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Desempenho de Equity Brasil ontem, 11/08: Análise e Fatores de Mercado

O pregão de ontem, 11 de agosto, foi marcado por um forte movimento de aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão com uma queda acentuada de cerca de 2,50%, perdendo o patamar dos 168 mil pontos, enquanto o dólar comercial registrou valorização expressiva, chegando a operar na casa de R$ 5,16 a R$ 5,17 (alta superior a 1%).

Essa dinâmica negativa para os ativos de risco locais foi motivada por uma confluência de fatores domésticos e internacionais:

  • Dados de Inflação (IPCA): O IBGE divulgou pela manhã que o IPCA de julho ficou em 0,07%. Embora o indicador acumulado de 12 meses (4,44%) tenha retornado para dentro do intervalo da meta contínua do governo, a leitura mensal veio ligeiramente acima da mediana das projeções do mercado (que apontava para 0,03%). O núcleo da inflação mostrando certa resiliência afetou a curva de juros (DI), gerando reprecificação por parte dos agentes sobre os próximos passos do Copom.
  • Rebaixamento pelo JP Morgan: O banco norte-americano JP Morgan alterou sua recomendação para o Brasil de “compra” para “neutro”. No relatório, os analistas justificaram a mudança indicando que o ciclo de flexibilização monetária (cortes na Selic) estaria chegando ao fim, somado à desaceleração do crescimento econômico e à deterioração do ciclo de crédito.
  • Cenário Político e Fiscal: A divulgação de uma nova pesquisa eleitoral apontando ampliação de vantagem no cenário presidencial trouxe cautela extra aos investidores. Operadores de mercado avaliaram que o cenário reduz as probabilidades de políticas futuras de ajuste fiscal rigoroso, elevando o prêmio de risco em relação à trajetória da dívida pública.
  • Tensão Geopolítica Internacional: No exterior, o impasse nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã elevou as incertezas quanto ao fluxo no Estreito de Ormuz. Isso impulsionou os preços do petróleo (com o Brent oscilando próximo a US$ 90 o barril em alguns momentos do dia), reduzindo o apetite global por ativos de países emergentes.

Análise de Desempenho dos ETFs

Com base nos dados da plataforma DEX PRO e no contexto macroeconômico da sessão, a seguir detalhamos o desempenho dos principais ETFs listados:

BOVA11 (iShares Ibovespa Fundo de Índice):-2,49%

O ETF BOVA11, que busca refletir a performance do índice Ibovespa, apresentou uma retração de 2,49%, em perfeita simetria com a queda do seu índice de referência (que caiu 2,50%). A desvalorização reflete diretamente a fuga de capital estrangeiro e a reprecificação de ativos locais motivada pelo relatório do JP Morgan, que retirou a recomendação de compra para as ações brasileiras. Adicionalmente, o avanço da curva de juros futura, impulsionada pela leitura do IPCA levemente acima do esperado e pelos ruídos fiscais originados pela pesquisa eleitoral, exerceu peso estrutural sobre as ações de peso do índice, resultando na contração do fundo.

FIND11 (IT Now IFNC Fundo de Índice):-3,45%

O FIND11, ETF composto por ações do setor financeiro (Bancos, Seguradoras e Serviços Financeiros), foi um dos mais penalizados no dia, recuando 3,45%. O setor bancário apresenta alta correlação com as perspectivas da curva de juros e do ciclo de crédito. O principal gatilho para essa forte retração foi a justificativa contida no relatório do JP Morgan, que citou especificamente a “deterioração do ciclo de crédito” no Brasil. Além disso, a abertura da curva de juros futuros (DI) afeta diretamente o valuation das instituições financeiras e encarece o custo de captação. A queda em bloco de grandes players financeiros na data (como o BTG Pactual, que cedeu quase 6%) ditou o desempenho inferior do ETF em relação à média do mercado.

MATB11 (IT NOW IMAT Fundo de Índice): -2,65%

O MATB11, índice atrelado ao setor de Materiais Básicos (focado sobretudo em empresas de mineração, siderurgia e papel/celulose), encerrou com queda de 2,65%. Embora o dólar mais forte teoricamente beneficie as receitas de empresas exportadoras, o setor sofreu com a sinalização do JP Morgan sobre a “desaceleração do crescimento econômico” brasileiro, o que impacta as projeções de demanda interna por materiais como o aço. Reflexo desse cenário foi o desempenho de gigantes que compõem o índice, como a Usiminas, que figurou entre as maiores perdas percentuais da bolsa naquele pregão, derrubando a cotação do ETF para o terreno negativo, mesmo em um dia de commodities energéticas em alta no exterior.

 

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Dados extraídos do DEX PRO e não devem ser encarados como recomendação de compra ou venda. Conteúdo apenas informativo.

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