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Dólar sustenta SPXI11 e DOLB11; BOVA11 fecha na ponta negativa entre oito ETFs

dolar-spxi11-dolb11-bova11-etfs-24-setembro-2026

Créditos: iStock

O dólar foi decisivo para o desempenho dos ETFs na quinta-feira, 24 de setembro. A moeda americana subiu 0,48% frente ao real e chegou a R$ 5,19, enquanto o S&P 500 terminou praticamente estável, com queda de 0,02%. No Brasil, o Ibovespa recuou 0,99%, pressionado pela cautela com a inflação e pela alta do petróleo.

Na China, o CSI 300 perdeu 1,73%, em um pregão marcado por expectativas menores de avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Nesse cenário, fundos com exposição ao dólar apareceram entre as altas, enquanto as carteiras concentradas em ações brasileiras e chinesas encerraram o dia no campo negativo. A política cambial de cada ETF também fez diferença: dois fundos ligados ao S&P 500 terminaram em lados opostos do ranking.

SPXI11 (Itaú Asset): alta de 0,59%

O SPXI11 liderou a lista com ganho de 0,59%. O fundo acompanha o S&P 500 e investe principalmente no Vanguard S&P 500 UCITS ETF, identificado pela sigla VUAA. Sua cota é negociada em reais e mantém exposição à variação do dólar.

Como o índice americano terminou praticamente estável, a valorização da moeda dos Estados Unidos frente ao real foi o principal apoio para o retorno positivo. O comportamento do SPXI11 contrasta com o do SPXR11, que também oferece acesso ao S&P 500, mas possui proteção cambial.

DOLB11 (BTG Asset): alta de 0,57%

O DOLB11 avançou 0,57% em uma sessão favorável ao dólar. O ETF busca acompanhar um índice de contratos futuros da moeda americana negociados na B3, com rolagem mensal. Sua variação está ligada ao mercado futuro de câmbio, enquanto o dólar comercial subiu 0,48% e fechou em torno de R$ 5,19.

O movimento ocorreu em um dia de maior cautela nos mercados, com queda do Ibovespa e alta dos juros longos nos Estados Unidos. Para o DOLB11, a valorização do dólar deu suporte à segunda maior alta entre os oito ETFs.

WRLD11 (Investo): alta de 0,19%

O WRLD11 ganhou 0,19%. O fundo investe no VT, ETF da Vanguard que reúne ações de empresas de países desenvolvidos e emergentes. Os Estados Unidos representam cerca de 62% da carteira, seguidos por mercados como Japão, Taiwan e Reino Unido. Nvidia, Apple e Microsoft estão entre as maiores posições.

O VT caiu 0,18% em dólar no pregão americano. Para o investidor do WRLD11, a valorização da moeda americana frente ao real ajudou a compensar essa perda e manteve o retorno diário positivo. O resultado combinou uma carteira global ligeiramente negativa em dólares com um câmbio favorável à exposição internacional.

IVWO11 (Investo): alta de 0,14%

O IVWO11 subiu 0,14%. Ele investe no VWO, da Vanguard, que reúne ações de mercados emergentes. Taiwan responde por 32,7% da carteira, China por 26,5% e Índia por 16,5%. A TSMC, fabricante taiwanesa de semicondutores, é a maior posição individual, com 14,67%.

O dia foi desfavorável para duas das principais regiões do fundo: o CSI 300 chinês caiu 1,73% e a bolsa de Taiwan também recuou. O VWO terminou a sessão americana em baixa de 0,42%. Ainda assim, o IVWO11 fechou em leve alta na B3, com o avanço do dólar ajudando a compensar a fraqueza das ações emergentes na cotação em reais.

 

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SPXR11 (Itaú Asset): queda de 0,11%

O SPXR11 caiu 0,11%. Assim como o SPXI11, oferece exposição ao S&P 500, mas por meio de contratos futuros e sem exposição cambial direta. Seu índice também incorpora a remuneração diária de um depósito interbancário.

Com o S&P 500 praticamente estável, o fundo não recebeu o impulso que a alta do dólar deu ao SPXI11. A comparação mostra o efeito das estruturas cambiais no pregão: SPXI11 subiu 0,59%, enquanto SPXR11 caiu 0,11%.

PKIN11 (Bradesco Asset): queda de 0,74%

O PKIN11 recuou 0,74%. O fundo investe no China Universal CSI 300 e dá acesso a ações de grandes empresas negociadas na China continental. A carteira abrange setores como finanças, tecnologia, consumo, saúde e materiais.

O CSI 300 caiu 1,73%, sua maior perda diária em um mês. O mercado reagiu com cautela à extensão de apenas dois meses da trégua comercial entre Estados Unidos e China, prazo inferior à renovação de um ano esperada por parte dos investidores. A queda das ações chinesas prevaleceu sobre o efeito favorável do dólar mais forte frente ao real.

ARGE11 (Investo): queda de 0,87%

O ARGE11 perdeu 0,87%. O ETF acompanha uma carteira de ações de empresas argentinas listadas nos Estados Unidos. YPF tinha peso de 20,72%, enquanto Grupo Financiero Galicia e Ternium representavam 14,37% cada. Pampa Energía respondia por outros 11,96%. Essas quatro posições somavam mais de 60% da carteira.

As principais ações recuaram no pregão americano: YPF caiu 0,59%, Galicia perdeu 1,00%, Ternium cedeu 0,82% e Pampa Energía recuou 2,07%. O movimento negativo dessas posições explica a queda do ARGE11, apesar da valorização do dólar frente ao real.

BOVA11 (BlackRock): queda de 1,09%

O BOVA11 fechou o ranking com baixa de 1,09%. O ETF acompanha o Ibovespa, que caiu 0,99%, aos 183.965,91 pontos. A alta de 3,41% do petróleo Brent intensificou as preocupações com inflação e juros globais. No cenário doméstico, o Banco Central reduziu de 2,0% para 1,8% sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2026.

A pressão atingiu ações relevantes para a bolsa brasileira, incluindo bancos e Vale. O recuo dessas empresas ajuda a entender por que o BOVA11 terminou na ponta negativa, enquanto os ETFs favorecidos pelo dólar apareceram entre as maiores altas.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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