O mercado brasileiro encerrou o pregão de 19 de agosto em tom mais positivo após uma sequência recente de sessões pressionadas pela alta dos juros de longo prazo nos Estados Unidos. O anúncio de ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro americano ajudou a reduzir o estresse observado nos Treasuries e favoreceu o retorno do apetite por risco global. Ao mesmo tempo, investidores acompanharam a divulgação da ata do Federal Reserve, enquanto o dólar perdeu força frente ao real e encerrou o dia em queda próxima de 0,9%. O Ibovespa avançou 0,90%, aos 167.830 pontos, beneficiado pelo movimento de recuperação dos mercados, pela valorização do petróleo e pela melhora do humor em relação aos ativos de países emergentes.
Os preços do petróleo seguiram em alta em meio às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, enquanto o minério de ferro apresentou comportamento mais estável. No cenário doméstico, a valorização da bolsa foi acompanhada pela queda do dólar, criando um ambiente mais favorável para ações ligadas ao ciclo econômico brasileiro e para setores defensivos sensíveis às expectativas de juros.
BOVA11 (Ibovespa – BlackRock): +0,89%
O BOVA11 acompanhou o avanço do Ibovespa no pregão. A melhora do ambiente internacional após o anúncio de ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro dos Estados Unidos ajudou a reduzir a pressão sobre os juros globais, favorecendo mercados emergentes. A queda do dólar e o desempenho positivo de empresas ligadas a commodities também contribuíram para a recuperação do principal índice da bolsa brasileira.
FIND11 (Financeiro – Itaú Asset): +0,25%
O ETF de instituições financeiras registrou ganho moderado em um dia marcado pela melhora do sentimento em relação aos ativos domésticos. O avanço do Ibovespa, combinado com a redução da aversão ao risco provocada pelo alívio nos Treasuries americanos, favoreceu o desempenho dos bancos e demais empresas financeiras presentes no índice de referência do fundo.
MATB11 (Materiais Básicos – Itaú Asset): -0,53%
O MATB11 foi um dos poucos ETFs da amostra a encerrar o dia no campo negativo. Apesar da recuperação do mercado acionário brasileiro, o minério de ferro apresentou desempenho mais fraco na sessão, enquanto parte das empresas ligadas a materiais básicos seguiu pressionada por dúvidas sobre a atividade industrial global e o ritmo de crescimento da China. O resultado limitou o desempenho do segmento mesmo com a melhora do humor geral dos mercados.
UTLL11 (Utilidade pública – Investo): +1,15%
O ETF de utilidades públicas teve um dos melhores desempenhos do dia. Empresas de energia elétrica, saneamento e infraestrutura foram beneficiadas pelo alívio observado na curva de juros, em um ambiente de menor pressão sobre os rendimentos globais. Setores defensivos tendem a responder positivamente quando há melhora das condições financeiras e redução das taxas de desconto utilizadas pelos investidores.
CMDB11 (Commodities – BTG Asset): +0,68%
O avanço do CMDB11 foi sustentado principalmente pelo comportamento das commodities energéticas. O petróleo voltou a subir diante das preocupações geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e possíveis impactos sobre a oferta global da commodity. O cenário favoreceu empresas brasileiras com exposição ao setor de recursos naturais, contribuindo para a valorização do ETF.
BXPO11 (Empresas exportadoras – Investo): +0,33%
O BXPO11 se beneficiou do ambiente mais construtivo para ativos de risco no Brasil e no exterior. A estabilização das bolsas americanas após dias de volatilidade e a redução das pressões sobre os juros de longo prazo nos Estados Unidos contribuíram para o desempenho positivo do fundo, que reúne exposição a empresas brasileiras com presença global.
BNKS11 (Bancos – Investo): +0,23%
Assim como o FIND11, o BNKS11 acompanhou a melhora do setor financeiro brasileiro. A valorização do mercado acionário local, combinada com o ambiente internacional menos adverso, favoreceu as ações bancárias e ajudou o ETF a encerrar a sessão em alta.
BCIC11 (Setores cíclicos – Bradesco Asset): +0,77%
O BCIC11 foi impulsionado pela recuperação dos segmentos mais sensíveis ao ciclo econômico. A valorização do Ibovespa, a queda do dólar e a melhora do fluxo para ativos de risco beneficiaram empresas ligadas ao consumo, indústria e demais setores cíclicos presentes na carteira do fundo.
BDEF11 (Setores defensivos – Bradesco Asset): +1,54%
O BDEF11 apresentou o maior ganho entre os ETFs analisados. O movimento refletiu a busca por empresas com receitas mais resilientes em um ambiente ainda marcado por incertezas sobre inflação e política monetária global. Além disso, a redução da pressão sobre os juros favoreceu setores defensivos tradicionalmente presentes na carteira do fundo.
DOLB11 (Dólar): -0,87%
O DOLB11 acompanhou a desvalorização da moeda americana frente ao real. O dólar encerrou o pregão com queda próxima de 0,87%, influenciado pelo recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pela percepção de um ambiente monetário menos pressionado do que o observado nos dias anteriores. Como o ETF replica a variação cambial, o movimento resultou em desempenho negativo no dia.
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