032, por exemplo, passou de IPCA + 7,66% para IPCA + 7,68% ao ano.

B5MB11 (Bradesco Asset): queda de 0,03%

O B5MB11 caiu 0,03%. O ETF acompanha o IMA-B 5+, que reúne títulos Tesouro IPCA+ com vencimentos a partir de cinco anos. Sua carteira abrange diferentes NTN-Bs longas, em vez de se concentrar em um único vencimento.

O prazo maior amplia a reação dos preços quando as taxas de juros mudam. Com a pressão sobre os juros no pregão, a marcação a mercado superou a remuneração acumulada pelos títulos e deixou o fundo ligeiramente negativo.

3PRE11 (Galapagos): queda de 0,06%

O 3PRE11 recuou 0,06%. Sua estratégia seleciona títulos públicos prefixados, como LTN e NTN-F, para manter uma duration próxima de três anos. Esse indicador mede a sensibilidade do preço da carteira a mudanças nas taxas de juros.

A alta das taxas pressionou os papéis: o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,77% para 13,83% ao ano, enquanto o contrato de DI para janeiro de 2029 avançou para 13,88%. Como os títulos prefixados já têm sua remuneração definida, uma taxa maior exigida no mercado reduz seu preço naquele momento.

PACB11 (BTG Asset): queda de 0,09%

O PACB11 perdeu 0,09%. Seu índice reúne as três NTN-Bs de vencimento mais longo disponíveis no mercado e trabalha com duration mínima de 12,5 anos. É, portanto, uma exposição particularmente sensível a alterações nas taxas de juros reais.

A pressão sobre a renda fixa de prazo longo pesou na cota. Mesmo movimentos pequenos nas taxas podem ter efeito expressivo sobre o preço de títulos com duração tão elevada, o que diferencia o PACB11 de fundos de IPCA+ com vencimentos próximos.

IRFM11 (Itaú Asset): queda de 0,11%

O IRFM11 recuou 0,11%. Ele acompanha o IRF-M P2, índice composto por títulos públicos prefixados, incluindo LTN e NTN-F. Diferentemente de um ETF vinculado à Selic, sua carteira está diretamente exposta à mudança das taxas exigidas pelo mercado para esses papéis.

Os juros futuros subiram em diferentes pontos da curva. O DI para janeiro de 2027 passou de 13,541% para 13,565%, e o contrato para janeiro de 2031 chegou a 14,045%. Essa abertura das taxas reduziu o preço de mercado dos títulos prefixados e pressionou o retorno do fundo.

TD3511 (Itaú Asset): queda de 0,13%

O TD3511 teve a maior baixa entre os ETFs com retorno informado, de 0,13%. Seu índice acompanha a NTN-B com vencimento em 2035, concentrando a exposição em um ponto específico da curva de juros reais.

Quando a taxa exigida para um título indexado ao IPCA sobe, seu preço de mercado cai. Essa sensibilidade à marcação a mercado explica a perda diária do TD3511, mesmo sendo um investimento em título público atrelado à inflação. A proteção pelo IPCA diz respeito à remuneração do papel ao longo do tempo; a cota do ETF continua variando a cada pregão.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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