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FLTW39: BDR de ETF da Franklin Templeton dá acesso às empresas de Taiwan, com forte peso em tecnologia

fltw39-bdr-etf-taiwan-franklin-templeton-tecnologia

Créditos: iStock

A Franklin Templeton trouxe à B3 o FLTW39, BDR lastreado em cotas do Franklin FTSE Taiwan ETF, negociado nos Estados Unidos sob o código FLTW. Este é o terceiro conteúdo da série da DEX sobre os cinco BDRs de ETF da gestora.

O produto acompanha empresas de grande e médio porte listadas em Taiwan. Embora ofereça acesso a diferentes setores da bolsa local, sua carteira tem uma característica decisiva: tecnologia da informação responde por 75,70% do patrimônio, enquanto o setor financeiro representa 13,95%. Na prática, o comportamento do FLTW39 está fortemente ligado à indústria taiwanesa de semicondutores e à cadeia global de equipamentos eletrônicos.

Como funciona o FLTW39

O BDR é negociado em reais na B3 e tem como lastro cotas do ETF FLTW, listado na bolsa americana NYSE Arca desde 2017. O fundo procura acompanhar o FTSE Taiwan RIC Capped Index, índice de ações taiwanesas ponderado pelo valor de mercado das companhias, com limites para reduzir a concentração em determinados papéis. A taxa de despesas informada para o ETF no exterior é de 0,19% ao ano.

Comprar o FLTW39 significa, portanto, acessar uma carteira de ações de Taiwan por meio de um recibo brasileiro. Como essa exposição não conta com proteção cambial, o preço do BDR em reais também é influenciado pelas variações das moedas ao longo do caminho entre as ações taiwanesas, o ETF em dólares e a negociação na B3.

TSMC e MediaTek concentram quase 30% da carteira

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) representa 19,51% do FLTW. A empresa fabrica chips projetados por outras companhias e ocupa a principal posição do fundo. A MediaTek, que desenvolve semicondutores para diferentes dispositivos, responde por 10,45%. Juntas, as duas somam 29,96% da carteira.

A concentração vai além dessas empresas. Delta Electronics (4,95%), Hon Hai Precision, conhecida como Foxconn (4,11%), e ASE Technology (3,11%) completam as cinco maiores posições. Esse grupo reúne fabricação e desenvolvimento de chips, componentes para infraestrutura de energia, montagem de equipamentos e serviços de encapsulamento e testes de semicondutores. As cinco participações somam 42,13% do ETF.

Os números das empresas ajudam a dimensionar o peso dessa cadeia. A receita da TSMC cresceu 53,3% em agosto, ante o mesmo mês de 2025, e avançou 39,3% nos oito primeiros meses de 2026. Na Delta Electronics, a demanda ligada a centros de dados impulsionou os negócios de eletrônica de potência e infraestrutura: o lucro operacional do segundo trimestre cresceu 64% em relação ao ano anterior. Já a MediaTek registrou alta de 1,2% na receita trimestral, com o avanço de produtos para dispositivos inteligentes compensando a demanda mais fraca por chips para smartphones. Os resultados mostram atividades diferentes dentro da carteira, embora boa parte delas dependa do ciclo global de tecnologia.

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O que mostra o histórico de retorno

No acumulado de 2026, o FLTW registra retorno total de 80,54% em dólares, frente a 25,23% do EEMA, ETF de ações de mercados emergentes da Ásia. A diferença é de 55,31 pontos percentuais. O EEMA reúne empresas de diferentes países da região; o FLTW concentra a exposição em Taiwan, onde tecnologia tem participação especialmente elevada.

ANO FLTW EEMA
2017 -1,26 1,33
2018 -9,33 -15,77
2019 31,17 18,59
2020 29,77 25,18
2021 29,50 -4,18
2022 -27,50 -21,49
2023 30,09 6,84
2024 16,67 10,24
2025 31,95 33,27
2026 80,54 25,23

Essa concentração também aparece nos anos de queda. Em 2022, o FLTW recuou 27,50%, enquanto o EEMA caiu 21,49%. No ano seguinte, o fundo taiwanês subiu 30,09%, ante 6,84% do ETF regional. A comparação ajuda a mostrar como a escolha de um único mercado pode ampliar a distância, positiva ou negativa, em relação a uma carteira asiática mais diversificada.

Esses retornos são do ETF FLTW negociado nos Estados Unidos, em dólares, e não representam o histórico do FLTW39 na B3. O desempenho do BDR para quem investe em reais depende também do câmbio e do preço de negociação no mercado brasileiro.

O FLTW39 combina, assim, exposição a Taiwan com uma participação expressiva nas empresas que abastecem a indústria mundial de tecnologia. Essa composição torna os resultados das maiores companhias, a demanda por semicondutores, as oscilações cambiais e o cenário geopolítico da região fatores relevantes para acompanhar o produto.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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