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O PRAF11, da Galapagos, avançou 3,80% no pregão de ontem. A sessão representou uma recuperação parcial depois da forte pressão sobre os metais preciosos na véspera.
O ativo estrangeiro utilizado pelo PRAF11, o abrdn Physical Silver Shares ETF, negociado como SIVR, ganhou 3,33% em dólares, passando de US$ 52,81 para US$ 54,57. Na quarta-feira, havia caído 6,08%. A recuperação do metal encontrou um segundo vetor favorável para os cotistas brasileiros: o dólar comercial subiu 1,17%, para R$ 5,087.
O pano de fundo foi uma mudança importante na dinâmica dos juros americanos. Depois do choque de inflação ao consumidor divulgado na quarta, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos se valorizaram na quinta e suas taxas recuaram. O movimento reduziu o custo de oportunidade de carregar metais sem remuneração periódica e ajudou a recuperação das cotações internacionais.
PRAF11 (Galapagos): +3,80%
O PRAF11 acompanha o DEX VettaFi Physical Silver Shares Index por meio do SIVR. O fundo estrangeiro mantém prata física, com barras alocadas em Londres. Essa estrutura transmite ao investimento o comportamento do metal, sem acrescentar os riscos de custos de extração, endividamento e execução operacional próprios de uma carteira de mineradoras.
A valorização de 3,33% do SIVR em dólares foi um vetor direto favorável à exposição do PRAF11. O dólar mais forte no Brasil também elevou o valor em reais do investimento internacional. O ETF brasileiro encerrou o dia com alta de 3,80%, mas ainda registrava perda de 1,87% na semana e de 10,52% em um mês.

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Inflação pressionou o metal; a queda dos juros abriu espaço para a recuperação
Na quarta-feira, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos mostrou alta de 0,6% em setembro e de 3,7% em 12 meses, ante 3,4% no acumulado anual de agosto. A aceleração recolocou a trajetória de juros do Federal Reserve no centro das decisões de mercado e precedeu a queda de 6,08% do SIVR naquela sessão.
A pressão inflacionária continuou presente na quinta, quando o índice de preços ao produtor americano avançou 1,3% no mês. Ainda assim, a busca por títulos públicos prevaleceu no mercado de renda fixa: por volta das 18h, a taxa do Treasury de dez anos recuava de 5,186% para 5,069%, aproximadamente 11,7 pontos-base. A redução das taxas nominais, acompanhada por enfraquecimento do dólar frente a outras moedas no exterior, ofereceu suporte aos metais.
No Brasil, a moeda americana caminhou na direção oposta e se valorizou diante do real. Para uma exposição internacional à prata, isso adicionou um componente cambial favorável ao movimento do metal.
A recuperação ainda não anulou a queda anterior
O SIVR fechou a quinta a US$ 54,57, ainda abaixo dos US$ 56,23 de terça-feira. Entre esses dois fechamentos, a perda era de aproximadamente 2,95%, apesar do salto de quinta. A assimetria importa: depois de uma queda de 6,08%, seria necessária uma alta de cerca de 6,47% para retornar ao ponto de partida, não apenas uma valorização de mesma magnitude percentual.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.