
Créditos: iStock
O OROF11 caiu 4,23% no acumulado e o GOLD11 perdeu 3,87%, enquanto GLDI11 ganhou 0,77% e GOLX11 avançou 0,65%. O metal é o ativo alvo comum; a diferença relevante foi se a estrutura entregava também a variação do dólar frente ao real.
O resultado eleitoral brasileiro provocou valorização de aproximadamente 4,1% do real frente ao dólar na segunda-feira, seguida por novo ganho cambial de cerca de 0,5% na terça. No mercado internacional, os contratos de ouro tiveram pequena baixa na segunda e recuperação próxima de 0,7% na terça.
OROF11 (Galapagos Capital): -4,23% em dois pregões
O OROF11 investe no SGOL, ETF internacional lastreado em barras de ouro físico alocadas em Londres. O objetivo é acompanhar o preço do metal no mercado externo; para o cotista brasileiro, a tradução desse valor para reais também é relevante. A cota caiu 4,52% em 5 de outubro e subiu 0,30% no dia 6.
A queda forte do primeiro dia ocorreu quando o dólar despencou no Brasil e o ouro internacional não registrou uma alta capaz de neutralizar esse movimento. Na terça, a recuperação do metal ajudou a levar a cota ao campo positivo, mesmo com o dólar ainda um pouco mais fraco.
GLDI11 (Itaú Asset): +0,77% em dois pregões
O GLDI11 segue índice com posição comprada em futuros de ouro negociados na B3, sem exposição direta ao dólar/real e acrescido da remuneração diária prevista na metodologia. A cota caiu apenas 0,26% em 5 de outubro e ganhou 1,03% em 6 de outubro.
A estrutura muda o peso relativo dos motores: o recuo brusco do dólar brasileiro não passou integralmente para a cota, enquanto o movimento de recuperação do ouro na terça-feira apareceu com maior clareza no retorno.

Quer acompanhar as discussões sobre índices, estratégias e o mercado de ETFs? O INDEX 2026, evento anual da DEX, acontece no dia 12 de novembro, em São Paulo. Garanta a sua vaga.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.