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MUND11 estreia com ações globais e amplia a linha de WRLD11 e VWRA11

mund11-investo-lancamento-etf-global-wrld11-vwra11

Créditos: iStock

A Investo anunciou o lançamento do MUND11, ETF que leva à B3 uma carteira global de ações por meio do Vanguard FTSE Global All-Cap UCITS ETF, negociado em Londres sob o código VALU e domiciliado na Irlanda. A estratégia abrange empresas de grande, médio e pequeno porte de mercados desenvolvidos e emergentes, com exposição ao índice FTSE Global All Cap.

O lançamento amplia uma linha que já reúne WRLD11 e VWRA11. Os três produtos permitem acessar ações internacionais em uma cota negociada em reais, mas apresentam diferenças na abrangência da carteira, no domicílio do fundo investido e nos custos. O MUND11 combina a inclusão de small caps, característica também presente no WRLD11, com a estrutura irlandesa já utilizada pelo VWRA11.

A taxa de administração do MUND11 é de 0,19% ao ano. Somada ao custo de 0,07% do VALU, a cobrança combinada chega a 0,26% ao ano. A estrutura também reduz a retenção sobre dividendos de empresas americanas recebidos pelo veículo irlandês, deixando uma parcela maior desses recursos disponível para reinvestimento.

Como funciona a exposição global do MUND11

O FTSE Global All Cap reúne ações de empresas de diferentes tamanhos e cobre aproximadamente 98% da capitalização do mercado acionário mundial. A ponderação segue o valor de mercado das companhias: empresas maiores têm participação maior, e os pesos dos países resultam da composição das bolsas incluídas no índice.

O VALU acompanha esse universo por meio de uma amostra representativa de ações e sua carteira reúne mais de 6.400 empresas.

 

Créditos: Investo

 

Na composição de agosto, os Estados Unidos representam 61,93% da exposição do MUND11, seguidos por Japão, com 5,94%, Taiwan, com 3,27%, Reino Unido, com 3,24%, e Canadá, com 3,08%. China responde por 2,67% e Coreia do Sul por 2,42%.

Tecnologia concentra 32,27% da carteira, serviços financeiros representam 15,38% e indústria, 13,06%. Entre as maiores posições estão Nvidia, com 4,37%, Apple, com 3,89%, Microsoft, com 3,20%, e Amazon, com 2,14%. Juntas, essas quatro empresas somam 13,60%. O produto incorpora milhares de companhias, mas continua sensível aos resultados e à avaliação das grandes empresas americanas.

 

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Onde a estrutura irlandesa reduz a tributação

O MUND11 é um ETF brasileiro. A estrutura irlandesa está no VALU, o fundo adquirido no exterior, que segue o regime UCITS da União Europeia. Esse regime estabelece regras para fundos de investimento, incluindo diversificação e gestão de riscos. A redução de imposto decorre do tratado tributário entre Irlanda e Estados Unidos.

Em geral, os dividendos de ações americanas recebidos por um fundo irlandês elegível ao tratado sofrem retenção de 15%. Na estrutura do WRLD11, os dividendos distribuídos pelo VT, domiciliado nos Estados Unidos, ao fundo brasileiro estão sujeitos, em regra, à retenção americana de 30%. São pontos distintos da cadeia de investimento: recebimento dos dividendos das empresas pelo fundo irlandês e distribuição de rendimentos do fundo americano ao veículo brasileiro.

Em uma comparação simplificada de retenção, US$ 100 sujeitos a uma alíquota de 15% deixam US$ 85 disponíveis, enquanto a alíquota de 30% deixa US$ 70. Esse exemplo ilustra o efeito sobre o rendimento tributado. O resultado total da carteira também depende dos dividendos gerados, dos países de origem e de outras incidências ao longo da estrutura.

O VALU é uma classe de acumulação, que reinveste os dividendos líquidos no próprio fundo e a menor retenção favorece a acumulação ao longo do tempo.

WRLD11 e VWRA11 completam a linha global

O WRLD11 investe no Vanguard Total World Stock ETF, o VT, domiciliado nos Estados Unidos. Assim como o MUND11, acompanha o FTSE Global All Cap e inclui empresas grandes, médias e pequenas. O VT tinha 10.088 posições ao fim de agosto. Os dois fundos compartilham o benchmark, mas a amostragem das carteiras, os custos e o tratamento tributário podem produzir diferenças no retorno efetivamente entregue.

O VWRA11 investe no Vanguard FTSE All-World UCITS ETF, o VWRA, domiciliado na Irlanda. Seu índice, o FTSE All-World, concentra-se em empresas de grande e médio porte de mercados desenvolvidos e emergentes. A inclusão de small caps diferencia o universo do MUND11. A carteira All-World reunia 3.784 ações ao fim de agosto.

O VWRA também utiliza uma classe de acumulação. Assim, MUND11 e VWRA11 compartilham o domicílio irlandês e o reinvestimento dos dividendos no fundo estrangeiro. A principal diferença de exposição está na cobertura das empresas menores, além dos pesos resultantes de cada índice.

WRLD11 e VWRA11 somam R$ 605 milhões de captação no ano

A demanda pelas estratégias globais da Investo aparece nos fluxos de WRLD11 e VWRA11. Segundo dados do DEX PRO, juntos, os dois ETFs acumulam R$ 605 milhões em captação líquida no ano e R$ 686 milhões em 12 meses. As entradas também são positivas nas janelas mais curtas: R$ 144 milhões em um mês e R$ 12 milhões em uma semana.

 

Fonte: DEX PRO

 

O WRLD11 concentra o maior volume absoluto de recursos. O fundo registra R$ 474 milhões de entradas líquidas no ano e R$ 548 milhões em 12 meses. Em um mês, a captação soma R$ 111 milhões, enquanto a janela de uma semana apresenta R$ 9 milhões. Seu patrimônio é de aproximadamente R$ 1,37 bilhão.

O VWRA11 reúne R$ 131 milhões em captação líquida no ano e R$ 138 milhões em 12 meses. Nas janelas de um mês e uma semana, as entradas somam R$ 33 milhões e R$ 3 milhões, respectivamente. O patrimônio do ETF está em R$ 151,15 milhões.

Os dois fundos somam R$ 1,52 bilhão em patrimônio. As entradas líquidas nas quatro janelas mostram que ambos têm recebido novos recursos, apesar das diferenças de tamanho e estrutura. O MUND11 chega a essa linha oferecendo uma terceira combinação de cobertura do mercado global, domicílio do fundo investido e custos.

Quanto custam as três estruturas

Para comparar as cobranças recorrentes, é preciso somar a taxa do ETF brasileiro ao custo do veículo estrangeiro. Os percentuais abaixo representam essa soma e não incluem corretagem, spread de negociação, impostos ou todos os demais custos operacionais.

ETF Taxa no Brasil Fundo investido Soma anual
MUND11 0,19% VALU · 0,07% 0,26%
WRLD11 0,30% VT · 0,06% 0,36%
VWRA11 0,30% VWRA · 0,14% 0,44%

A exposição cambial também influencia o retorno

A negociação em reais não elimina a variação cambial. Os três produtos carregam exposição a ativos internacionais, e o retorno para o investidor brasileiro reflete tanto o desempenho das ações quanto a conversão das moedas para reais. Uma valorização do real pode reduzir o retorno local, enquanto sua desvalorização pode ampliá-lo.

O lançamento do MUND11 amplia as formas de acessar a renda variável mundial na B3. A comparação entre os três fundos passa pela inclusão de small caps, pela estrutura tributária do veículo estrangeiro e pelos custos, além da liquidez e das condições de negociação das cotas.

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