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A quinta-feira, 24 de setembro, trouxe resultados distintos para os mercados. O Ibovespa caiu 0,99%, pressionado pela alta do petróleo e pela cautela com a inflação. O dólar comercial avançou 0,48%, para R$ 5,19. Entre os ETFs que mais subiram, porém, prevaleceram estratégias expostas a criptoativos e à saúde nos Estados Unidos. Os fundos responderam a carteiras diferentes, desde tokens de finanças descentralizadas até ações de empresas de biotecnologia. A valorização do dólar também favoreceu, em reais, as exposições internacionais sem proteção cambial.
DEFI11 sobe 5,18% com força de tokens de finanças descentralizadas
O DEFI11 teve a maior alta do grupo, de 5,18%. O ETF acompanha um índice de finanças descentralizadas, segmento conhecido como DeFi, que reúne projetos voltados a atividades como empréstimos, negociação e infraestrutura financeira em redes blockchain. Sua cesta incluía Uniswap, com 20,8%, Chainlink, com 8,9%, Morpho, com 8,8%, e Aave, com 8,3%.
A composição ajuda a explicar o destaque do fundo. O token Morpho avançou 9,63% em dólar, o Chainlink subiu 6,87% e o Aave ganhou 5,75% no dia. Com pesos relevantes na cesta, os três movimentos deram suporte à alta do DEFI11. O dólar mais forte ampliou o efeito, em reais, da exposição aos ativos negociados internacionalmente.
HTEK11 avança 3,57% com Moderna e Illumina
O HTEK11 subiu 3,57%. O ETF dá acesso a 50 empresas ligadas à aplicação de tecnologias no setor de saúde dos Estados Unidos. Entre suas maiores posições estavam Moderna, com 13,65% da carteira, e Illumina, com 4,57%. Essa concentração fez o desempenho das duas companhias ter peso relevante para o fundo.
As ações da Moderna ganharam 6,98% no pregão americano. O mercado acompanhava o desenvolvimento de uma terapia individualizada contra o melanoma, criada em parceria com a Merck: o estudo de fase 3 atingiu os objetivos de sobrevida livre de recorrência e de metástase à distância, e a apresentação detalhada dos resultados estava prevista para outubro. A Illumina, especializada em sequenciamento genético, avançou 7,25%. As altas dessas duas posições, somadas ao câmbio, ajudam a entender o desempenho do HTEK11.
FOMO11 ganha 2,74% com carteira diversificada de criptoativos
O FOMO11 registrou alta de 2,74%. Embora esteja ligado ao mercado de criptoativos, o fundo não depende do desempenho de uma única moeda. Seu índice combina critérios de momentum, que consideram a trajetória de preços, com uma metodologia de distribuição de risco entre os componentes. Tron representava 16,47% da carteira, Chainlink 11,27%, Bitcoin 11,21% e Solana 9,22%. O Ethereum respondia por 8,29%.
O avanço de 6,87% do Chainlink em dólar foi especialmente relevante para o ETF, dado seu peso na carteira. As exposições a Solana e XRP também participaram do resultado positivo. O desempenho diário do FOMO11 reflete, portanto, a combinação dos movimentos de vários tokens, com pesos definidos pela metodologia do índice.

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XRPH11 sobe 2,49% acompanhando o XRP
O XRPH11 avançou 2,49%. Sua exposição é concentrada em XRP, ativo que representava 100% da carteira divulgada pela gestora. O fundo busca refletir o Nasdaq XRP Reference Price Index por meio de investimento direto no token ou de instrumentos que acompanhem seu preço.
Depois de cair 4,54% na sessão anterior, o XRP teve recuperação de 2,21% em dólar no dia 24. Esse avanço, combinado à valorização do dólar frente ao real, ajuda a explicar a alta da cota. A concentração em um único token também torna o XRPH11 mais sensível às oscilações específicas do XRP do que um fundo com carteira diversificada de criptoativos.
SOLH11 e QSOL11 avançam com recuperação da Solana
O SOLH11 subiu 2,35% e o QSOL11 avançou 1,82%. A Solana recuperou parte da perda da véspera: depois de cair 3,00%, o token valorizou 1,76% em dólar, de aproximadamente US$ 115 para US$ 117. O dólar comercial também subiu 0,48% frente ao real, reforçando o retorno das cotas negociadas na B3.
Os dois ETFs acompanham a Solana por índices diferentes. O SOLH11 segue o Nasdaq Solana Reference Price Index, enquanto o QSOL11 segue a CME CF Solana Dollar Reference Rate. A recuperação do token e a alta do dólar explicam a direção positiva de ambos; cada fundo registrou sua própria variação no pregão.
As seis altas mostram como os ETFs podem responder a fatores distintos. Nos fundos de criptoativos, a composição da carteira define quais tokens têm maior influência. No HTEK11, o destaque veio de ações específicas do setor de saúde. Em todos os casos com exposição internacional, o câmbio também entrou na conta do retorno em reais.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.