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Bancos e utilities lideram alta dos ETFs de ações brasileiras

Créditos: NurPhoto – GettyImages

 

O mercado brasileiro ganhou força ao longo da sessão. O Ibovespa subiu 1,55%, aos 174.576,80 pontos, apoiado principalmente pelos bancos e pela Vale. O índice chegou a 174.784,92 pontos na máxima, enquanto o dólar comercial caiu 0,25%, para R$ 5,139.

A queda dos rendimentos dos Treasuries e dos juros futuros brasileiros ampliou a procura por ativos de risco. O alívio nas taxas favoreceu empresas ligadas à economia doméstica, incluindo bancos, varejistas, construtoras e companhias de serviços públicos.

O setor financeiro concentrou alguns dos principais ganhos. Banco do Brasil subiu 5,22%, Bradesco PN avançou 3,13% e Itaú Unibanco ganhou 1,83%. A B3 também terminou em alta de 1,94%.

Na direção oposta, a queda do petróleo pressionou Petrobras e outras empresas de energia. O Brent recuou mais de 3%, enquanto as ações preferenciais da estatal perderam 1,80%. Esse movimento limitou o desempenho dos ETFs mais expostos a commodities.

FIND11 (Financeiro – Itaú Asset): +3,06%

FIND11 liderou os ganhos, com valorização de 3,06%. O ETF acompanha empresas dos segmentos financeiro, previdenciário e de seguros.

O resultado refletiu a alta disseminada dos bancos. Banco do Brasil avançou 5,22%, Bradesco PN ganhou 3,13%, Itaú Unibanco subiu 1,83% e a B3 valorizou 1,94%.

O FIND11 acumula alta de 4,08% na semana, ampliando a recuperação depois das perdas registradas no mês.

BNKS11 (Bancos – Investo): +2,79%

BNKS11 avançou 2,79%. O fundo concentra sua exposição nos principais bancos brasileiros e acompanhou diretamente a valorização do setor.

A alta dos bancos esteve entre os principais vetores do Ibovespa. A queda dos juros futuros melhorou o ambiente para as ações domésticas, enquanto o retorno pontual do fluxo estrangeiro também favoreceu empresas de grande liquidez.

BDEF11 (Setores defensivos – Bradesco Asset): +2,57%

BDEF11 ganhou 2,57%. O ETF reúne empresas de setores defensivos, com presença de serviços públicos, consumo não cíclico e saúde.

A queda dos juros favoreceu empresas com receitas mais previsíveis e ativos de maior duração. Entre as ações ligadas a serviços públicos, CPFL Energia subiu 3,24%, Cemig avançou 2,94%, Equatorial ganhou 2,26% e Axia Energia valorizou 2,13%.

BTER11 (Setores perenes – Investo): +2,57%

BTER11 também avançou 2,57%. O fundo reúne empresas brasileiras associadas a qualidade, estabilidade financeira e atividades consideradas essenciais.

A exposição a bancos e serviços públicos favoreceu o retorno. Os dois segmentos estiveram entre os principais beneficiados pela queda dos juros e pelo aumento do apetite por ativos domésticos.

O BTER11 acumula valorização de 3,69% na semana.

UTLL11 (Utilidade pública – Investo): +2,48%

UTLL11 subiu 2,48%. O ETF acompanha empresas brasileiras dos segmentos de energia elétrica, água, saneamento e gás.

O setor avançou em bloco. CPFL Energia ganhou 3,24%, Cemig subiu 2,94%, Equatorial avançou 2,26%, Eneva valorizou 2,26% e Copel terminou com alta de 2,09%.

A queda dos juros futuros ampliou a procura por empresas de serviços públicos, cujos fluxos de caixa de longo prazo apresentam maior sensibilidade às taxas de desconto.

BCIC11 (Setores cíclicos – Bradesco Asset): +1,85%

BCIC11 avançou 1,85%. O fundo reúne empresas de setores cíclicos, incluindo instituições financeiras, varejistas, construtoras, materiais básicos e companhias ligadas à atividade doméstica.

O desempenho foi favorecido pela recuperação disseminada da bolsa. Magazine Luiza avançou 9,13%, Natura subiu 6,18%, Direcional ganhou 6,11% e MRV valorizou 5,81%.

A queda dos juros futuros ofereceu suporte adicional às empresas mais sensíveis ao crédito, ao consumo e ao custo de capital.

BOVA11 (Ibovespa – BlackRock): +1,70%

BOVA11 subiu 1,70%, acompanhando a alta do Ibovespa. O ETF oferece exposição ampla às ações mais representativas e negociadas da bolsa brasileira.

Bancos e Vale sustentaram o índice. A mineradora avançou 2,04%, enquanto Banco do Brasil, Bradesco e Itaú registraram ganhos relevantes. A queda da Petrobras limitou uma valorização ainda maior.

MATB11 (Materiais básicos – Itaú Asset): +0,93%

MATB11 ganhou 0,93%. O ETF acompanha empresas de materiais básicos, incluindo mineração, siderurgia, papel e celulose e indústria química.

A alta de 2,04% da Vale e o avanço de 1,40% da Gerdau contribuíram para o resultado. Em sentido contrário, CSN caiu 1,55% e Usiminas recuou 2,11%, reduzindo o desempenho do fundo.

BXPO11 (Empresas exportadoras – Investo): +0,39%

BXPO11 avançou 0,39%. O fundo reúne empresas brasileiras com parcela relevante das receitas vinculada aos mercados externos.

Vale e Gerdau ofereceram suporte, mas a queda das empresas de petróleo limitou o retorno. Petrobras PN recuou 1,80%, Petrobras ON perdeu 2,05% e Prio caiu 1,20%.

DOLB11 (Dólar – BTG Asset): -0,08%

DOLB11 terminou próximo da estabilidade, com queda de 0,08%. O ETF acompanha a variação do dólar frente ao real.

O dólar comercial caiu 0,25% e encerrou cotado a R$ 5,139, na mínima da sessão. A melhora do ambiente para os ativos brasileiros e o recuo dos rendimentos dos Treasuries favoreceram o real.

CMDB11 (Commodities – BTG Asset): -0,12%

CMDB11 apresentou o menor retorno da relação, com queda de 0,12%. O ETF reúne empresas brasileiras produtoras e exportadoras de commodities.

A alta da Vale ofereceu suporte, mas a queda do petróleo pressionou a exposição a energia. O Brent recuou mais de 3%, enquanto Petrobras e Prio encerraram no campo negativo.

O fundo acumula queda de 0,18% na semana, divergindo do avanço dos ETFs mais expostos a bancos e à economia doméstica.

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